Até onde irá Eduardo Cunha?

O jornalista Guilherme Boulos analisa na Folha de São Paulo a espiral de casuísmos que afeta a Câmara Federal. Veja o artigo integral clicando aqui.

“Por enquanto, ele conta com o silêncio complacente da mídia. Nenhuma palavra sobre seu passado e seus procedimentos abusivos. Em relação à Operação Lava Jato é como se seu nome não estivesse lá. Afinal, está prestando bons serviços aos conservadores de plantão. E segue como um trator, desmoralizando a democracia brasileira.
Aos que aplaudem, não custa lembrar o poema de Bertolt Brecht: “Primeiro levaram os negros/ Mas não me importei com isso / Eu não era negro / Em seguida levaram alguns operários / Mas não me importei com isso / Eu também não era operário / Depois prenderam os miseráveis / Mas não me importei com isso / Porque eu não sou miserável / Depois agarraram uns desempregados / Mas como tenho meu emprego / Também não me importei / Agora estão me levando / Mas já é tarde / Como eu não me importei com ninguém / Ninguém se importa comigo.”
Eduardo Cunha avança numa marcha avassaladora. Viola regras democráticas e repete votações a seu gosto. A complacência de hoje poderá ter um preço alto no futuro. Precisa ser barrado, antes que seja tarde para o Brasil.”

Como o Legislativo vai julgar o Executivo, se liderado por esses tiranetes de plantão?

Provocadores e reação

socialismo

Os comentários a esta publicação, que aparece com insistência nas mídias sociais, são o pior: “Chamem os militares agora”, “Intervenção militar já”, “A batalha recém começou”.

Não sei que tipo de pó de mico têm as fardas, que basta o sujeitinho colocar uma e já se acha no direito de chamar os outros de bárbaros ou propor uma revolução de direita, tipo família, tradição e propriedade. A América Latina continua um conglomerado de republiquetas de banana, que continuam tuteladas por uma esquerda extremada e uma direita radical. Esta não consegue esquecer o golpe de 64, em que sargento era “otoridade” e que proporcionou o arbítrio e a tortura. Ancorada nos anos de chumbo nasceu uma esquerda oportunista, cujo rebento mais querido, o sr. Da Silva, governa o País, como um tiranete de bairro, já há mais de uma década.

O Brasil está maduro para a democracia. A maioria dos brasileiros, talvez não.

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