Eliana Calmon hoje será entrevistada na TV Brasil

Em seu programa de hoje (20), a jornalista Roseann Kennedy conversa com a juíza Eliana Calmon. Primeira mulher a ocupar um cargo de ministra no Superior Tribunal de Justiça, ela esteve à frente, por dois anos, da corregedoria do Conselho Nacional de Justiça. Candidata ao Senado em 2014, Eliana diz que a experiência foi rica, mas que não pretende se candidatar novamente. O bate-papo com a ex-ministra pode ser visto na TV Brasil, às 21h30.

De temperamento forte, a magistrada causou polêmica ao afirmar que no Judiciário existem “bandidos de toga”, referindo-se ao comportamento de alguns juízes que usam o cargo para se beneficiar. Hoje, aposentada do serviço público ela faz críticas ao sistema político e ao Judiciário.

Para Eliana, a força-tarefa conhecida como Lava Jato é um divisor de águas. “Nós estamos agora passando a limpo aquilo que todo mundo sabia. Quem é que não sabia da existência de uma intimidade indecente entre a classe política e a econômica?”.

A magistrada entende que a partir da operação vieram à tona as entranhas do poder brasileiro e sua relação com a corrupção em todos os níveis de governo. A ex-ministra diz que se o Brasil está passando a limpo os poderes da República, o Executivo e o Legislativo, precisa também passar a limpo o Poder Judiciário. “Esses são os piores. Porque pelo menos no Legislativo e Executivo, nós fazemos a renovação de quatro em quatro anos pelo voto popular. E na magistratura, não. Nós temos um juiz corrupto que fica a vida inteira”.

Ao criticar a permissividade que o brasileiro costuma ter com os amigos, principalmente no Judiciário, ela manifesta posições firmes: “Eu não quero ser justiceira”. E manda um recado: “Eliana juiza não é amiga de ninguém, porque é a Justiça”.

Ibsen Pinheiro: 30 anos da história política brasileira em uma noite.

Ibsen, em foto publicada no blog de Chico Pereira, sem menção de autoria
Ibsen, em foto publicada no blog de Chico Pereira, sem menção de autoria

Quem perdeu o programa “Palavras Cruzadas” da TV Brasil, nesta madrugada de segunda-feira, onde foi entrevistado o deputado gaúcho Ibsen Pinheiro (PMDB), perdeu uma revisão serena, cristalina e equilibrada da história dos últimos 30 anos da política brasileira. Ibsen é advogado, jornalista, promotor de justiça e participou da constituinte de 88, do impeachment de Collor de Mello e acabou por ser cassado, na CPI dos “anões do orçamento” por causa de um erro de um jornalista de Veja, que confundiu US$1.000 com US$1.000.000 nas contas do Deputado.

O Jornalista em questão até descobriu o erro antes da revista sair às bancas, avisou o seu editor, mas este negou-se a suspender a impressão da edição que já andava pelas metades nas oficinas gráficas. Ibsen foi cassado e mais tarde isentado no STF, mas já tinha perdido seus direitos políticos. Encerrado o período de sua pena, voltou ao Congresso e recuperou a relevância de seus áureos tempos como presidente da Casa.

“Só se envergonha quem tem vergonha, disse Ibsen. E anunciou o título de um livro que nunca escreveu: “Os inocentes não têm cúmplices”.

Ibsen, ao contrário do seu partido, acha que não existem razões para o impedimento da presidente Dilma. Mas que a relevância das manifestações de rua e a pouca aptidão de Dilma para o jogo político podem leva-la ao perdimento do cargo. Mas alerta: deve ser difícil para a oposição conseguir os 341 votos na Câmara para autorizar o Senado a iniciar o processo de impedimento.

Conheci Ibsen na redação da Folha da Tarde, onde no final do expediente ia buscar a sua falecida esposa, Laila Pinheiro, que era editora de variedades do jornal. Sempre foi um homem sereno e articulado no raciocínio. Além da empatia que todo homem de bem cria diretamente com seus ouvintes, tenho um motivo especial de consideração: é um colorado irredutível e já dirigiu o Internacional com conduta exemplar.

Serra diz que pobres pagam mais impostos que ricos.

Neste momento, o candidato José Serra está na TV Brasil, dando uma entrevista. Ele afirma que no Brasil pobre paga mais imposto que rico. Isso acontece por causa de impostos embutidos nas mercadorias, diz Serra. Ele diz que é possível resolver a questão com uma legislação que não dependa de emendas à Constituição e se propõe a criar a nota fiscal brasileira.

Serra não é pai dos transgênicos, Fernando Henrique não estabilizou o País, nem criou o Bolsa Escola. Mas e as idéias do PT? Onde estão? Taxando com 25 a 30% coisas básicas como o celular pré-pago, luz e água. Como dizem os baianos, ai, ai!