The Economist: “Bolsonaro, a mais recente ameaça à América Latina”

Artigo de revista britânica é intitulado ‘Jair Bolsonaro, a mais recente ameaça da América Latina’: pavimento do caminho para uma coisa pior. (Reprodução)

Rede Brasil Atual

Matéria de capa da revista britânica The Economist, considerada legítima representante do liberalismo econômico, afirma que uma eventual eleição de Jair Bolsonaro no Brasil “poderia colocar em risco a própria sobrevivência da democracia no maior país da América Latina”. Mais do que isso, a publicação, lançada nesta quinta-feira (20), afirma que o candidato “é uma ameaça para o Brasil e para a América Latina”.

A publicação semanal, lida no mundo todo por um público considerado de “alto nível”, começa citando o ditado popular “Deus é brasileiro”, título também de um filme de Cacá Diegues, para dizer na sequência que “hoje em dia os brasileiros devem se perguntar se, como a divindade do filme, Deus saiu de férias”. “A economia é um desastre, as finanças públicas estão sob pressão e a política está completamente podre. O crime de rua está aumentando. Sete cidades brasileiras estão entre as 20 mais violentas do mundo.”

No artigo, intitulado “Jair Bolsonaro, a mais recente ameaça da América Latina”, a The Economist pondera que as eleições nacionais de outubro “dão ao Brasil a chance de começar de novo”.  Porém, destaca também a “autoflagelação e corrupção da elite” que tomam conta do país.

A publicação se refere ao candidato do PSL como um político que tem longa história de ser “grosseiramente agressivo, e ilustra a afirmação lembrando situações como o deputado ter dito “que não iria violentar uma congressista (a deputada Maria do Rosário, do PT gaúcho) porque ela era ‘feia’”.

Outros exemplos citados são as declarações do candidato de extrema-direita (que o semanário prefere caracterizar como de direita) de que preferiria um filho morto a um que fosse gay e ter sugerido que quilombolas “são gordos e preguiçosos”. Para a população, ele aparece como alguém disposto a quebrar tabus e diferente dos políticos de Brasília, diz a revista.

“Se enfrentar Fernando Haddad, o candidato do Partido dos Trabalhadores de Lula, de esquerda, no segundo turno, no final de outubro, muitos eleitores de classe média e alta, que culpam Lula e o PT acima de tudo pelos problemas do Brasil, poderiam cair em seus braços”, afirma a publicação, em mais uma insinuação, comum em veículos da mídia tradicional neste período pré-eleitoral, que pode favorecer o candidato do PDT, Ciro Gomes

A The Economist lembra que Bolsonaro “dedicou seu voto para destituir Dilma Rousseff ao comandante(coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra) de uma unidade responsável por 500 casos de tortura e 40 assassinatos sob o regime militar, que governou o Brasil de 1964 a 1985”.

A revista também faz um trocadilho sobre a célebre sentença brasileira sobre corrupção (“rouba, mas faz”), para dizer que, no caso do candidato que lidera as pesquisas eleitorais, a frase poderia ser “eles torturaram, mas agiram”.

“Bolsonaro pode não ser capaz de converter seu populismo em ditadura ao estilo de Pinochet, mesmo que quisesse. Mas a democracia do Brasil ainda é jovem. Até mesmo um flerte com o autoritarismo é preocupante. Todos os presidentes brasileiros precisam de uma coalizão no Congresso. O senhor Bolsonaro tem poucos amigos políticos. Para governar, ele poderia ser levado a degradar ainda mais a política, potencialmente pavimentando o caminho para algo ainda pior”, finaliza a revista britânica.

Revista “The Economist” diz que Brasil está num atoleiro

economist-capaPela terceira vez em menos de dois anos, a revista britânica The Economist — fundada há 172 anos e um dos oráculos do capitalismo mundial — volta a dedicar sua capa ao Brasil. E, novamente, não é por razões animadoras.

economist-atoleiroNa edição latino-americana que chega às bancas, uma passista de escola de samba está em um pântano coberta de gosma verde com o título ‘O atoleiro do Brasil’. A reportagem que foi veiculada nesta quinta-feira foi produzida por uma equipe de editores e jornalistas da publicação que passou uma temporada no Brasil para tomar pé da situação econômica.

Os jornalistas estiveram em Brasília, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Nas duas últimas capas que aEconomist havia feito sobre o país (uma em setembro de 2013 e outra em outubro de 2014), a principal crítica até então recaía sobre a equipe econômica e a presidente Dilma Rousseff, que juntas haviam conseguido minar a credibilidade das contas públicas.

Outra crítica recorrente era a política protecionista. Na edição recente, a revista poupa o novo ministro Joaquim Levy — mas não Dilma: “Escapar desse atoleiro seria difícil mesmo para uma grande liderança política. Dilma, no entanto, é fraca. Ela ganhou a eleição por pequena margem e sua base política está se desintegrando”, diz a revista.

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Em editorial, a revista se refere ao Brasil como “antiga estrela da América Latina” e afirma que o país vive seu pior momento desde o início da década de 1990, período de instabilidade política, com o impeachment de Fernando Collor, e derrocada econômica, com a hiperinflação.

“A economia do Brasil está uma bagunça, com problemas muito maiores do que o governo admite ou investidores parecem perceber”.

Além da ameaça de recessão e da alta inflação, a revista cita como grandes problemas o fraco investimento, o escândalo de corrupção na Petrobras e a desvalorização cambial que aumenta a dívida externa em real das empresas brasileiras.

Acossado pela imprensa e pela Oposição, o Governo do PT vai para o seu corner de defesa. Dilma Rousseff vai transitar pelos seus últimos quatro anos de Governo como um zumbi, com a faca da opinião pública cravada nas costas. Nunca dantes neste País se errou tanto na governabilidade como nos últimos quatro meses. Onde tínhamos um ministro da economia leniente e gelatinoso, temos agora um sádico monetarista hiper-realista. O Brasil desce a ladeira com velocidade vertiginosa.

O Brasil estragou tudo?, pergunta The Economist

brasil the economist‘O Brasil estragou tudo?’, pergunta revista ‘The Economist’ quatro anos depois de afirmar que economia do País havia decolado. ‘Desde 2011, o Brasil conseguiu apenas um crescimento anual de 2%. Seus cidadãos estão descontentes – em julho, eles foram às ruas para protestar contra o alto custo de vida, serviços públicos deficientes e a corrupção dos políticos’, afirma reportagem. Veja mais no Estadão.

The Economist: “Legado de Chávez é podre”

ecomomistchavezA revista britânica The Economist publicou em seu site uma reportagem chamando de “podre” o legado do presidente da Venezuela Hugo Chávez, que morreu de câncer, aos 58 anos, na última terça-feira (5/3), informou o Terra.

Segundo a publicação, na década de 90 “parecia que a América Latina tinha virado a página dos regimes militares e abraçado a democracia” quando o “arrogante ex-tenente-coronel Hugo Chávez” foi eleito presidente.
A revista afirma que o mandatário “concentrou o poder em suas mãos” e manipulou as leis em benefício próprio. “O chavismo acabou sendo uma fórmula de sucesso: Chávez ganhou quatro eleições”, lembra a reportagem.

Para a publicação, Chávez gerou imitadores na América Latina e seu “talento político” foi fundamental para o sucesso.  “Nascido na obscuridade de uma província, ele provou ser um ator natural e comunicador, com uma capacidade inigualável de empatia com os venezuelanos comuns, combinados com muita astúcia”, diz o texto.

A revista britânica ainda defende que, por trás da propaganda, “a feia realidade da Venezuela é de um regime corrupto, cínico e incompetente”. E afirma ser “lamentável” que Chávez não estará vivo para “colher as tempestades do que semeou”. Do Portal da Imprensa.

O modelo Pernambucano de gestão.

A ascensão política de Eduardo Campos parece estar longe do fim. Desta vez o Governador de Pernambuco ganhou destaque na principal revista do mundo: a The Economist. Para quem tem Ipad, já pode baixar hoje mesmo a matéria, com o título The Pernambuco Model.

Ao contrário do que podem pensar, a matéria não trata de suas articulações através do PSB, mas do seu modelo de gestão, citando o Porto de Suape e a parceria com o ICE – Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação, de Marcos Magalhães.

Fala também de sua parceria com Lula, que fez com que o Estado recebesse uma série de investimentos, dentre os quais a Fiat e a Refinaria. Fala também de sua herança política, deixada pelo avô Miguel Arraes.

Esse foi o maior destaque já dado a um político do Nordeste no semanário inglês, que hoje é o principal formador de opinião do mundo.

Apesar de falar dos seus feitos como gestor, já o coloca como o mais observado político nacional. E o coloca como potencial Presidente da República.

Pelo menos até agora, Eduardo está ganhando muito, desgarrando o PSB do PT. Por outro lado, é preciso sempre lembrar que tudo isso foi possível graças ao apoio que recebeu de Lula, que o acolheu como Ministro, e depois apoiou seu Governo.

Deve ter gente estressada em Brasília. (Garimpado e comentado por João Paulo N. Sabino de Freitas.)

Como disse Ciro Gomes, Lula não é Deus. E Eduardo Campos é quem vai provar isso, em definitivo, em 2014, como também provou agora, em 2012, derrotando o candidato do Ex-presidente nas eleições municipais do Recife.

The Economist: a corrupção e a justiça lenta.

A má reputação historicamente não tem sido impedimento  para uma longa carreira na política brasileira. Fernando Collor, ex-presidente cassado em 1992 e considerado culpado de corrupção durante seu mandato, está de volta ao Senado. Paulo Maluf, que foi acusado nos Estados Unidos com o roubo relacionado a um esquema de propina durante seus mandatos como governador e prefeito de São Paulo, é agora um congressista. 

Assim a revista semanal inglesa The Economist começa um detalhado retrato da política brasileira. O artigo foi escrito pela oportunidade do início do julgamento do mensalão. Veja o artigo na íntegra, clicando no link.

The Economist: “Lenta mas seguramente, Dilma está deixando sua marca no governo”

Imagem de Cláudio Munhoz para The Economist

A edição impressa de The Economist publica uma longa matéria de análise do primeiro ano da presidenta Dilma:

“Durante seu primeiro ano como presidente do Brasil, Dilma Rousseff teve o cuidado de não fazer alterações tão grandes que possam ser vistas como uma reprovação para Luiz Inácio Lula da Silva, seu antecessor e patrono. Ela esperou para substituir os ministros que herdou dele até acusações de corrupção contra eles tornarem-se avassaladoras, implementado apenas reformas limitadas. Muitos especialistas esperavam que em 2012 ela iria aproveitar o período de silêncio entre o Natal e o Carnaval em fevereiro, para ser mais ambiciosa, apenas para desapontar com ainda mais com seu conservadorismo.”

Veja mais no link (em inglês).

The Economist: recursos da agricultura para alimentar população são finitos.

A revista The Economist publica em sua última edição (24/02) uma longa análise sobre as necessidades de crescimento da produção agrícola no mundo, traçando um paralelo entre o crescimento da população mundial, em pouco mais de 1% ao ano, e a capacidade finita de recursos como terras viáveis, fertilizantes e água. Diz a abertura da matéria, onde mostra exemplos de lavouras no cerrado brasileiro, que nem sempre usando mais um pouco de tudo vá sempre se atender a demanda mundial por alimentos. Ressalva, porém, a revista:

“A história agrícola de maior sucesso das últimas duas décadas foi o Brasil, principalmente porque foi capaz de aumentar a sua superfície útil de plantio, no seu vasto cerrado. Ao reduzir a acidez do solo, o Brasil transformou o cerrado em um dos grandes celeiros do mundo.”

The Economist: brasileiros têm que se acostumar com apagões.

Em avaliação feita sobre a questão da energia elétrica no Brasil, a revista britânica Economist conclui em reportagem que o “blackout” é apenas a expressão de um problema ainda sem solução. De acordo com a revista, os brasileiros terão que se “acostumar com as ‘interrupções temporárias’ de energia toda vez que ligarem seus aparelhos de ar condicionado”. O artigo faz ainda ironia com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmando que, para ele, a palavra “apagão” (“blackout”, no original), está proibida. Ele prefere se referir ao caso como “interrupção temporária de energia”.

Ora essa, não foram eles que deram o título de “homem do ano” ao ex-presidente Lula? Então eles não sabiam que o Governo Federal deixou de aplicar 30 bilhões no setor de energia nos últimos quatro anos. No atual sistema de poder não existe lugar para empreendedores, somente para acochambradores, firuleiros e propagadores de mentiras genéricas. Nada se realiza, somente a propaganda do que se irá realizar.

Democratas, pero no mucho.

A Economist Intelligence Unit, o braço de pesquisas da respeitada revista britânica “The Economist”, divulgou ontem o Índice da Democracia 2010. Segundo reportagem da Folha, o Brasil recuou do 41º lugar em 2008 para o 47º agora. No levantamento, que é feito a cada dois anos, o país caiu de 7,38 pontos para 7,12, em 10 pontos possíveis. Nem aparece como “democracia plena”, rótulo reservado para apenas 26 dos 167 países ranqueados. Rotulado como “democracia imperfeita”, o Brasil está ao lado de 52 outros países, entre eles França e Itália, o que mostra o rigor da avaliação. Informação da Revista Época.