O óbvio necessário.

Ministro Joaquim Barbosa, ontem, no STF, durante a sessão de julgamento que condenou 10 pessoas por formação de quadrilha, entre elas o outrora todo poderoso José Dirceu, primeiro-ministro, se é que existe a figura, no Governo Lula da Silva:

“Quadrilhas de paletó e gravata causam mais desassossego do que a bandidagem dos morros.”

O que o Ministro afirmou é apenas o óbvio. Estamos precisando de um choque de realidade. A corrupção se permeia com o poder no Brasil ao ponto de se confundir.

Se o País acabasse com todas as quadrilhas de engravatados, acabar com o crime organizado, no Rio e São Paulo, seria apenas um detalhe.

Uma sentença contundente.

Ministro Marco Aurélio, ao condenar 11 réus na AP 470 – Mensalão – por formação de quadrilha:

“São tantas e tão deslavadas as mentiras, tão grosseiras as justificativas, tão grande a falta de escrúpulos que não se pode cogitar somente de uma crise de valores, senão de um fosso moral e ético que parece dividir o país em dois segmentos estanques: o da corrupção, seduzido pelo projeto de poder, e a grande massa comodata, que, apesar de mau exemplo, esforça-se para sobreviver e progredir.”

Querelas na Suprema Corte, ao vivo e a cores.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, bateram boca nesta quarta-feira (17) enquanto discutiam a abertura de ação penal contra o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), por suspeita de participação em um esquema de compra de votos.

A briga começou após Lewandowski cobrar mais rigor dos colegas na manutenção de réus sem foro privilegiado no Supremo (prerrogativa de autoridades) para não paralisar os trabalhados. Ele citou o processo do mensalão, do qual é revisor, e foi questionado por Mendes. Irritado, Lewandowski disse que não aceitava lições do colega.

“Se vossa excelência insistir em me corrigir, porque não sou aluno de vossa excelência, eu não vou admitir nenhuma vez mais, senão vamos travar uma comparação de votos”, disse Lewandowski.

Mendes rebateu: “Vossa excelência pode fazer a comparação que quiser. E vossa excelência não vai me impedir de me manifestar no plenário em relação a pontos que estamos em divergência”, disse. Mendes afirmou que não iria recuar em sua posição. “Vossa excelência faz como quiser, o que está sendo dito aqui é que há decisões [desmembramentos] tomadas. Vossa excelência está se revelando muito sensível, a tradição indica que nós devemos ter o hábito de conviver com críticas”, disse. Da coluna de Cláudio Humberto.

Ontem, afirmava entre amigos, que o julgamento da Ação Penal 470, transmitida pelas televisões, deve fazer parte de uma ação orquestrada entre os dirigentes da Justiça no País, para reafirmar a imagem institucional da Magistratura, tão abalada, inclusive pela ação da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça. Se não foi planejada, surtiu os mesmos efeitos.  No mínimo, tornou os juízes da Suprema Corte seres humanos aos olhos dos mortais comuns.

Joaquim Barbosa é eleito presidente do Supremo

Em votação realizada no início da sessão plenária desta quarta (10), o ministro Joaquim Barbosa foi eleito o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Ricardo Lewandowski, vice-presidente, cada um com nove votos, já que, por tradição da Corte, os eleitos não votam em si mesmos. O ministro Celso de Mello, decano do STF, saudou o novo presidente e desejou sucesso ao 55º presidente do Supremo desde o Império, e o 44º desde a República, além de ser o nono mineiro a ocupar a presidência da Corte. 

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, saudou o ministro Joaquim Barbosa em nome do Ministério Público. “É portanto motivo de orgulho e de honra saudar Sua Excelência, desejando todo êxito, todo sucesso à frente da Suprema Corte”, afirmou. O advogado Roberto Caldas, eleito recentemente juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos, saudou o novo presidente do STF em nome da classe. Caldas afirmou que “a Nação encontra-se em júbilo com a eleição do ministro Joaquim Barbosa”. 

Barbosa agradeceu aos colegas a confiança por elegê-lo presidente da Corte, demonstrando honra e satisfação em ser eleito. Mineiro de Paracatu, Joaquim Barbosa, 58 anos, exerceu vários cargos na Administração Pública Federal antes de ser nomeado ministro do STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003. Foi membro do Ministério Público Federal de 1984 a 2003; chefe da Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde (1985-88); advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados-SERPRO (1979-84); oficial de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (1976-1979), tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia. 

Vice-presidente – O ministro Ricardo Lewandowski foi saudado pelo presidente da Corte, ministro Ayres Britto, que desejou pleno êxito na nova missão, lembrando de sua experiência como administrador judiciário – o ministro Lewandowski já presidiu o TSE e, atualmente, preside a Segunda Turma do STF. “Experiência que se somará, sem dúvida, à sua vivência de juiz desta Suprema Corte e do Tribunal de Justiça de São Paulo. Vossa Excelência honra esta Casa pela sua inteligência fulgurante, pelo seu desassombro pessoal e no plano das ideias e, certamente, comporá com o ministro Joaquim Barbosa uma dupla de dirigentes à altura das melhores tradições do Supremo Tribunal Federal, na sua longa história de serviços prestados ao País e, mais de perto, ao Poder Judiciário brasileiro”, afirmou Britto. 

Lewandowski agradeceu “as generosíssimas palavras” e ressaltou que o STF está cumprindo “o sadio roteiro, o sadio princípio republicano de rotatividade daqueles que encabeçam os Poderes da nação”. Para ele, o momento que lhe coube para chegar à cúpula da Suprema Corte é “extremamente auspicioso para as instituições brasileiras, um momento histórico de grande maturidade política”. O ministro disse que o papel de vice-presidente não é o de protagonista, e sim de coadjuvante e de colaborador. “Neste sentido, o futuro presidente, ministro Joaquim Barbosa, poderá ter a certeza de que tudo farei para que tenha uma administração plena de êxito, como de fato merece e como o Brasil espera”. 

Com informações do STF.

Começa hoje o calvário de José Dirceu

O ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoíno e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares começam a ser julgados nesta quarta-feira (3) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão. A primeira acusação é de corrupção ativa.
A Procuradoria-Geral da República aponta Dirceu como o principal responsável pela organização do esquema operado por Delúbio com o empresário Marcos Valério. Articulador político do governo Lula, o ex-ministro reconheceu que negociou com legendas aliadas, mas negou a existência de pagamento em troca do apoio político. Dirceu disse ainda que deixou a administração do PT ao assumir o posto na Casa Civil.
Em seu interrogatório no processo, Dirceu afirmou que “organizou e negociou” a formação da base aliada, da qual faziam parte as siglas PP, o extinto PL (hoje PR), PTB e PMDB. O Supremo condenou os líderes de tais partidos por corrupção passiva. Com informações da Folha e edição do Bahia Notícias.

 

Réus do núcleo político do Mensalão tem condenação quase certa.

A Agência Brasil, da EBC Comunicações, empresa do Governo Federal, faz um alentado trabalho sobre o andamento do julgamento dos núcleos políticos do Mensalão. Veja como foram as votações ontem e como a maioria dos réus já tem condenação quase certa:

Já há maioria de votos no Supremo Tribunal Federal (STF) para condenar seis dos sete parlamentares acusados de corrupção passiva na Ação Penal 470, processo conhecido como do mensalão. Vários placares já são maioria depois das considerações do ministro Gilmar Mendes no capítulo que trata de compra de apoio político entre 2003 e 2004.

O deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP, antigo PL) e o ex-presidente do PP Pedro Corrêa foram condenados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. E os ex-deputados Roberto Jefferson (PTB), Romeu Queiroz (PTB), José Borba (PMDB) e Bispo Rodrigues (PL, atual PR), estão condenados por corrupção passiva.

Apontados como corréus no processo, o ex-assessor do PP João Cláudio Genu foi condenado por corrupção passiva pela maioria dos ministros. O ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas está condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e o sócio da Bônus Banval Enivaldo Quadrado, por lavagem de dinheiro.

O único parlamentar com a situação indefinida é Pedro Henry (PP-MT), que tem placar de 5 votos a 2 nos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Mesmo com a maioria formada, os ministros podem mudar o voto até o final do julgamento.

Em seu voto, Mendes afirmou que a tese do caixa 2 divulgada pelas defesas é o “eufemismo dos eufemismos”, além de não excluir a execução de crimes anteriores para alimentar os repasses aos partidos. “Ao reconhecer que seriam recursos não contabilizados obtidos por corrupção e peculato, subsistiriam esses crimes”, argumentou.

O ministro acredita que a tese de caixa 2 é um argumento fácil porque, a cada dois anos, há novo processo eleitoral, mas o financiamento de campanhas tem regras próprias que precisam ser seguidas. “As fraudes e mecanismos usados evidenciam, com absoluta clareza, que eles tinham ciência da origem criminosa dos recursos. Tratou-se de engendrar esquema à margem da lei para proveito econômico”.

Mendes também rejeita a ideia de que todo dinheiro repassado às legendas foi usado para fins partidários, pois várias provas mostram que as verbas eram empregadas em fins privados. Como exemplo, citou a ajuda financeira à amante do ex-presidente do PTB José Carlos Martinez após a morte dele.

 

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Zé Dirceu, Genoíno e Delúbio na alça de mira de Joaquim Barbosa.

Jornalista Políbio Braga, em seu blog, o mais lido do Rio Grande do Sul:

Vazou no STF a informação de que o voto que condenará Zé Dirceu, Delúbio Soares e José Genoíno, ex-dirigentes do PT, terá 50 páginas e consumirá meio período da sessão de segunda-feira.
 O ministro Joaquim Barbosa pedirá cadeia para os tres petistas da cúpula do Partido. Eles serão condenados por corrupção ativa, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
É esperada reação do revisor, Ricardo Lewandowski, que tentará livrar Zé Dirceu, mas concordará com a imolação de Delúbio Soares, o mais hard dos tres, e Genoíno, que se comporta como moça amedrontada nesta etapa final do julgamento, já tendo sido atendido até mesmo no Instituto do Coração. “Eu fui só o presidente do PT”, queixou-se José Genoíno nesta quinta-feira.

Relator do Mensalão no STF condena membros do PTB, mas não vê ação relevante de Palmieri

Frank Maia

O ministro Joaquim Barbosa, relator da Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal (STF), condenou por lavagem de dinheiro dois réus ligados ao PTB denunciados no esquema conhecido como mensalão: os ex-deputados Roberto Jefferson e Romeu Queiroz. O relator entendeu que ambos dissimularam o recebimento de quantias milionárias por meio da SMP&B e do Banco Rural, o chamado “valerioduto”.

Segundo Barbosa, o esquema começou quando a presidência do PTB ainda era exercida por José Carlos Martinez, que já morreu, e prosseguiu quando Jefferson assumiu o posto. Os réus confirmam o recebimento das quantias, mas alegam que os valores eram frutos de um acordo com o PT para a quitação de dívidas de campanha.

Barbosa lembrou que Valério entregou pessoalmente a Roberto Jefferson R$ 4 milhões em espécie. “A entrega de tal montante em espécie para pagamento de vantagem indevida naturalmente segue mecanismos de lavagem, de forma a ocultar a natureza e a origem do dinheiro”, disse o relator. Romeu Queiroz também foi condenado por enviar terceiros para receber quantias em seu nome.

Devido à opção de não proclamar seus votos no sexto capítulo, Barbosa provocou dúvidas sobre a situação do ex-tesoureiro Emerson Palmieri. De acordo com o relator, ele participou ativamente das transações financeiras com o Banco Rural e com o grupo de Marcos Valério, mas não ficou comprovada sua “atuação relevante” na distribuição do dinheiro ao PTB.

No final de seu voto, Barbosa fez uma proclamação parcial dizendo que Palmieri era inocente de certa operação de lavagem de dinheiro, mas como o ex-tesoureiro foi denunciado dez vezes pelo crime, não ficou claro se a absolvição era para uma operação ou para todas. Procuradas pela Agência Brasil, a assessoria do STF e do gabinete do ministro não souberam esclarecer a questão. Ontem (19), Barbosa condenou os três réus do PTB – Jefferson, Queiroz e Palmieri – por corrupção passiva.

Da justiça e de malfeitores.

Da jornalista Dora Kramer, em artigo no Estadão:

Marcos Valério demorou anos para se revoltar. Só quebrou o código de silêncio firmado com José Dirceu e Delúbio Soares para proteger Lula quando se viu diante da evidência de que lhe havia sido feita uma promessa vã.”

No artigo, a Jornalista demonstra como ninguém, entre os governistas e os implicados na ação penal 470, acreditava num julgamento das proporções do que ora se realiza, principalmente pelo fato de que a grande maioria dos ministros do STF teve a chancela dos petistas. O STF recupera, aos olhos da Nação, a crença na Justiça e abala os alicerces da impunidade programada pela quadrilha dos 40.

Já, aqui na província ensolarada da Bahia, grassa uma sensação de que tudo se pode fazer e cometer sem que a mão pesada da Justiça alcance as figurinhas mais carimbadas.Quando publicarmos, aqui, as notas taquigráficas de alguns dos pronunciamentos de ontem, no julgamento do Tribunal Regional Eleitoral, o quadro ficará transparente e cristalino como a água que corre, célere, nas veredas deste imenso sertão.

Sensação estranha

Falando aqui, ao pé do ouvido de todos os meus 16 leitores (eles cabem numa kombi), pergunto: quem está tendo a sensação que o julgamento do mensalão está sacrificando os pequenos, como bois de piranha, para salvar os grandes, na apoteose final? Se for assim, aquele nosso amiguinho baixinho, careca e de bigodes brancos está frito e mal pago.

Agora, preparem-se para o pior: se só os pequenos forem condenados, eles bem que podem jogar farofa no ventilador. E aí o País para por mais um ano.

Ontem, um jornalista de Brasília, o qual prezo muito, me dizia: não houve mensalão, o que aconteceu foi apenas o pagamento do jeton aos parlamentares, um costume desde os tempos do Imperador.

Ah, bom! Agora entendi.

Não interessa o nome, nem a forma de pagamento, a verdade é que houve dinheiro sujo e mal havido circulando numa grande ação entre amigos. Não invejo regimes fortes como o da China, por exemplo. Mas se fosse lá que tivesse acontecido o episódio, mais de meia centena já teria sido executada.

A despedida do velho magistrado

 “Nenhum juiz verdadeiramente digno condena por ódio. Nada constrange mais um magistrado do que ter que infelizmente condenar um réu em matéria penal”.

Cezar Peluso, ministro do STF, condenando os réus do mensalão em seu último voto antes da aposentadoria compulsória. Veja mais no Estadão.

E por falar em Peluso, onde anda o Paulo, campeão de comentários no blog durante algum tempo? 

Placar do STF marca 4×2 contra os primeiros réus.

Por Heloisa Cristaldo, Repórter da Agência Brasil

Foto de Fábio Rodrigues Pozzebom, da ABr: Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de Duda Mendoça, fala ao celular durante intervalo no décimo quinto dia de julgamento do mensalão

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, na sessão de hoje (27) do julgamento da Ação Penal 470, o chamado mensalão, os réus Marcos Valério e seus ex-sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, pelos crimes de corrupção ativa e peculato.

O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato também foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e peculato por seis dos 11 ministros da Corte. Com o sexto voto, da ministra Cármen Lúcia, caso nenhum dos magistrados altere seu voto até o final do julgamento, os quatro réus serão condenados, mesmo que os próximos ministros os absolvam. Continue Lendo “Placar do STF marca 4×2 contra os primeiros réus.”

São Paulo recorre ao STF contra guerra fiscal da Bahia e de outros estados

Posto fiscal na Bahia

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, ajuizou Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) contestando normas dos estados do Amazonas, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Bahia que concedem incentivos fiscais relativos à desoneração de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) para produtos e serviços sem autorização do Conselho de Política Fazendária (Confaz).

Nas ações, o governador paulista sustenta violação de dispositivos constitucionais relativos às limitações do poder de tributar (Seção II, artigo 150, da Constituição Federal), aos impostos dos estados e do Distrito Federal (Seção IV, artigo 155) e referentes à Lei Complementar 24/75, que dispõe sobre convênios para a concessão de isenções do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias.

Bahia

Com relação ao Estado da Bahia, o governo de São Paulo ajuizou duas ações. A ADI 4835, de relatoria do ministro Luiz Fux, aponta a inconstitucionalidade de toda a Lei baiana 7.980/2001 (incluindo legislações posteriores que a alteraram), que instituiu programa de incentivo financeiro por meio de concessão de benefício fiscal. O governo paulista argumenta que a desoneração tributária gerada por essa norma deve obedecer à forma estabelecida em lei complementar – artigo 155, parágrafo 2º, XII, “g”, da Constituição Federal – que obriga à permissão por consenso de todos os estados e do Distrito Federal, conforme previsto na Lei Complementar 24/75.

Pede ainda a declaração de inconstitucionalidade do Decreto 8.205/02, que regulamenta o programa, inclusive de dispositivos de outros 27 decretos posteriores que o alteraram. Para o Estado de São Paulo, os dispositivos inovam na concessão de benefício fiscais relativos ao ICMS para o programa de incentivo financeiro instituído pela Lei baiana 7.980/01.

Na ADI 4837, relatada pelo ministro Dias Toffoli, o governo de São Paulo afirma que o Estado da Bahia concedeu crédito presumido e diferimento do recolhimento do ICMS em diversas operações em desrespeito ao que determinada o Confaz e, portanto, violando a Constituição. Assim, pede a declaração de inconstitucionalidade de dispositivos da Lei baiana 7.025/97 e do Decreto estadual 6.734/97.

Da Assessoria de Comunicação do STF editado por este jornal.

A Justiça é cega, muda, surda e, no momento, dorme!

 

Na verdade, não perderam nada. No entendimento dos advogados de defesa, Zé Dirceu, Genoíno, Marcos Valério e Delúbio são inocentes e estão prontos para entrar para o templo, como vestais da moral e dos bons costumes.

Hoje continua o julgamento do STF.

Nesta segunda tem continuidade o espetáculo do julgamento do Mensalão pelo Supremo. Cada advogado terá uma hora para mostrar argumentos a favor de seus clientes no plenário do Supremo. Apresentam suas defesas os advogados de José Dirceu, de José Genoíno, de Delúbio Soares, do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e de Simone Vasconcelos, diretora financeira da SMPB.

Resultados pífios sobre o julgamento da patifaria.

O Globo, hoje, respondendo às principais dúvidas sobre o julgamento do Mensalão.

Se o STF condenar qualquer dos réus a uma pena de até dois anos, haverá a prescrição em relação a esse crime. Se um mesmo réu for condenado pela prática de dois crimes e a pena dada a cada um dos crimes for de até dois anos, também haverá a prescrição. A prescrição ocorre em relação ao crime e não em relação ao somatório das penas. Assim, caso seja aplicada a pena mínima nos crimes de formação de quadrilha, corrupção (ativa e passiva), peculato e evasão de divisas, já houve prescrição.

Gurgel diz que foi atacado pelos mensaleiros

Roberto Gurgel, procurador geral da República, hoje, ao final de 5 horas de acusação aos mensaleiros, quando pediu a condenação e a prisão de 36 dos 38 indiciados:

“Em 30 anos de Ministério Público, completados no dia 12 de julho último, jamais enfrentei, e acredito que nenhum procurador-geral anterior, nada sequer comparável à onda de ataques grosseiros e mentirosos de caudalosas diatribes e verrinas, arreganhos de toda espécie, por variados meios, por notórios magarefes da honra que não possuem, tudo a partir do momento em que ofereci as alegações finais nesta ação penal, tudo evidentemente para constranger e intimidar.”

Se Gurgel não conseguir a condenação dos mensaleiros, pelo menos fez uma tropa de advogadinhos correr aos dicionários para entender o que estava dizendo.

Charge do grande Frank Maia.

Quadrilha do mensalão maculou a República, diz Procurador.

O mais atrevido caso de desvio de dinheiro público flagrado no Brasil. Instituiu-se uma sofisticada organização criminosa. A República foi maculada.

Assim o Procurador Geral da República, sintetiza em sua peça acusatória, o esquema do Mensalão do PT, que envolveu políticos, banqueiros e a famosa Lavanderia Brasil, de Marcos Valério. A quadrilha iniciou a atuação no final do ano de 2002, no segundo turno das eleições presidenciais.

Oziel será intimado sobre ação penal 688 do STF

O deputado federal e candidato Oziel Oliveira deverá deixar, nos próximos dias, momentaneamente, no fragor da batalha, a campanha política em Luís Eduardo Magalhães. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, despachou que o réu da ação penal de nº 688, de autoria do Ministério Público da Bahia, seja intimado para interrogatório e defesa prévia, no prazo de 5 dias. A referida Ação Penal trata de irregularidades na Lei de Licitações.

Há menos de uma semana, um correligionário de Oziel Oliveira, comentando o assunto, estranhava a celeridade com que os processos contra o Deputado estão andando no STF. E atribuía isso a movimentos incentivadores de seus adversários políticos a nível de Estado.

O mesmo correligionário afirmou também que a herança dos gestores depois de uma administração municipal é apenas essa: defender-se dos processos.

Deve ser por isso que o presidente do Senado, José Sarney, afirma sempre que a política só tem uma porta, a de entrada. Ou melhor: aos políticos resta morrer no combate.

Amanhã a decisão da Justiça Eleitoral sobre impugnação de Oziel Oliveira

Pedro Godinho

Amanhã, quinta-feira, deve sair a decisão do juiz eleitoral de Luís Eduardo Magalhães,  dr. Pedro Rogério Castro Godinho, sobre os três pedidos de impugnação da candidatura de Oziel Oliveira à Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães. Não se conhece o teor dos pedidos feitos à Justiça, mas os autores são os outros dois candidatos, Juarez de Souza e Humberto Santa Cruz, e o próprio Ministério Público Eleitoral, na pessoa do promotor Sávio Henrique Damasceno Moreira, já que o titular do MPE, dr.  Ícaro Tavares Cardoso de Oliveira Bezerra encontra-se em licença por problemas pessoais.

Segundo o site Congresso em Foco, o deputado Oziel enfrenta dez investigações no Supremo. São quatro ações penais (574, 575, 576 e 609) por crimes da Lei de Licitações, eleitorais e de responsabilidade. E outros seis inquéritos (3107, 3108, 3109, 3304, 3330 e 3428) por crimes da Lei de Licitações e eleitorais. Um deles aguarda reautuação como ação penal, já que a denúncia do Ministério Público Federal foi aceita pelos ministros. Nesse caso, Oziel é acusado de ter dirigido licitações em favor de empresas previamente escolhidas por ele.

PSL

Quem também espera uma decisão da Justiça é Elson Sá Teles, presidente da Comissão Provisória do PSL, destituída às vésperas das convenções partidárias, por decisão do Diretório da agremiação na Bahia. Segundo Elson, o Partido, que passou para uma coligação liderada por Humberto Santa Cruz não tem candidatos, enquanto que teria 11 postulantes ao cargo de vereador se fosse mantido com Oziel Oliveira.

A íntegra da petição inicial de impugnação da candidatura de Oziel Oliveira pode ser lida clicando em Continue Lendo “Amanhã a decisão da Justiça Eleitoral sobre impugnação de Oziel Oliveira”

Mensalão: José Dirceu pede povo nas ruas

José Dirceu, nervoso, pedindo para o povo sair às ruas durante o julgamento do mensalão para anular o movimento da mídia que, segundo ele mesmo, quer sua cabeça. Fernando Collor já fez o mesmo e acabou passando umas férias de 10 anos em Maceió.

Pelo direito de entrar muda e sair calada

A ex-chefe de gabinete do governador Marconi Perillo (GO), Eliane Gonçalves Pinheiro, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas corpus para ter o direito de ficar em silêncio no depoimento marcado para esta terça-feira (5) na CPI que investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
No pedido, protocolado na tarde desta segunda-feira (4), a defesa de Eliane também requisita o adiamento do testemunho da ex-servidora até que seus advogados acessem todas as provas do inquérito, incluindo os depoimentos já prestados na CPI.. Ela solicita também aos ministros do STF a garantia de não ser presa por desobediência ou falso testemunho.

Depois de um mês sem nada avançar nas investigações, os integrantes da CPI estão loucos por um espetáculo especial para agradar os participantes desta obra circense.

Liberdade para Dadá

A Justiça Federal decidiu nesta segunda (4) conceder habeas corpus para o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá. Ele é acusado de ser um dos integrantes da quadrilha liderada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal – que acusa Dadá de participar das atividades de espionagem do grupo. Desta forma, Dadá responderá em liberdade à Justiça Federal em Goiânia, mas continua proibido de manter contato com outros denunciados e de viajar sem autorização judicial. Dadá estava preso no 6º Comando Aéreo Regional (Comar), na Base Aérea de Brasília, desde o dia 29 de fevereiro.

Supremo decide: Cachoeira depõe hoje, terça.

Olha só que maravilha: o ministro Celso Mello, do STF, decidiu, na noite de ontem, segunda, que Cachoeira vai, sim, depor, hoje, terça, na CPI do Cachoeira. A decisão foi feita com base no fato de que a defesa do contraventor teve acesso prévio a todo o material inquisitório. 

Hoje, a decisão se Cachoeira vai logo à CPI.

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir hoje se mantém ou não a decisão que desobriga o bicheiro de falar à CPMI. Se o ministro mudar de ideia e determinar que Cachoeira compareça à comissão, o advogado do bicheiro (o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos) já avisou ontem que ele permanecerá calado.

Bastos quer mais três semanas de prazo, liberação das 90 mil horas de áudio, montagem de equipe de dez pessoas para analisar o material e acesso com mais liberdade a Cachoeira para avaliarem juntos os documentos. Integrantes da comissão, no entanto, dizem não haver motivo para o adiamento e reclamam do comportamento da defesa. De Ricardo Noblat.

Não entendi esta: querem tocar a CPMI do Cachoeira sem o Cachoeira? Que bandalho!

Queremos sangue na CPMI

O fato do STF conceder, sob liminar, o adiamento do depoimento de Carlos Cachoeira, amanhã, na CPMI, por cerceamento de defesa, significa que, ou estamos na democracia plena, ou que, aos olhos da Justiça, ainda não estamos aptos a ouvir as declarações proféticas do campeão do jogo ilegal no Planalto Central.

Afinal, quando o espetáculo das cachoeiras sussurrantes vai encantar nossos ouvidos? Já estão dando na vista esses segredinhos trocados entre deputados, senadores, policiais e inquisidores de todos os matizes. 

PGR terá 5 horas para acusar mensaleiros

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, terá cinco horas para fazer a sustentação oral no julgamento da Ação Penal 470, caso conhecido como mensalão. Os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram, em julgamento de questão de ordem levantada pelo relator da ação, Joaquim Barbosa, ampliar o prazo para manifestação do Ministério Público Federal devido à quantidade de réus denunciados.
De acordo com a Lei n. 8.308/1990 (art. 12, I), o tempo para acusação e defesa é de uma hora cada. No Plenário, Gurgel defendeu a ampliação do tempo de sustentação para cinco horas. “Evidentemente não será suficiente, dado o grande numero de réus, para que se exponha minuciosamente a acusação em relação a cada um deles, mas é um tempo mínimo para que a acusação possa esborçar-se de forma satisfatória”, afirmou.
Os ministros também decidiram que o relator apresentará uma versão resumida do relatório, como forma de agilizar o julgamento, uma vez que todas as partes terão acesso antecipadamente à versão completa.
A denúncia do esquema que ficou conhecido como mensalão foi apresentada em março de 2006 pelo então procurador-geral da República Antonio Fernando Souza. Quarenta réus foram denunciados por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão ilegal de divisas, corrupção ativa e passiva e peculato. Destes, 38 continuam respondendo ao processo.

STF entrega 54 mil hectares aos índios no Sul da Bahia

Depois de quase três décadas de disputas judiciais, fazendeiros e empresas agropecuárias terão que desocupar a área de 54 mil hectares no sul da Bahia. Por maioria, os ministros do Supremo entenderam que os títulos de propriedade são nulos porque as fazendas estão em uma reserva demarcada em 1930.

Sabem o que vai acontecer agora? Os índios vão arrendar as terras e os pastos aos fazendeiros que ocupavam a área.

Joaquim Barbosa lava a roupa suja do STF em entrevista ao Globo.

Nesta sexta-feira, o ministro do STF Joaquim Barbosa atacou Cézar Peluso em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta sexta-feira (20). Peluso foi acusado pelo colega de manipular o resultado dos julgamentos de acordo com seus interesses. Barbosa assumiu ontem a vice-presidência do STF ao lado de Ayres Britto, que também tomou posse na presidência da Corte na última quinta-feira.

Ao jornal, Barbosa afirmou que “Peluso inúmeras vezes manipulou ou tentou manipular resultados de julgamentos, criando falsas questões processuais simplesmente para tumultuar e não proclamar o resultado que era contrário ao seu pensamento. Lembre-se do impasse nos primeiros julgamentos da Ficha Limpa, que levou o tribunal a horas de discussões inúteis”.

Depois do advento do CNJ e da sua valente corregedora, vemos agora a suprema corte do País lavando roupa suja em público.

Lewandowski será o relator do caso Demóstenes.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski foi sorteado na manhã desta quarta-feira como relator do inquérito para investigar o ex-líder do DEM no Senado Demóstenes Torres (DEM-GO), suspeito de ligação com o empresário do ramo de jogos de azar Carlinhos Cachoeira. O pedido de investigação ao STF foi feito ontem à noite pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Impressionante como andam rápidas as coisas quando se trata de Oposição neste País. Arruda foi para a cadeia em menos de 3 meses de crise. Demóstenes já tem até os julgadores escolhidos. Enquanto isso o Mensalão, aquele dos 40 ladrões, ainda procura o Ali Babá.

Deputado Roberto Britto volta a ser processado no STF.

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) negou provimento ao Agravo Regimental na Ação Penal (AP) 512, na qual o deputado federal Roberto Britto (PP/BA) responde por compra de votos nas eleições para prefeito de Jequié (BA), nas eleições municipais de 2000. O recurso foi interposto contra decisão do relator da AP, ministro Ayres Britto, que determinou a retomada da ação penal.

Em maio de 2004, o Ministério Público Eleitoral da Bahia denunciou Roberto Britto, junto com mais três pessoas, por captação ilícita de votos para supostamente favorecer sua candidatura a prefeito, por meio da doação de terrenos públicos para a população de baixa renda durante a campanha eleitoral. Em agosto de 2005, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) recebeu a denúncia e suspendeu condicionalmente o processo por dois anos, com a condição de que os acusados comparecessem e informassem mensalmente ao juízo eleitoral suas atividades. Continue Lendo “Deputado Roberto Britto volta a ser processado no STF.”

A loba que come lobos

Por Maria Cristina Fernandes, no Valor Econômico. 

Sabatinada para o Superior Tribunal de Justiça, na condição de primeira mulher a ascender à cúpula da magistratura, a então desembargadora da justiça baiana, Eliana Calmon, foi indagada se teria padrinhos políticos. “Se não tivesse não estaria aqui”. Quiseram saber quem eram seus padrinhos. A futura ministra do STJ respondeu na lata: 
“Edison Lobão, Jader Barbalho e Antonio Carlos Magalhães”. 
Corria o ano de 1999. Os senadores eram os pilares da aliança que havia reeleito o governo Fernando Henrique Cardoso. A futura ministra contou ao repórter Rodrigo Haidar as reações: “Meu irmão disse que pulou da cadeira e nem teve coragem de assistir ao restante da sabatina. Houve quem dissesse que passei um atestado de imbecilidade”. 
Estava ali a sina da ministra que, doze anos depois, enfrentaria o corporativismo da magistratura. “Naquele momento, declarei totalmente minha independência. Eles não poderiam me pedir nada porque eu não poderia atuar em nenhum processo nos quais eles estivessem. Então, paguei a dívida e assumi o cargo sem pecado original.” 
Eliana Calmon nunca escondeu seus padrinhos.

 
De lá pra cá, Eliana Calmon tem sido de uma franqueza desconcertante sobre os males do Brasil. 
Num tempo em que muito se fala da judicialização da política, Eliana não perde tempo em discutir a politização do judiciário. 
É claro que a justiça é política. 
A questão, levantada pela ministra em seu discurso 
de posse no CNJ, é saber se está a serviço da cidadania. 
A “rebelde que fala”, como se denominou numa entrevista, chegou à conclusão de que a melhor maneira de evitar o loteamento de sua toga seria colocando a boca no trombone. 
Aos 65 anos, 32 de magistratura, Eliana Calmon já falou sobre quase tudo. 
– Filhos de ministros que advogam nos tribunais superiores: “Dizem que têm trânsito na Corte e exibem isso a seus clientes. Não há lei que resolva isso. É falta de caráter” (Veja, 28/09/2010). 
– Corrupção na magistratura: “Começa embaixo. Não é incomum um desembargador corrupto usar um juiz de primeira instância como escudo para suas ações. Ele telefona para o juiz e lhe pede uma liminar, um habeas-corpus ou uma sentença. Os que se sujeitam são candidatos naturais a futuras promoções”. (Idem) 
– Morosidade: “Um órgão esfacelado do ponto de vista administrativo, de funcionalidade e eficiência é campo fértil à corrupção. Começa-se a vender facilidades em função das dificuldades. E quem não tem um amigo para fazer um bilhetinho para um juiz?” (O Estado de S. Paulo, 30/09/2010). 
Era, portanto, previsível que não enfrentasse calada a reação do Supremo Tribunal Federal à sua dedicação em tempo integral a desencavar o rabo preso da magistratura. 
Primeiro mostrou que não devia satisfações aos padrinhos. Recrutou no primeiro escalão da política maranhense alguns dos 40 indiciados da Operação Navalha; determinou o afastamento de um desembargador paraense; e fechou um instituto que, por mais de 20 anos, administrou as finanças da justiça baiana. 
No embate mais recente, a ministra foi acusada pelo presidente da Corte, Cezar Peluso, de desacreditar a justiça por ter dito à Associação Paulista de Jornais que havia bandidos escondidos atrás da toga. 
Na réplica, Eliana Calmon disse que, na verdade, tentava proteger a instituição de uma minoria de bandidos. 
Ao postergar o julgamento da ação dos magistrados contra o CNJ, o Supremo pareceu ter-se dado conta de que a ministra, por mais encurralada que esteja por seus pares, não é minoritária na opinião 
pública. 
A última edição da pesquisa nacional que a Fundação Getúlio Vargas divulga periodicamente sobre a confiança na Justiça tira a ministra do isolamento a que Peluso tentou confiná-la com a nota, assinada por 12 dos 15 integrantes do CNJ, que condenou suas declarações. 
Na lista das instituições em que a população diz, espontaneamente, mais confiar, o Judiciário está em penúltimo lugar […]. Entre aqueles

A mesma pesquisa indica que:

 – os entrevistados duvidam da honestidade do Judiciário (64%), 
 – o consideram parcial (59%) e 
 – incompetente (53%). 

O que mais surpreende no índice de confiança da FGV é que o Judiciário tenha ficado abaixo do Congresso, cujo descrédito tem tido a decisiva participação da Corte Suprema – tanto por assumir a função de legislar temas em que julga haver omissão parlamentar, quanto no julgamento de ações de condenação moral do Congresso, como a Lei da Ficha Limpa. 
A base governista está tão desconectada do que importa que foi preciso um senador de partido de fogo morto, Demóstenes Torres (DEM-TO), para propor uma Emenda Constitucional que regulamenta os poderes do CNJ e o coloca a salvo do corporativismo dos togados de plantão. 

“Só deputado e senador têm que ter ficha limpa?”, indagou o senador. 

Ao contrário do Judiciário, os ficha suja do Congresso precisam renovar seus salvo-conduto junto ao eleitorado a cada quatro anos. 
O embate Peluso-Calmon reedita no Judiciário o embate que tem marcado a modernização das instituições. 
Peluso tenta proteger as corregedorias regionais do poder do CNJ. 
Nem sempre o que é federal é mais moderno. O voto, universal e em todas as instâncias, está aí para contrabalancear. 
Mas no Judiciário, o contrapeso é o corporativismo. E em nada ajuda ao equilíbrio. 
Em seis anos de existência, o CNJ já puniu 49 magistrados. 
A gestão Eliana Calmon acelerou os processos. Vinte casos aguardam julgamento este mês. 
Aliomar Baleeiro, jurista baiano que a ministra gosta de citar, dizia que a Justiça não tem jeito porque “lobo não come lobo”. 
A loba que apareceu no pedaço viu que dificilmente daria conta da matilha sozinha, aí decidiu uivar alto. 
Maria Cristina Fernandes é editora de Política. Escreve às sextas-feiras no Valor Econômico.

Carmen Lúcia comanda eleições municipais.

A ministra Carmen Lúcia deverá comandar as eleições deste ano, com sua posse no TSE em abril. A Ministra exerce sua função no STF há seis anos, teve um voto destacado na recente apreciação da Lei da Ficha Limpa e é muito respeitada nas altas cortes do País. A informação é do jornalista Fábio Campana.

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Ficha Limpa já é constitucional.

Com o voto do ministro Ayres Britto, favorável à validade da Lei da Ficha Limpa já nas eleições deste ano, a constitucionalidade da norma alcançou a maioria dos votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O placar, neste momento, está em 6 a 1, mas o julgamento continua. Até o momento, apenas o ministro Antonio Dias Toffoli votou parcialmente contra a lei.

O julgamento foi suspenso ontem (15), com placar de 4 votos a 1 a favor da principal inovação da lei, que é a inelegibilidade, por oito anos, de políticos condenados criminalmente por órgão colegiado.

Apesar de já ter sido discutida de forma pontual no STF, a Lei da Ficha Limpa só passou a ser analisada integralmente em novembro passado, a partir de uma ação proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ainda em 2011, votaram pela constitucionalidade da lei o relator Luiz Fux e o ministro Joaquim Barbosa. Fux apenas propôs descontar do período de inelegibilidade de oito anos o período entre a primeira condenação por órgão colegiado e a decisão final, para que o impedimento do candidato não seja muito longo.

Com os dois votos favoráveis, o julgamento foi suspenso em dezembro por um pedido de vista do ministro Antonio Dias Toffoli. Ao trazer o assunto de volta ao plenário, ontem (15), Toffoli votou contra a inelegibilidade por condenação criminal de órgão colegiado. Ele defendeu a tese de que só deve ficar inelegível o político que tiver condenação definitiva, sem possibilidade de recurso.

Já a ministra Rosa Weber, que assumiu a cadeira na Corte recentemente, deixou claro que tinha total afinidade com os avanços moralizadores da norma e votou pela manutenção integral da lei. A ministra Cármen Lúcia também reforçou a defesa da Lei da Ficha Limpa, mas, assim como Fux, defendeu o desconto do período entre a primeira condenação e a decisão final da Justiça do prazo de inelegibilidade. Da Agência Brasil.

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Hoje recomeça julgamento da Ficha Limpa no STF. Por enquanto, placar é de 4×1, a favor.

Em primeiro plano, Rosa Weber e Dias Toffoli - Foto de José Cruz, ABr

O julgamento da Lei da Ficha Limpa no Supremo Tribunal Federal (STF) foi suspenso hoje (15) à noite com placar de 4 votos a 1 a favor de uma das principais inovações criadas com a norma – a inelegibilidade de políticos condenados criminalmente por órgão colegiado. A sessão foi encerrada depois do voto da ministra Cármen Lúcia, e será retomada amanhã (16).

Depois de Antonio Dias Toffoli, a ministra Rosa Weber foi a próxima a votar. Ela deixou claro desde o início que tinha total afinidade com os avanços moralizadores da norma. A ministra disse que a Lei da Ficha Limpa surgiu devido à repulsa da sociedade pelo sistema até então vigente. “Tínhamos políticos com péssima reputação e com vida pregressa mergulhada em extensa ficha de registros negativos, que podiam lançar mão do poder político para encobrir políticas desabonadoras, usando mandato eletivo em proveito próprio”.

Rosa Weber argumentou que até princípios que parecem intocáveis, como da presunção de inocência, podem ser relativizados dependendo da situação. Ela lembrou, por exemplo, as hipóteses de prisão temporária e preventiva, que são aplicadas quando o cidadão ainda não foi condenado. A ministra também entendeu que políticos que renunciaram para escapar de cassação devem ser atingidos pela Lei da Ficha Limpa.

A ministra descartou a proposta que o relator Luiz Fux deixou em aberto, que desconta o período de inelegibilidade de oito anos do prazo corrido entre a primeira condenação em colegiado e a decisão final da Justiça. “A obrigação de inelegibilidade desde a condenação é um prazo dilatado sim, mas que se encontra dentro da liberdade de conformação do legislador”. Rosa Weber declarou que o político condenado pode optar por não recorrer e cumprir logo sua pena.

Fux, o relator; Carmen Lúcia e Gilmar Mendes. Foto de José Cruz, ABr

Esse posicionamento foi rechaçado pelos ministros contrários à Lei da Ficha Limpa, como Gilmar Mendes, para quem a liberdade de conformação do legislador tem que ter um parâmetro. “Esse é um somatório que dependendo do exercício chega aos 50 anos [de inelegibilidade]. Aos militares não ocorreu fazer uma lei dessa”, disse. O presidente Cezar Peluso completou: “Esse raciocínio transforma uma garantia primaria, que é o direito a recurso, em um empecilho jurídico”.
Próxima a votar, Cármen Lúcia aderiu totalmente ao voto do relator Luiz Fux e fez poucas observações, pois já falou extensamente sobre a Lei da Ficha Limpa em outros julgamentos no STF e no Tribunal Superior Eleitoral. Ela defendeu a regra proposta por Fux que desconta os oitos anos de inelegibilidade do prazo corrido entre a condenação do órgão colegiado e a palavra final da Justiça. De Débora Zampier, Repórter da Agência Brasil.

Ficha Limpa está patinando no STF.

Toffoli: com o pé no freio do projeto popular da Ficha Limpa.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) José Dias Toffoli votou nesta quarta-feira (15), agora à tarde, pela inconstitucionalidade da expressão “por órgão colegiado” presente na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10). Na visão dele, o princípio de presunção de inocência previsto na Constituição Federal deve ser respeitado. Ou seja, para ele, só condenações com trânsito em julgado podem barrar a candidatura de um candidato com problemas na Justiça.

Se prevalecer no julgamento do STF a visão de Toffoli, a Lei da Ficha Limpa, na prática, acabará derrubada. A possibilidade de impedimento da candidatura após a condenação por um colegiado de juízes é o principal avanço da lei. O julgamento prossegue no STF, que retomou hoje a análise da constitucionalidade das novas regras de inelegibilidade. Por enquanto permanece o placar de 2×1 pró-manutenção da Ficha Limpa já nas próximas eleições.

18h00m: Com o voto da ministra Rosa Weber, eleva-se para 3×1 o placar em favor da constitucionalidade da Lei.

19h10m: Ministra Carmen Lúcia vota a favor da Ficha Limpa. 4×1

Lei da Ficha Limpa entra no STF para “ajustes”.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, afirmou hoje (7) que o julgamento do processo sobre a validade da Lei da Ficha Limpa deve ser retomado em até 15 dias. Ele falou com jornalistas ao deixar uma reunião administrativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no início da noite, e sinalizou que o processo pode entrar na pauta, inclusive, “antes do carnaval”.

Serão analisadas três ações que tratam da legalidade da Lei da Ficha Limpa – uma contra e duas a favor. Sancionada poucos meses antes das eleições presidenciais de 2010, a lei chegou a impedir o registro de alguns políticos. No entanto, esses candidatos acabaram sendo liberados depois que os ministros do STF entenderam que a norma alterava o processo eleitoral e que, segundo a legislação, deveria esperar um ano para produzir efeitos.

Para evitar novas surpresas para as eleições de 2012, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com uma ação pedindo que o STF declarasse constitucionais todos os pontos da lei. O julgamento começou em novembro do ano passado, e o relator, ministro Luiz Fux, entendeu que a lei era constitucional, mas que alguns ajustes precisariam ser feitos.

O rei está nu!

Eliana Calmon, a corregedora do Conselho Nacional de Justiça, chora, emocionada pelo resultado do julgamento do STF das atribuições do CNJ. O fato da Ministra ter apontado as mazelas da Justiça brasileira, recomendam-na para um Nobel da Paz. Ela foi a primeira a falar sobre a nudez do rei. Foto de Fábio Rodrigues Pozzebom, da Agência Brasil.

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Direito restabelecido

O julgamento no Supremo Tribunal Federal que decide sobre o poder do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para investigar e punir juízes e servidores do Judiciário chegou ao placar de 6 a 5 a favor da autonomia do Conselho às 20h desta quinta-feira (2).

Perde-se, assim, o efeito de decisão anterior, de caráter provisório, que reduzia a autonomia do Conselho. A votação ocorreu após a Procuradoria Geral da República arquivar um pedido de investigação aberto contra a corregedora Eliana Calmon, pivô da crise que atinge o CNJ.  

STF recebe 902 mandados contra devassa do CNJ

O ministro Marco Aurélio Mello disse que o Supremo Tribunal Federal (STF) já recebeu 902 mandados de segurança contra atos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A grande massa de mandados foi proposta por oficiais de cartórios extra judiciais. Magistrados inconformados com as intervenções do CNJ integram a outra banda de reclamantes que vão à corte máxima.

Para Marco Aurélio esses dados indicam abusos do CNJ. Ele cita que contra o Conselho Nacional do Ministério Público foram ajuizados apenas 106 mandados perante o STF.

“Por meio desses mandados os autores pedem que se afaste atos do CNJ, atacam esses atos sob alegação de abuso e violência a direito líquido e certo”, assinala o ministro. “Isso demonstra, meu Deus, que algo vai mal. Não se litiga, não se vai a juízo sem um motivo plausível minimamente.”

“Vejo como resultado de uma atuação intensa do CNJ”, reagiu a ministra Eliana Calmon, corregedora nacional da Justiça. “O universo da Justiça é infinitamente maior e mais abrangente que o do Ministério Público.”

Calmon observa que “nunca ninguém tocou a mão nesse mundo dos cartórios”. Segundo ela, a maioria dos mandados ao STF é oriunda dos cartórios extra judiciais, que passam de pai para filho. “Os cartórios não promoviam concursos públicos. A Constituição determinou realização (de concursos) para preenchimento dos cargos de oficiais dos cartórios. Muitos não fizeram (concurso). O CNJ disse: ‘acabou-se a farra, todos os cartórios só poderão ter titulares mediante concurso’. Assim, os cartórios tiveram que abrir concurso. Aí ocorreu a primeira corrida ao Supremo e, posteriormente, ocorreram provas fraudadas, com muitos problemas e muitos mandados de segurança foram chegando.” Do portal da Veja e Agência Estado.

STF quer julgar casos polêmicos neste primeiro semestre. Quer mesmo?

O Supremo Tribunal Federal (STF) terá um 2012 ainda mais agitado do que foi o ano anterior. A se confirmar a apreciação do processo do mensalão, a Suprema Corte realizará o mais longo e esperado julgamento de sua história. O relator da ação penal, Joaquim Barbosa, quer julgar o caso neste primeiro semestre para afastar o risco de prescrição das penas. O presidente do Supremo, Cezar Peluso, pretende levar a plenário nos quatro primeiros meses deste ano os processos de maior relevância que estiverem prontos para julgamento. O objetivo do ministro é julgar o máximo de ações importantes antes de sua saída da Presidência da Corte, em abril.

No começo de fevereiro, quando será aberto o ano judiciário de 2012, os holofotes estarão voltados para o plenário do Supremo, que julgará as duas liminares concedidas ao apagar das luzes de 2011 pelos ministros Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski. As decisões, tomadas em 19 de dezembro, suspenderam investigações em andamento conduzidas pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e reduziram os poderes do órgão. 

Outros processos, como a divisão da terra dos quilombolas e a legalidade da norma do CNJ que fixou novos horários de funcionamento dos tribunais brasileiros, serão julgados nos primeiros meses de 2012. Informações do Correio Braziliense.