Municípios terão ganho de arrecadação com novas regras do ISS

Plenário aprovou transferência gradual do ISS para município onde o serviço é prestado. Imagem de Cleia Viana/Câmara dos Deputados.

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2), por 312 votos a 1, o projeto de lei complementar que cria uma transição para a transferência do recebimento do Imposto sobre Serviços (ISS) da cidade sede do prestador do serviço para a cidade onde ele é efetivamente prestado. Os deputados precisam analisar ainda os destaques apresentados ao texto.

A matéria foi aprovada na forma do substitutivo do deputado Herculano Passos (MDB-SP) para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 461/17, do Senado. A mudança atinge casos com pulverização dos usuários de serviços como planos de saúde e administradoras de cartão de crédito.

Todas as decisões sobre a forma como o imposto será remetido a cada município ficarão a cargo do Comitê Gestor das Obrigações Acessórias do Imposto sobre Serviços (CGOA), criado pelo projeto.

De acordo com o texto, são alcançados os serviços de planos de saúde; planos médico-veterinários; administração de fundos, consórcios, cartões de crédito e débito, carteiras de clientes e cheques pré-datados; e serviços de arrendamento mercantil (leasing).

O serviço de seguro saúde ficou de fora das novas regras porque o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em 2018, que o ISS não incide sobre essa modalidade.

Para o relator, os prefeitos irão receber mais dinheiro agora do que todas as emendas parlamentares individuais juntas. “Vocês não terão mais de ficar pedindo dinheiro aqui em Brasília”, disse Passos, dirigindo-se aos prefeitos.

Ele lembrou que os municípios turísticos receberão o imposto relativo à movimentação de cartão de crédito dos moradores e ficarão ainda com o que os turistas gerarem de ISS em sua estadia.

Histórico
A necessidade do projeto decorre de mudanças feitas pela Lei Complementar 157/16, que transferiu a competência da cobrança desse imposto do município onde fica o prestador do serviço para o município onde o serviço é prestado ao usuário final.

Assim, em alguns casos, por causa da pulverização dos usuários dos serviços, como planos de saúde e administradoras de cartão de crédito, haveria complexidade para lidar com legislações diferentes em cada localidade, milhões de guias de recolhimento e prazos de pagamento diferentes.

Entretanto, diferentemente do projeto original do Senado, que fixava regras unificadas e remetia a arrecadação a um sistema padronizado, o substitutivo de Passos deixa todas as decisões desse tipo a cargo de um comitê.

Transição
O relator seguiu entendimento do Supremo para estabelecer uma transição na cobrança do imposto a fim de dar segurança jurídica aos municípios.

Até o fim de 2020, 66,5% do ISS nesses tipos de serviços ficarão com o município do local do estabelecimento do prestador do serviço e 33,5% com o município do domicílio do tomador.

Em 2021, será o inverso: 33,5% do ISS ficarão com o município do local do estabelecimento do prestador do serviço e 66,5% com o município do domicílio do tomador. Em 2022, 15% ficarão com a cidade do prestador do serviço e 85% com a cidade do tomador.

A partir de 2023, 100% do ISS ficará com o município do domicílio do tomador.

Se não houver um convênio, ajuste ou protocolo firmado entre os municípios interessados ou entre esses e o comitê, a cidade na qual está o tomador do serviço deverá transferir ao município do prestador a parcela do imposto que lhe cabe até o quinto dia útil seguinte ao seu recolhimento.

O município onde fica o tomador do serviço poderá atribuir aos bancos arrecadadores a obrigação de reter e transferir à cidade do estabelecimento prestador do serviço os valores correspondentes à sua participação na arrecadação do ISS.

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Bolsonaro manda incluir na PEC da Previdência texto que impede acesso a remédios pelos segurados

Bolsonaro e Guedes, em foto da revista Exame

Reportagem de William Castanho, na edição desta sexta-feira (12) da Folha de S.Paulo, revela que no texto original da proposta de reforma da Previdência, Jair Bolsonaro (PSL) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, inseriram um dispositivo para impedir a distribuição de remédios a pacientes da rede pública de saúde obtidos com decisão judicial.

A proposta altera o parágrafo 5° do artigo 195 da Constituição. O trecho trata do orçamento da seguridade social, que abrange saúde, Previdência e assistência social.

“Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido por ato administrativo, lei ou decisão judicial, sem a correspondente fonte de custeio total”, diz a PEC.

A nova redação inclui na Constituição os termos “por ato administrativo, lei ou decisão judicial”. Esse arranjo, segundo especialistas, poderá dificultar o acesso a remédios e tratamentos.

“Ao se dizer que uma decisão judicial não pode ser proferida sem fonte de custeio, está se violando a possibilidade de acesso à Justiça. Essa é uma cláusula pétrea (que não poderia ser alterada)”, afirma Roberto Dias, professor de direito constitucional da FGV-SP (Fundação Getulio Vargas de São Paulo), que diz que o trecho é inconstitucional.

No entanto, o relator da reforma na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, Marcelo Freitas (PSL-MG), já deu aval ao texto. Da redação da Forum.

O pacote de maldades é grande demais. A notícia de que a transição da previdência – o interregno em que a contribuição dos novos segurados passa para a capitalização e o INSS perde a contribuição – pode custar ao País algo em torno de R$ 6,8 trilhões, no pagamento dos atuais segurados.

Tudo isso para economizar R$ 1 trilhão, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Isso significa que o rito de transição pode levar à quebra do País antes que tudo melhore.

Ninguém tira da cabeça dos economistas e especialistas em cálculo atuarial que o que se está tramando é apenas passar para o Mercado de Capitais as vultuosas verbas da previdência sem medir outras consequências.

Esperamos, sinceramente, que os economistas do novo Governo nos desmintam no correr dos anos.

 

Transição vai começar em Luís Eduardo Magalhães

Instados pelo Ministério Público da Bahia, o atual prefeito e o prefeito eleito de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz e Oziel Alves de Oliveira, respectivamente, indicaram nomes para a comissão de transição da gestão municipal.

Esta semana, Humberto relatou, também por solicitação do MP-BA, sobre o quadro de funcionários do Sistema Básico de Saúde, tendo em vista a eventualidade de demissões no setor.

Rui Costa anuncia equipe de transição para o novo governo

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O governador eleito Rui Costa (PT) apresentou nesta quarta-feira (29), em evento realizado na Governadoria, os nomes que vão compor a equipe de transição de sua gestão. O secretário da Fazenda do Estado (Sefaz), Manoel Vitório, coordenará os trabalhos.

Integram ainda o grupo o secretário da Casa Civil em exercício, Carlos Palma de Mello; a procuradora do Estado, Cláudia Maria Moura; o chefe de gabinete da Secretaria da Fazenda, Adriano Tadeu Chagas; o chefe de gabinete da Secretaria da Administração do Estado (Saeb), Rodrigo Pimentel Lima; o superintendente de Orçamento Público, da Secretaria do Planejamento (Seplan), Cláudio Peixoto; o coordenador executivo da Casa Civil, Luiz Henrique D’utra; e a superintendente do Atendimento ao Cidadão, da Saeb, Nelma Carneiro Araújo.

Segundo Rui, “essa equipe não tem nenhuma relação com os que podem fazer parte do primeiro ou segundo escalão”. Ele acrescentou ainda que outras pessoas estarão envolvidas informalmente no processo, que será dividido em duas etapas: a primeira inclui o levantamento de dados e balanços da execução do governo; na segunda, será realizado o desenho de três ou quatro cenários para a remodelagem da estrutura do governo. Nesta quarta, Rui ainda deve falar de mais detalhes sobre as mudanças que devem ocorrer em sua gestão. Com edição do Bahia Notícias

Rui e Wagner anunciam grupo técnico de transição nessa quarta-feira

O governador eleito da Bahia, Rui Costa (PT) e o atual governador, Jaques Wagner(PT), anunciam nesta quarta-feira(29), o grupo técnico de transição. Os nomes serão divulgados em coletiva de imprensa, às 13:30h, na Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador. O grupo será coordenado pelo atual secretário da Fazenda, Manoel Vitório.

Antonio Henrique visita obras do IFBA

O prefeito eleito de Barreiras, Antonio Henrique, acompanhado pelo vice Carlos Augusto, Paê, e assessores visitaram nesta terça-feira as obras de ampliação do Instituto Federal da Bahia (IFBA) Unidade de Barreiras, onde se reuniram com a direção da instituição e discutiram sobre projetos futuros de apoio mútuo de cooperação, principalmente na formação e capacitação de professores da rede municipal e estadual de ensino.