E isso que se chama de realidade paralela, realismo fantástico ou situação surreal?

Estamos vivendo uma realidade paralela?

1 – Ministro da Justiça entra com habeas corpus no STF em nome de Weintraub e de investigados por fake news. Essa é a função do dito cujo pelego?

2 – No olho do furacão sanitário não temos um ministro da Saúde.

3 – O Presidente da República interviu na Polícia Judiciária Federal, a única que pode, por autorização judicial, investigar e instruir processos das altas cortes. Então o Presidente está intervindo direto no poder alheio, a Justiça.

4 – Um dos investigados da PF de antes de ontem, o Cara-de-Cavalo, disse que o ministro Barroso conversou com Maia e com outros e desafia: ele que prove que não falou. Não seria o Cara-de-Cavalo que precisaria provar uma eventual conspiração? Ah, sei! Aí ficaria provado que o Escritório do Crime grampeia ministros da Suprema Corte. Entendo.

5 – O Presidente da República anuncia, para quem quiser ouvir, que o Procurador Geral da República, pode ser indicado para uma eventual terceira vaga no STF. Não é o tal da PGR quem decide se investiga ou não o Presidente da República e seus filhotes amestrados? Então, o que me dizem?

Isso é uma realidade paralela ou os acusados apenas estão baseados no fato que uma grande parcela da população brasileira é analfabeta funcional e só entende mesmo os palavrões que o Presidente profere?

Acabou, porra!

 

Creia, caro leitor: fomos abduzidos para um universo paralelo.

Está pensando que aqui só tem palhaço?

Atos ou ações que não são mais crimes, contravenção ou motivos para anedotas:

  • Pescar em área ambiental protegida ou, segundo versão mais otimista, “apenas segurar na vara”;

  • Apresentar mais de R$300 mil de notas fiscais, seriadas e da empresa do amigo, para resgatar despesas frias na Câmara dos Deputados. Foi o que fez o ex-deputado Ônus Longneck.

  • Propagar via jornais, rádios e emissoras de TV inverdades científicas, como “Deus criou o homem e depois retirou uma costela para fazer a mulher.”

  • Extorquir funcionários da Assembleia e da Câmara, tomando de volta os seus salários.

  • Nomear um tabacudo para presidir a Agência de Exportação e depois descobrir que de línguas estrangeiras o dito cujo vai só até o “I love you”.

  • Chamar o maior jornal do mundo, o New York Times, de trotskista, mesmo sabendo que nos Estados Unidos imprensa e liberdade de expressão são sagradas. Apesar do Trump.

  • Reescrever a história em livros didáticos com a versão exclusiva dos opressores, ditadores e torturadores.

  • Debater na internet o tamanho do tico-tico do irmão.

  • Determinar pela manhã, hesitar durante a tarde e mudar de ideia durante a noite, mesmo que isso aconteça numa das maiores nações no mundo e coloque, em polvorosa, indicadores financeiros e outros parâmetros de mercado.

  • Liberar livros didáticos com informações sem referência bibliográfica, propaganda sei lá do quê e erros de ortografia não percebidos na hora da revisão.