Sindicato realiza curso para classificadores de grãos

curso

Vinte e um profissionais agrícolas, entre técnicos, engenheiros agrônomos e produtores rurais, participaram nesta última semana, de 19 a 22 de fevereiro, do curso de classificação de grãos (soja e milho) oferecido pelo Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães.

Na pauta, aulas teóricas com orientações quanto amostragens, determinação de umidade e temperatura, incluindo equipamentos necessários e o manuseio para a correta obtenção dessas amostras, assim como, legislação vigente que estabelece o regulamento técnico e o padrão oficial para classificação de grãos (milho e soja), conforme o Ministério da Agricultura (MAPA). Na prática, o quarteamento das amostras, identificação dos defeitos, cálculos das porcentagens, limites de tolerância aceita em cada defeito e enquadramento em tipo, ou seja, a qualidade do produto. Continue Lendo “Sindicato realiza curso para classificadores de grãos”

Sindicato organiza curso com foco no meio rural

Durante os dias 18 e 19 de maio, o Sebrae promoveu a segunda edição da Oficina do Empreendedor na cidade de Luís Eduardo Magalhães. Adaptando a temática do evento, o Sindicato Rural organizou duas oficinas direcionadas ao setor agrícola. A dona de casa, Maria de Lourdes Vieira Santos, 57 anos, aproveitou a oportunidade para participar gratuitamente da oficina de Salgados e Massas, ministrada na cozinha industrial da entidade. Técnicas de higienização de frutas e verduras deram abertura aos trabalhos, seguido do preparo de pratos salgados e a produção de massas.

Para Maria de Lourdes, que recentemente voltou de Portugal e ainda procura uma vaga de trabalho na cidade, a oficina do empreendedor foi uma oportunidade para aperfeiçoar seu conhecimento na área e abrir um negócio. “Minha idéia é incrementar a renda familiar com a venda de salgados”, comentou.

Paralelo a oficina de salgados, no Centro Tecnológico aconteceu o curso de tratorista agrícola. Entre o conteúdo programático apresentado pelo instrutor do SENAR, Diego Kuffel, estava a importância do homem rural no contexto socioeconômico regional, saúde e segurança do trabalhador, além de mecanismos, sistemas de operação e manutenção da máquina agrícola e seus equipamentos, seguido de aulas práticas.

Para o presidente da entidade, Vanir Antonio Kölln, a parceria do Sindicato Rural com o Sebrae na promoção da Oficina do Empreendedor colabora para a qualificação da mão-de-obra urbana e rural da região. “Embora o Sebrae não representa o “S” da agricultura, diferente do Senar, a entidade também contribui para o aperfeiçoamento dos trabalhadores”, comenta.

Ministro do Trabalho recebe representantes classistas do Oeste baiano.

 O ministro Carlos Lupi, do Trabalho, recebeu nesta quinta-feira uma comitiva de representantes sindicalistas do Oeste baiano. Na agenda do encontro, em Brasília, um dos temas abordados foi à atuação dos fiscais federais do trabalho nas propriedades da Região.

Os representantes dos Sindicatos Rurais (patronais) dos municípios de Luís Eduardo Magalhães e Barreiras e também  dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Barreiras e Riachão das Neves tiveram a oportunidade de expor as dificuldades enfrentadas.

O deputado Oziel Oliveira, que agendou e acompanhou o encontro, disse ao ministro Lupi que fez questão de levar  os representantes dos trabalhadores rurais e dos fazendeiros para que a solução atendesse a demanda de ambos. 

O ministro Carlos Lupi incumbiu o Deputado de agendar com a Superintendência Regional do Ministério do Trabalho na Bahia um encontro entre as partes para que haja um diálogo que possa solucionar  os problemas existentes na região oeste.

O presidente do Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, Vanir Kölln, saiu do encontro satisfeito com a receptividade do Ministro. Moises Schimit, do Sindicato Rural de Barreiras disse que o resultado da audiência foi “acima do esperado” pela agilidade na condução da busca de soluções.  A mesma opinião também foi compartilhada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barreiras, Renildo dos Santos. “Só o fato de colocarmos na mesma mesa patrões e empregados é um fato muito positivo, acredito que vamos conseguir um consenso com a Superintendência da Bahia”, falou.

A comitiva pediu ao ministro que fosse formalizado a parceria junto aos Sindicatos Rurais para que o Ministério do Trabalho promova a qualificação de mão-de-obra dos trabalhadores da região que atualmente é feita, unicamente, pelos Sindicatos com recursos próprios.

“É preciso que o Ministério do Trabalho nos dê essa contrapartida, para que haja um ganho efetivo, tanto para o trabalhador que aprende um ofício, quanto para os produtores rurais que terão mão-de-obra qualificada no campo”, completou.

Vanir Kölln lamenta ação do ‘Grande Agronegócio’ em detrimento do Sindicato Rural.

O presidente do Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, Vanir Kölln, fez hoje fortes críticas aos dirigentes do agronegócio que foram à Brasília, pedir uma fiscalização do trabalho no campo menos agressiva, ao ministro Carlos Lupi:

“É claro que foram bem recebidos, com sorrisos e histórias bem humoradas. Mas e os resultados? O Ministro pediu a eles, os dirigentes, que se entendessem com os sindicatos dos empregados e com o Ministério Público do Trabalho”.

Diz ainda Vanir:

“Faltou representatividade. Não foram capazes de convidar nem o presidente do Sindicato Rural e não levaram nenhum representante da FAEB – Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia. Vou fazer diferente: vou à Brasília e vou levar todos os presidentes dos sindicatos de trabalhadores da Região, para referendar a posição de nossos associados. Os dirigentes do ‘Grande Agronegócio’ enganam-se quando deixam para trás quase 500 produtores, pequenos e médios, que o Sindicato Rural representa.”

Vanir também tem a opinião que a fiscalização no Oeste baiano, “feita com mais de 15 fiscais e 12 viaturas novas” é agressiva e exagerada. Mas quer levar ao Ministro o depoimento dos próprios empregados, que demonstram, igualmente, insatisfação com a atuação da fiscalização e do Ministério Público do Trabalho. 

Área plantada com algodão no cerrado baiano será 48% maior em 2011.

Horita: bons preços e alta produtividade no algodão.

Com os melhores preços já registrados nos últimos 140 anos, o algodão ganhou mais espaço na matriz produtiva do cerrado baiano. De acordo com o 2º Levantamento da Safra 2010/11, concluído na última semana pelo Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), a área ocupada pela cultura na região Oeste do estado na safra em curso é 48% maior que em 2009/10, ficando em 362,7 mil hectares, contra 245 mil hectares no ciclo anterior. Em conseqüência, a produção também deve disparar, com 58% de incremento estimado, saindo de 371,7 mil toneladas de algodão em pluma em 2009/10, para 587,6 mil toneladas de pluma neste ciclo. A produtividade nas lavouras (que havia caído um pouco na safra passada em virtude de fatores climáticos, ficando em 253 arrobas de capulho por hectare) deve voltar aos patamares tradicionais de 270 arrobas por hectare.

Os dados do 2º Levantamento da Safra da Aiba confirmaram as boas expectativas dos dirigentes da entidade, que, ao final de 2010, previam que a alta simultânea nos preços das principais commodities da região – soja, milho e algodão – seria o motor de uma excelente safra, caso não haja adversidades climáticas.

“A alta recente dos preços do algodão na bolsa de Nova Iorque levou muitos produtores a rever o balanceamento de suas matrizes produtivas, destinando mais espaço para a cultura. Há registros de que áreas que seriam destinadas a soja e milho passaram a abrigar plantações de algodão nesta safra”, diz o presidente da Aiba, Walter Horita.

Leia mais sobre o levantamento da soja, milho e café. Continue Lendo “Área plantada com algodão no cerrado baiano será 48% maior em 2011.”

Chácaras dentro das APPs do rio de Janeiro estão irregulares

Cerca de 80% das chácaras que ocupam a Área de Preservação Permanente (APP) às margens do Rio de Janeiro, zona rural  de Barreiras, estão irregulares. Depois da fiscalização e notificação, no mês passado, das propriedades que ocupam a APP, a Secretaria de Meio Ambiente e Turismo (Sematur) está trabalhando em parceria com o Ministério Público para resolver as irregularidades ambientais.

“Nosso objetivo é regularizar estas áreas, contando com a parceria do Ministério Público, que irá nos ajudar a cobrar esse passivo e assim delimitar o espaço que será do Parque Municipal de Proteção Integral”, informa o secretário municipal de Meio Ambiente e Turismo, João Bosco da Silva Junior. Ainda segundo o secretário, novas fiscalizações serão feitas para verificar se a lei está sendo cumprida, caso contrário, haverá notificação, embargo de construção e multa, como já foi feito no passado. Informações de A Tarde.

A verdade é que estão morrendo muito de nossos rios, mais por ignorância dos agentes públicos e privados, do que por maldade. É só dar uma olhada nos cortes profundos, com objetivo de carrear material de aterro, que foram feitos às margens da rodovia do Anel da Soja, para chegar a conclusão que a abertura da estrada causou danos inestimáveis, por burrice dos engenheiros. Aliás, o Ministério Público tem a obrigação de entrar com ação para minimizar esse dano, pedindo que o Estado conserte o que estragou. Outro detalhe que não cansamos de repetir: ou os grandes plantadores aderem ao plantio direto ou a devastação vai continuar. O plantio direto salvou os pequenos e grandes rios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Talvez seja mais oneroso, talvez seja mais difícil de implantar, mas não podemos abrir mão do plantio na palha sem prejudicar-se com a responsabilidade pelo assoreamento de nossos rios. A iniciativa de recomendar a implantação deve ser de responsabilidade da AIBA, da ABAPA, do Sindicato Rural e de todas as entidades governamentais ligadas ao setor. É uma questão também de auto-preservação política e institucional.

Cotações da soja e falta de chuvas

As cotações da soja ontem oscilaram entre R$35,00 a saca, segundo o Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães e na faixa de R$32,00 a R$34,00 segundo a AIBA, o que demonstra que pouco a pouco o preço de venda da leguminosa se descola da emblemática cotação mínima de R$30,00, que se verificou há poucos dias.

O que preocupa agora é a falta de chuvas, que não tem boas perspectivas até o dia 24. Existem localidades do Oeste baiano onde não chove há mais de 22 dias. O período é crítico para as variedades de ciclo longo: floração e início do pegamento das vagens. A arquitetura das plantas, para as variedades mais tardias, também pode ser comprometida com a falta de umidade no solo. Esperamos as águas de março.

Primeiro aviso de Pep milho do ano começa pelo Oeste da Bahia.

O Governo divulgou ontem (28) o Aviso de Leilão de Prêmio para o Escoamento de Milho em Grãos 021/10, dentro dos moldes defendidos pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e demais entidades classistas da região, no último encontro com técnicos do Ministério da Agricultura e da Conab, em Luís Eduardo Magalhães, no dia 14 de janeiro. Este modelo, que segue a lógica econômica, começa por onde há maior demanda, nas regiões Norte e Nordeste, ao encontro da oferta geograficamente mais próxima (Oeste da Bahia), colaborando assim, para o escoamento de 150 mil toneladas de milho de um estoque de passagem estimado em 450 mil toneladas e uma nova safra 2009/10 estimada em 1,5 milhão de toneladas.

Serão ofertadas 150 mil toneladas do cereal em dois lotes. O lote 1 constará de 120 mil toneladas, com valores de prêmios de R$5,52 para o Nordeste, exceto Bahia, R$4,02 para Bahia e Norte de Minas Gerais, R$5,82 para o Espírito Santo e R$7,38 para a região Norte. Já no lote 2, serão 30 mil toneladas, com prêmios de R$ 4,02 para o Norte de Minas Gerais e de R$ 5,82 para o Espírito Santo.

“Os prêmios são bastante competitivos. Porém, para viabilizar a exportação pela Bahia, mesmo com a melhora do dólar, o prêmio de R$4,02 não dá liquidez. Neste caso é necessário incluir os custos com o despacho aduaneiro, estimados em 15 dólares por tonelada para equilíbrio da competitividade. Por outro lado, um prêmio de R$5,52 para o Nordeste é bem interessante. Com esta medida os preços devem reagir um pouco”, diz o vice presidente da Aiba, Sérgio Pitt, que enfatizou o empenho pessoal do coordenador geral de Cereais e Culturas Anuais da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Sílvio Farnese.

Os problemas enfrentados pela cadeia produtiva do milho no Oeste da Bahia foram debatidos na primeira quinzena do ano, por técnicos do Governo Federal, produtores e avicultores, no auditório do Centro de Pesquisa e Tecnologia do Oeste da Bahia (CPTO), da Fundação Bahia. O encontro, que contou com 66 participantes, foi organizado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e pelo Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães.

A decisão governamental ajuda até o setor de transportes, completamente estagnado nesta época, já que a retirada do milho significa quase 4.000 cargas de bi-trem. A injeção de dinheiro nos municípios do Oeste baiano também é significativa, algo em torno de 35 milhões de reais. O estrangulamento da capacidade de armazenagem também melhora, tendo em vista a significativa safra de soja que está para ser iniciada nos primeiros dias de abril.