PF prende idosa bolsonarista que defendeu ‘pegar o Xandão’ em ato golpista.

Conhecida como ‘Dona Fátima de Tubarão’, ela já foi condenada por tráfico de drogas e responde por estelionato e falsificação de documento público

Uma idosa bolsonarista que ganhou os holofotes nas redes sociais ao participar dos atos golpistas de 8 de janeiro, em Brasília (DF), foi presa nesta sexta-feira (27), em Santa Catarina, pela Polícia Federal (PF).

Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, que ficou conhecida como “Dona Fátima de Tubarão”, é um dos 11 alvos dos mandados de prisão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpridos pela PF nesta sexta, dentro da terceira fase da operação Lesa Pátria.

Em vídeos da invasão às sedes dos Três Poderes, a mulher de 67 anos aparece incitando os radicais e ameaçando o ministro Alexandre de Morais, do STF. “Vamos para a guerra, é guerra agora. Vamos pegar o Xandão agora”, disse ela, na ocasião.

Após a exposição nos atentados, veio à público a informação de que Fátima já foi condenada por tráfico de drogas e também responde pelos crimes de estelionato e falsificação de documento público.

Minions reclamam de banheiro sem porta, cobertor fino e comida com glúten na Papuda.

De pedido de comida sem glúten a preso armado: os detalhes das celas bolsonaristas

De pedido de comida sem glúten a preso armado: os detalhes das celas bolsonaristas

Do Metrópoles, editado.

Um relatório extenso produzido pela Defensoria Pública após visitas aos presos pelos atentados antidemocráticos mostra detalhes das celas bolsonaristas. Nas 71 páginas do documento, há curiosidades sobre a situação completamente atípica nas penitenciárias. Os detentos reclamaram da comida, pediram dieta sem glúten e lactose, acharam os cobertores finos demais e foram obrigados a usar vasos sanitários sem porta ou qualquer privacidade, por exemplo. Eles estão privados de liberdade há 17 dias.

O documento foi elaborado em conjunto pela Defensoria Pública da União (DPU)Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) e pelo Mecanismo Nacional de Prevenção à Tortura (MNPCT), com base em vistorias ocorridas nas prisões que receberam criminosos envolvidos nos ataques aos prédios na Praça dos Três Poderes ou estavam no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.

Houve até bolsonarista com Covid participando dos atos de invasão e depredação, como mostraram relatórios da triagem médica. Os registros analisados no dia 10 de janeiro, dois dias após os crimes, concluem ainda que 97% das pessoas que chegaram ao sistema prisional não eram do DF. O relatório também aponta que havia uma cela só com idosos, “muitos militares”, como oficiais da Marinha, e policiais de outros estados.

Um preso chamou atenção por estar com um cofre que guardava uma arma na hora em que chegou à unidade prisional. Ele é policial civil aposentado. Outro estava com R$ 3 mil em espécie. A arma, o dinheiro e o cofre foram apreendidos pela Polícia Penal.

Nenhum dos bolsonaristas se declarou como parte do grupo LGBTQIA+, mas, por causa das novas prisioneiras, as mulheres trans que já estavam detidas na Colmeia tiveram de ser transferidas de um bloco específico para celas destinadas às visitas íntimas. Isso gerou prejuízo a elas, que enfrentaram “celas minúsculas”, dias sem banho de sol e até precisaram “desentupir o vaso do banheiro com a mão”, como traz o relatório da Defensoria.

Celas

Os órgãos de proteção aos direitos humanos observaram problemas desde a detenção de bolsonaristas no ginásio da Polícia Federal, onde não havia chuveiro para banho dos detidos. Já no Centro de Detenção Provisória II, na Papuda, defensores encontraram celas com capacidade para oito pessoas mantendo 12 presos, criminosos dormindo no chão, chuveiros com água fria e vasos sanitários sem privacidade.

Havia quatro refeições por dia, mas os bolsonaristas reclamaram da “má qualidade dos alimentos e pouca quantidade no fornecimento de frutas”. Jogando marmitas quase inteiras no lixo, eles diziam que a comida tinha “gosto ruim e mau preparo”. Assistidos psicologicamente, os bolsonaristas levantaram muitas queixas de saúde mental, como quadros de depressão e ansiedade.

Polícia Federal cumpre mandados de prisão e busca e apreensão nesta manhã

Ramiro dos Caminhoneiros convoca para atos golpistas em Brasília — Foto: Instagram/Reprodução

Oito pessoas são alvos de prisão durante a primeira fase da operação Lesa Pátria, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (20), e que mira financiadores e participantes de atos terroristas ocorridos em Brasília, em 8 de janeiro.

Até o início da manhã quatro pessoas tinham sido presas:

  1. Ramiro Alves Da Rocha Cruz Junior, conhecido como Ramiro dos Caminhoneiros

  2. Randolfo Antonio Dias, em Minas Gerais

  3. Renan Silva Sena, no DF

  4. Soraia Bacciotti, do Mato Grosso do Sul

A ação foi ordenada pelo Supremo Tribunal Federal, que também expediu 16 mandados de busca e apreensão. As ordens estão sendo cumpridas nos seguintes locais:

  • Distrito Federal: 5 de busca e apreensão e 2 prisões

  • Goiás: 1 busca e apreensão

  • São Paulo: 7 busca e apreensão e 3 prisões

  • Rio de Janeiro: 1 busca e apreensão e 1 prisão

  • Minas Gerais: 1 busca e apreensão e 1 prisão

  • Mato Grosso do Sul: 1 busca e apreensão e 1 prisão

Preso nesta sexta, Ramiro Alves Da Rocha Cruz Junior publicou imagens dos atos terroristas nas redes sociais. Ele também esteve em Brasília e, após o desmonte do acampamento golpista no Quartel-General do Exército, chegou a visitar detidos no ginásio da PF em que eram mantidos. Ele disse que conseguiu entrar no local “miraculosamente”.

Do g1 e O Globo.

Polícia Civil e PM do DF estouram QG da seita 300, de apoio a Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sofreu mais uma avaria em seu braço extremista, neste domingo (21), com uma operação policial no Distrito Federal para desmantelar o QG Rural ligado ao grupo “300 do Brasil”, da ativista Sara Winter. Os integrantes da seita fariam hoje mais uma manifestação na Esplanada dos Ministérios, proibida pelo governador Ibaneis Rocha (MDB).

“URGENTE: PMDF e Polícia Civil invadiram na manhã deste domingo o QG Rural de apoio ao Presidente Bolsonaro. Cerca de 40 homens fortemente armados, vários carros e um helicóptero foi utilizado na ação a mando do governador do DF Ibaneis Rocha. O objetivo é enfraquecer o manifesto”, escreveu na manhã de hoje o jornalista Oswaldo Eustáquio, retuitado pelo perfil de Sara Winter na rede social.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor), cumpriu na manhã deste domingo mandado de busca e apreensão em um dos pontos de apoio do grupo QG Rural, extremistas ligados ao grupo “300 do Brasil”. Os investigadores apuram a prática de supostos crimes de milícia privada, ameaças e porte de armas cometidos grupo.

O alvo é uma chácara na região de Arniqueiras, na região de Águas Claras, com duas casas, onde também havia barracas instaladas. O imóvel conta com câmeras de segurança que cobrem toda a sua extensão. No momento da operação, duas pessoas estavam no local.

Em meio à ação, foram apreendidos fogos de artifício, vários manuscritos com planejamento de ações e discursos, cartazes, aparelhos de telefone celular, um facão, um cofre (que ainda será aberto), e outros materiais destinados a manifestações.

Nas redes sociais, o extremista Renan Sena, integrante dos 300, divulgou um vídeo narrando a ação da polícia. Afirmou que o local foi “invadido” e que se trata de mais uma ação da “ditadura comunista”.

“Esses bandidos estão perseguindo quem luta pela nação para nos livrar dessa bandalheira da corrupção. A casa que dá apoio aos patriotas que lutam pela nação foi invadida. Hoje são eles, amanhã será vocês”, diz Sena.

Participaram da operação 30 policiais da Cecor, Divisão de Operações Especiais e da Divisão de Operações Aéreas.

Com informações do site Metrópoles, de Brasília, editado por Blog do Esmael e O Expresso.