600 mil presos no País. E nenhuma chance de recuperação.

Dados do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça (Depen/MJ) contabilizam 600 mil detentos no sistema penitenciário brasileiro. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (2,2 milhões), da China (1,7 milhão) e da Rússia (676 mil).

A Agência Brasil procurou o CNJ para obter dados sobre detentos que conseguem empregos depois de deixar a prisão. A assessoria de imprensa do órgão, entretanto, informou que não existe um levantamento nacional com esses dados.

Segundo a pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Vanessa Barros, que também integra o Observatório Nacional do Sistema Prisional, do Ministério da Justiça, a reinserção dos egressos do sistema penitenciário no mercado de trabalho é prejudicada pelo preconceito.

“Existe ainda um desconhecimento enorme sobre o egresso e um preconceito. O estigma de ser egresso coloca essas pessoas num lugar de extrema vulnerabilidade. Supõe-se que, pelo fato de terem cumprido pena, eles vão continuar eternamente criminosos”, disse a pesquisadora.

Para ela, é preciso haver mais programas governamentais que preparem os detentos para o mercado de trabalho antes que eles concluam suas penas. Vanessa Barros também critica a visão de parte da sociedade de que o encarceramento é a melhor solução para lidar com criminosos. Segundo ela, as prisões não recuperam os presos.

“Ele vai voltar, mas vai voltar de uma forma diferente, porque ali dentro, o que ele passou o degradou. Degradou seu corpo, seu espírito, sua sensibilidade. Ele está degradado e ainda encontra um mundo que o rejeita. A sociedade tem que entender que essa pessoa que estava ali presa, durante um tempo não se ouvirá falar nela porque ela está ali despejada [no presídio], mas um dia ela vai sair.”

A Usina de Reciclagem de Fortaleza (Unifort), que trabalha com a reciclagem de entulho da construção civil no Ceará, é uma das empresas que empregam ex-detentos. “Eu acho que a gente tem que dar uma oportunidade devido à situação do país hoje. Se a gente não abrir as portas para poder colocar essas pessoas para trabalhar, fica difícil”, observa o presidente da Unifort, Marcos Kaiser.

 

convite 2 palestra faahf fgv prof luiz (1).cdr

 

dia das mães

Bahia gera 631 novos postos de trabalho em março. Luís Eduardo bem colocado.

De acordo com as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/Seplan), referentes ao mês de março de 2014, a Bahia contabilizou um saldo positivo de 631 postos de trabalho com carteira assinada. O saldo situou-se em um patamar superior ao contabilizado em igual período do ano anterior (+375 postos) e inferior ao mês de fevereiro de 2014 (+8.306 postos), incluindo as declarações fora do prazo. A Bahia (+631 postos) ocupou a segunda posição no saldo de postos de trabalho dentre os estados da Região Nordeste e a 9ª posição no Brasil em março de 2014.

Na Região Nordeste, apenas dois dos nove estados apresentaram saldos positivos. O estado desta região que gerou o maior saldo foi Piauí (+983 postos). Entre os estados que geraram saldos negativos, Alagoas teve o menor saldo do mês (-10.132 postos), seguido de Pernambuco (-7.883 postos); Paraíba (-3.694 posto); Maranhão (-2.637 postos); Ceará (-2.000 postos); Sergipe (-1.015 postos) e Grande do Norte (-1.297 postos).

Setorialmente, em março, na Bahia, o setor com maior saldo positivo foi o de Agropecuária (+1.079 postos), seguido por Indústria de transformação (+566 postos) e por Serviços (+446 postos) em terceiro lugar. Em quarto lugar ficou o setor de Administração pública (+116 postos), seguido por Serviços Industriais de utilidade pública (+93 postos); Extrativa mineral (+65 postos) e, em sétimo lugar, o setor de Construção civil (+15 postos). Registrou saldo negativo o setor de Comércio (-1.749 postos).

No acumulado dos três primeiro meses do ano, dos oito setores de atividade, seis registram saldos positivos. O setor com maior saldo acumulado foi Serviços (+8.615 postos) seguido por Indústria da Transformação (+2.029 postos) e, no terceiro lugar, o setor de Construção Civil (+1.961 postos). Agropecuária, Extrativa Vegetal, Caça e Pesca (+1.368 postos) foi o setor com quarto maior saldo de postos de trabalho, seguido por Administração Publica (+601 postos) e Extrativa Mineral (+87 postos), em sexta colocação. Entre os setores que apresentaram saldos negativos, no acumulado do ano, foram Comércio (- 1.171 postos) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (-95 postos).

Acumulado do Ano

No acumulado dos três primeiros meses do ano, a Bahia apresentou um saldo de 13.395 novos postos de trabalho, isso levando em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. Este resultado fez com que a Bahia se consolidasse na liderança de geração de empregos no nordeste. Em segundo lugar, na Região Nordeste, está o Ceará (+2.401 postos), seguido por Piauí (+2.326 postos), Sergipe (+1.780 postos) e Rio Grande do Norte (+796 postos). Os demais estados do Nordeste tiveram saldos negativos no acumulado do ano. O estado de Alagoas (-14.434 postos) registrou menor saldo da Região Nordeste, no acumulado de janeiro a março de 2014, seguido de Pernambuco (-11.956 postos); Maranhão (-6.800 postos) e Paraíba (-860 postos).

Análise RMS e Interior – Analisando os dados referentes aos saldos de empregos distribuídos entre RMS e interior, constata-se que no interior foram criados 2.182novos postos de trabalho, e na Região Metropolitana de Salvador foram eliminados 1.551 postos. No primeiro trimestre, a participação do interior do estado contribuiu com mais que o dobro da criação de postos de trabalho da RMS. Enquanto o interior criou 9.108 novos postos, a RMS criou 4.287 novos postos de trabalho com carteira assinada.

Os municípios baianos que mais geraram empregos em março foram Camaçari, Jequié e Luís Eduardo Magalhães. Camaçari registrou 659 novos postos de trabalho, Jequié gerou 529 postos e Luís Eduardo Magalhães gerou 440 postos.

Entre os municípios que tiveram os menores saldos de empregos em março de 2014, destacam-se: Salvador (-2.495 postos); Porto Seguro (-609 postos) e Brumado (-226 postos).

Itapetinga é a campeã do desemprego na Bahia

Itapetinga é a 12º cidade em todo o  País com a maior perda de vagas de emprego, segundo relatório do Ministério do Trabalho. Em 2012, foram perdidos 4.262 empregos e, em 2013, mais 1.506. Dias D’Ávila (20ª colocada em todo o País) e Simões Filho (44ª) são os outros destaques negativos da Bahia. A recordista no País é Porto Velho, que perdeu em 2013 8.112 vagas de trabalho. A Capital de Rondônia se aproxima de 500 mil habitantes, com população economicamente ativa em torno de 200 mil.

Bahia criou 51 mil postos de trabalho em 2013, apesar da queda forte em dezembro.

O emprego formal em Barreiras caiu 1,28% em dezembro de 2013. O Município classificou-se em 77º entre os baianos, com menos 303 vagas. Em Correntina, caiu em 4,22%, com menos 164 vagas; em Santa Maria da Vitória, 16º no Estado, foram obtidas 7 novas vagas. O município melhor classificado no Estado é Mata de São João, que obteve 549 novas vagas de emprego, com aumento de 4,9%. Não foi informada a posição de Luís Eduardo Magalhães.

Operários-em-construção-civil

No acumulado do ano de 2013, a Bahia apresentou um saldo de emprego da ordem de 51.270 novos postos de trabalho, incluindo as informações declaradas fora do prazo. O resultado consolida o estado na liderança de geração de empregos no Nordeste. Em segundo lugar, está o Ceará (+50.206 postos), seguido por Pernambuco (+28.062 postos), Maranhão (+14.908 postos), Paraíba (+14.785 postos), Sergipe (+13.634 postos), Piauí (+11.551 postos), Rio Grande do Norte (+10.384 postos). O estado de Alagoas (-1.484 postos) foi o único do Nordeste que registrou saldo negativo no acumulado do ano de 2013.

Nacionalmente, os destaques na geração de emprego em 2013 foram: São Paulo (+267.812 postos), Rio de Janeiro (+100.808 postos), Paraná (+90.349), Rio Grande do Sul (+90.164), Minas Gerais (+88.484 postos) e Santa Catarina (+76.762).

De acordo com as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia – SEI, autarquia da Secretaria do Planejamento, de janeiro a dezembro de 2013, dos oito setores de atividade, sete registram saldos positivos na Bahia: Serviços (+18.903 postos), Construção Civil (+15.565), Comércio (+12.087), Indústria da Transformação (+2.933), Serviços Industriais de Utilidade Pública (+1.192), Administração Publica (+669), Extrativa Mineral (+198). O único setor que fechou o ano com saldo negativo foi o de Agropecuária, Extrativa Vegetal, Caça e Pesca (-277 postos).

Quanto ao saldo de emprego, enfatiza-se que a participação do interior do estado contribuiu com quase o dobro da criação de postos de trabalho da RMS. Enquanto o interior criou 33.701 novos postos em 2013, a RMS criou 17.569 novos postos de trabalho com carteira assinada.

Em dezembro, o saldo foi negativo em 10.237 empregos

Como já era esperado para o mês de dezembro, a Bahia contabilizou um saldo negativo de 10.237 postos de trabalho com carteira assinada. O recuo na geração de empregos no último mês do ano resulta das paradas para manutenção nas indústrias, dos desligamentos na agropecuária, no setor de serviços e educação e do período de desaceleração na construção civil. Tal resultado expressa a diferença entre o total de 43.746 admissões e 53.983 desligamentos. O saldo registrado em dezembro situou-se em um patamar superior ao contabilizado em igual período do ano anterior (- 16.273 postos) e inferior ao mês de novembro de 2013 (+6.911 postos), incluindo as declarações fora do prazo. Continue Lendo “Bahia criou 51 mil postos de trabalho em 2013, apesar da queda forte em dezembro.”

Detentos começam a trabalhar nas cidades da Copa.

Subiu de 8 para 30 o número de detentos empregados nas obras do estádio Arena das Dunas, que receberá, em Natal (RN), jogos da Copa do Mundo de Futebol. Esse aumento foi verificado no período de outubro de 2011 a março deste ano. É mais um avanço do Programa Começar de Novo, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que utiliza a inclusão produtiva para prevenir a reincidência criminal.
As contratações foram articuladas por três parceiros do CNJ no estado: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania e a Construtora OAS, encarregada da execução das obras. Os admitidos são cumpridores de pena dos regimes semiaberto e aberto.
O emprego dessa mão de obra obedece ao Termo de Cooperação Técnica que o CNJ firmou, em janeiro de 2010, com o Comitê Organizador Local, o Ministério dos Esportes e os estados e cidades que vão receber o mundial. O acordo prevê que, em obras com mais de vinte trabalhadores, 5% dos postos de trabalho sejam reservados para detentos, ex-detentos, cumpridores de penas alternativas e adolescentes em conflito com a lei.

Enfim, uma luz no fim do túnel, deste grande problema social do País. Detentos trabalhando é um anseio de todos, inclusive de uma grande maioria daqueles que tiveram problemas com a lei.

A Bahia e o País perdem vagas de trabalho em dezembro.

Em 2011 foram gerados 76.041 empregos celetistas na Bahia, o segundo melhor da Região

Nordeste, sendo superado pelo observado Estado de Pernambuco (+89.607). Tal expansão decorreu principalmente da expansão nos setores de Serviços (+36.447 postos), do Comércio (+16.610 postos), da Construção Civil (+8.587 postos), e da Indústria de Transformação (+5.685 postos).

 Em dezembro, por razões sazonais que marcam a série do CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (entressafra agrícola, férias escolares, período de chuvas, esgotamento da bolha de consumo no final do ano), verificou-se declínio de 0,92% no nível de emprego ou -15.069 postos de trabalho.

Entre os municípios baianos com mais de 30 mil habitantes, Correntina perdeu 447 empregos e gerou 152, com um deficit de 295. E Barreiras gerou 862 vagas, mas perdeu 1263, gerando um desemprego de 401 pessoas. Luís Eduardo Magalhães não gera estatística, porque certamente os bem informados técnicos do Ministério do Trabalho ainda consideram o Município com população menor de 30 mil habitantes.

BRASIL: CRESCIMENTO FOI 23,5% MENOR QUE EM 2010.

O Ministério do Trabalho informou nesta terça-feira que o saldo líquido de empregos com carteira assinada no país caiu 408.172 em dezembro de 2011. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no acumulado do ano passado, o saldo foi de criação de 1.944.560 vagas formais, 23,5% menor que 2010. O resultado de dezembro ficou dentro do intervalo previsto pelos analistas, de perda de 341 mil a 482 mil postos, e ficou pior que a mediana, negativa em 398 mil.

A meta do Ministério do Trabalho no início do ano passado era de geração de 3 milhões de postos, 500 mil a mais do que em 2010. Ao longo do ano, o então ministro Carlos Lupi reduziu a projeção para 2,5 milhões e, em seguida, para algo mais próximo de 2,3 milhões. A meta do governo considera, além do Caged, também as informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que inclui os dados dos empregos públicos, mas que serão conhecidos só em meados do primeiro semestre deste ano.