Magistério federal da Bahia adere à greve nacional. Professores estaduais não recebem apesar de não entrar na greve.

Os professores da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Instituto Federal da Bahia (Ifba) aceitaram, por unanimidade, aderir à greve nacional pela reestruturação da carreira docente e em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade. A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta terça-feira (26), no Salão Nobre da Reitoria da Ufba, em Salvador. Como não houve voto contra a paralisação, não será necessário realizar referendo para validar a greve, de acordo com a assessoria do Sindicato dos Professores das Instituições Federais do Ensino Superior da Bahia (Apub).

Magistério estadual

Outra informação (não confirmada) dá conta que os professores estaduais concursados de Luís Eduardo Magalhães, mesmo que não tenham aderido a greve, estão há mais de 60 dias sem receber o seu salário. E se queixam para os alunos das dificuldades que estão enfrentando para atender seus compromissos financeiros pessoais.

Se confirmada a notícia, trata-se de uma tremenda injustiça por parte do Governo do Estado. Aqueles que, contrariando o movimento paredista em todo o Estado, ainda assim resolveram dar continuidade ao seu trabalho, são tratados como se fossem grevistas.

Servidores da UFBA voltam da greve de mãos vazias.

Em greve por três meses, os servidores da Universidade Federal da Bahia (Ufba) voltarão a trabalhar na próxima segunda-feira (19) sem ter conseguido avançar na pauta de reivindicações. A categoria se reúne em assembleia nesta quinta-feira (15) para ratificar a decisão, tomada pelos coordenadores do Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos da Ufba (Assufba). Os servidores da Universidade Federal do Recôncavo (UFRB) se reunirão na segunda para decidir sobre o fim da greve. Segundo o jornal A Tarde, são 3,8 mil servidores ativos na Ufba e 500 na UFRB. A categoria pedia reajuste salarial, mas a União está intransigente em negar aumentos para o funcionalismo público, devido à política de contenção de gastos. O prazo para modificações na Lei Orçamentária Anual para 2012 encerrou-se em 31 de agosto e o governo não acatou aumentos.