Mortes no Japão podem ficar entre 10 e 30 mil.

Cerca de 2.000 corpos foram encontrados nesta segunda-feira (14) na província de Miyagi, no Japão, informa a agência local de notícias Kyodo.

A localização dos corpos vai aumentar significativamente o número de mortos no país após ser atingido, na sexta-feira (11), por um potente terremoto de 8,9 graus de magnitude e um devastador tsunami.

A polícia confirma, por enquanto, mais de 1.300 mortos e mais de 1.400 desaparecidos nas áreas afetadas.

Cerca de 1.000 corpos foram encontrados próximos à praia em Ojika, região mais atingidas da península, e outros 1.000 corpos foram encontrados na cidade de Minamisanriku. Na região, o governo da província não tem conseguido contato com cerca de 10 mil pessoas, quase metade da população local.

Quem viu as cenas horríveis dos terremotos seguidos, dos tsunamis e das explosões em geradores nucleares sabe que as vítimas fatais podem facilmente passar de duas ou três dezenas de milhares. A fome ronda as cidades mais atingidas, que ficaram incomunicáveis por terra, mar e ar. Arte do portal G1.

Japão: agora o medo de uma “réplica” de grande magnitude.

Pelo equipamento usado pelas duas apresentadoras de telejornais, ao vivo, dá para se notar que o medo de novos terremotos é permanente.

A agência meteorológica japonesa advertiu hoje para o risco elevado de, até a próxima quarta-feira (16), ocorrer um novo terremoto no país de magnitude de 7 graus ou mais na escala Richter. “Existe um risco de 70% de ser registrada uma réplica [do sismo de sexta-feira] de magnitude 7 ou mais” nos próximos três dias, disse o diretor da previsão sísmica da agência, Takashi Yokota, citado pelos jornais locais. Depois de 16 de março, a probabilidade vai descendo gradualmente, passando para 50% entre 16 e 18 de março.

As réplicas, com magnitudes entre 2 e 6 graus, têm sido incessantes desde sexta-feira, data do primeiro sismo registado ao largo da costa nordeste japonesa, que atingiu 8,9 graus na escala Richter, segundo o Instituto de Geofísica dos estados Unidos (USGS). A agência meteorológica japonesa, cujos instrumentos de medida tinham avaliado esta magnitude em 8,8 graus inicialmente, elevou hoje a intensidade do terremoto inicial para 9 graus.

Mesmo para o Japão, onde quase todos os anos há terremotos, incluindo de magnitude 7, este sismo é de uma amplitude sem precedentes, afirmam os especialistas. O arquipélago está localizado no Anel de Fogo do Pacífico, uma fileira de vulcões que coincide com o encontro de placas tectônicas.

Se acontecer esta nova e grande réplica, como se comportarão os geradores nucleares japoneses que já se encontram abalados? “São as adversidades mais difíceis que enfrentamos desde a 2ª Guerra Mundial”, disse hoje o primeiro-ministro japonês Naoto Kan.

Às 16h de hoje, horário de Brasília, as agencias internacionais de notícias confirmavam dados oficiais das autoridades japonesas, dando conta que já são mais de 1.400 mortes no desastre.

Mortos podem ser mais de 1.000 no Japão.

Os números do desastre no Japão se alteraram profundamente no dia de ontem, sábado. Agora pela manhã no horário de Brasília, quando já é noite no Japão, ainda há incêndios, cidades parcialmente submersas e o número de mortes confirmados chega a 433, com 784 desaparecidos e ao menos 215 mil pessoas estão instaladas em abrigos de emergência no leste e no norte do País. A imprensa local, no entanto, diz que o número de mortos pode ultrapassar a casa de 1 mil. Essas informações foram veiculadas pelas agências de notícias hoje, 6 horas da manhã de Brasília.