








Do Bahia Notícias, editado.

Depois de receber o apoio de lideranças de movimentos sociais da Bahia, o presidenciável Guilherme Boulos (Psol) prestará depoimento na Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira (7), em São Paulo, referente à ocupação que o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fez no triplex do Guarujá, peça fundamental em processo que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Boulos esteve, nesta quarta (6), no escritório do deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), em Salvador, para um ato de desagravo. A reunião contou com membros do PT e Psol da Bahia, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Sem Teto (MSTS), e da Central de Associações de Povos e Comunidades Tradicionais, da Agricultura Familiar e Campesina (Cecaf-BA), além de dirigentes partidários.

Para o secretário Nacional de Movimentos Populares do PT, Ivan Alex, a questão é manter os debates estruturais com a sociedade e com as frentes envolvidas na defesa da democracia. “Estamos atuando para ter Lula livre e pronto para disputar as eleições deste ano. Vamos enfrentar um período de fortes embates”, sintetiza.
Na defesa de Boulos, o secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, Gabriel Oliveira, disse que o depoimento à PF é mais um ponto no processo de perseguição a esquerda brasileira. “Boulos responde hoje a uma perseguição por conta do movimento Sem Teto ter mostrado ao Brasil toda a farsa que foi a denúncia do ‘triplex de luxo’, que de luxo não tinha nada, e que levou o presidente Lula injustamente à condenação e a uma prisão de cunho político”, salienta o petista.
Segundo Boulos é importante seguir levando o debate político, sobre o momento de ataque direto à democracia, para todos os estados. Na Bahia, a liderança do presidente do Psol, Fábio Nogueira, tem sido um dos pontos desta mobilização.
“Agradeço à solidariedade dos baianos e temos a compreensão de que a esquerda, independente do processo eleitoral, tem de se unir para enfrentar essa conjuntura difícil que o país atravessa”, aponta o presidenciável durante reunião em Salvador.
Sobre o depoimento, Boulos reitera que sequer esteve na ocupação que aconteceu em abril deste ano. Na oportunidade, imagens do interior do apartamento foram divulgadas, mostrando que não houve reforma realizada pela OAS, com custo de quase R$ 1,2 milhão, pelo qual o ex-presidente Lula foi acusado.

O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) elevou o tom dos debates sobre o processo político que levou ao impedimento da presidente Dilma Rousseff (PT). Nesta segunda-feira (23), após saber das conversas entre o senador licenciado e atual ministro do Planejamento, Romero Jucá, como o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, traçando um plano para conter o avanço da Operação Lava Jato, que investiga políticos envolvidos em corrupção.
“Está escancarado para o Brasil e para o mundo que o golpe foi para frear as investigações da Lava Jato e para colocar os corruptos no poder. Isso é nocivo para a imagem do Brasil, para a economia, para a política e é negativo ainda como exemplo para a sociedade. Precisamos dar um fim nessa articulação tenebrosa que está sendo colocada no Brasil. Ação essa com o apoio da mídia e de setores do judiciário, quem têm enganado a população diariamente”, dispara Valmir.
Para o deputado petista, a operação para tirar Dilma do poder e colocar os corruptos tinha apenas essa finalidade. “Criaram crise, criaram clima de terror contra Lula e Dilma, mas agora está tudo liberado. Tem corrupto espalhado em todos os ministérios do governo. Na minha lista são mais de 10 indicados envolvidos em corrupção e réus da Lava Jato, agora com Lula foi um escândalo global, típico dos filmes de ficção norte-americano’, completa.
A manobra feita pelo presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para votar e aprovar novo texto da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos deixou o parlamentar baiano Valmir Assunção (PT-BA) perplexo. Na noite desta quarta-feira (1º), a Casa aprovou a proposta de emenda à constituição sem considerar o resultado anterior, quando a peça foi rejeitada. “Com esse novo texto, Cunha conseguiu reverter a derrota e aprovou a PEC com 323 votos a favor e 155 contra. Sem se importar com o regimento, ele colocou um texto alternativo para ser votado antes mesmo do texto principal. O que aconteceu na Câmara dos Deputados é um golpe à Constituição Federal e ao Regimento da Casa. Ele não poderia colocar para votar a mesma matéria que já foi derrotada”, frisa Assunção.
Para o petista, não se pode deixar que esse procedimento seja agora o padrão na Câmara. “Uma matéria é derrotada e na madrugada arquiteta-se uma forma de votar a mesma matéria de novo e surpreendentemente alguns deputados mudam de opinião. O que é pior, a votação anterior foi acompanhada pela juventude que estava presente nas galerias e na frente do Congresso. Dessa vez, por determinação do presidente da Casa, a polícia fechou as portas e votaram a peça longe do povo, sem a presença da juventude e contra ela”, dispara Valmir.
Com a aprovação, o jovem entre 16 e 17 anos acusado de tráfico de drogas será julgado como adulto mesmo depois da alteração da emenda que reduz a maioridade para 16 anos em crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morta. “A mudança não vai resolver a questão da violência no Brasil. O governo fez de tudo para tentar negociar um texto para focar e alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente [ECA], onde pudesse aumentar o tempo de internação dos jovens em conflito com a lei”, completa
Entenda o caso
Na terça-feira (30 de junho), o plenário da Câmara dos Deputados rejeitou o texto que saiu da Comissão Especial sobre a maioridade penal por uma diferença de 5 votos. O caminho natural após essa derrota seria votar o texto original da PEC, muito mais radical, que reduz a maioridade penal em todos os casos, e que certamente não seria aprovado pelos deputados. Regimentalmente, essa emenda aglutinativa somente poderia ser votada após a votação do texto principal, desde que ele fosse aprovado. Seria possível votar a emenda antes do texto principal, mas deveria ter sido feito, antes da votação da terça-feira, um destaque de preferência para essa votação. Esse destaque, no entanto, não foi feito e Cunha decidiu colocar a peça em pauta.

Jonas Paulo, ex-presidente do PT da Bahia, pegou o microfone e mandou ver, ontem, na posse de Siquara na presidência do partido em Barreiras:
“Precisamos sepultar de vez esses demotucanos, essa direita covarde”.
No entanto os discursos de seus companheiros foram mais conciliadores, lembrando que a base aliada tem direitistas de todos os matizes: “Só a união com a base aliada poderá dar a vitória para Rui Costa.” Com o telhado de vidro que têm hoje, os petistas não deveriam nem pensar na palavra pedra. Fotos de Luís Carlos Nunes, do blog Oeste Global.

Medidas anti-seca
O deputado federal baiano Amauri Teixeira (PT) sugeriu ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, a “anistia ou prorrogação de parcelas do Pronaf para agricultores familiares com perdas no Norte e Nordeste por cinco anos”. O petista também quer criar uma comissão externa para acompanhar a situação da seca no Nordeste.
No mundo da Lua
Enquanto alguns parlamentares estão preocupados com o povo baiano morrendo de sede, outros estão “no mundo da Lua”. O deputado federal baiano Cláudio Cajado (DEM), por exemplo, deu entrada em requerimento de informações aos ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e ao ministro da Defesa, Celso Amorim, sobre o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). No caso da Defesa, o democrata se mostra particularmente interessado, na “educação e trabalho visando à promoção das populações urbana e rurícola de Alcântara”, onde fica localizado o complexo espacial, no Maranhão. E a Bahia, deputado? Como diria o ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, “traga-me um copo d’água, tenho sede”.
Patentes de transgênicos resistentes ao glifosato
O deputado federal baiano Josias Gomes (PT) solicitou informações ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, informações quanto ao prazo de vigência de patentes de transgênicos de soja, milho e algodão.
“Conforme informações levantadas até 2009, a tecnologia conhecida como RR (Roundup Ready) referente à tecnologia da empresa Monsanto, envolvidas no evento transgênico de resistência ao herbicida glifosato, está relacionada às sete patentes. Destas patentes, algumas já perderam vigência, enquanto outras ainda estão sub judice”, escreve o petista.
“Considerando que a empresa cobra royalties sobre o uso da tecnologia na produção de semente e sobre a produção de soja, milho e algodão transgênicos, e que ao vencer a vigência da última patente haverá um benefício para as instituições de pesquisa e produtores de sementes e produtores rurais, é essencial que seja claro quando a última patente da tecnologia perderá sua vigência”, completa.
Curtas
– O deputado federal baiano Fábio Souto (DEM) pediu informações ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sobre “liberação de recursos para o Programa Saúde da Família, na Bahia”, nos últimos três anos.
– Tipificar o crime de terrorismo. O projeto de lei foi apresentado pelo deputado federal baiano Edson Pimenta (PSD). O parlamentar argumenta que como a lei brasileira não tipifica a figura do terrorismo, “seus autores seriam denunciados e julgados por crimes comuns, como homicídio e dano ao patrimônio”.
– “Inscrever no Livro dos Heróis da Pátria o nome do líder das Ligas Camponesas na Paraíba, João Pedro Teixeira”. Os camponeses eram paraibanos, mas o deputado federal que solicitou a inscrição é baiano: Valmir Assunção (PT). E a Bahia, Seu Sunção? Peça uma cisterna para seus conterrâneos.
– O deputado federal baiano Zezéu Ribeiro (PV) quer a realização de um Fórum de Debates para discutir o plano de revitalização de ferrovias, “como foco na implantação de trens de passageiros regionais no Estado da Bahia”.
Do nosso Editor em Brasília.
Viva Marighella!

O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) deu entrada hoje (7) em projeto de lei hoje (7) para inscrever o nome do baiano Carlos Marighella no Livro de Heróis da Pátria. “Enfrentou a ditadura Vargas, foi preso e torturado pela polícia de Filinto Müller”, justifica o parlamentar. Caso o projeto de lei seja aprovado, o nome do guerrilheiro estará ao lado de personalidades como Marechal Deodoro da Fonseca, Duque de Caxias, Coronel José Plácido de Castro, Marquês de Tamandaré e Almirante Francisco Manuel Barroso da Silva (Barão do Amazonas). Lado a lado, milicos e o guerrilheiro, no “Livro de Aço”. Será que, se tivessem a oportunidade, esses campeadores das Forças Armadas brasileiras declinariam da homenagem em função da entrada de Marighella? Será?
Ainda não achou?
Enrolação pura. Assim pode ser classificado o relatório da Subcomissão Especial destinada a acompanhar e discutir o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) apresentado pelo deputado federal Antonio Brito (PTB-BA). O petebista escreve: “temos que procurar os meios de acelerar a caminhada da política assistencial, inclusive para resolução de vários problemas e desafios que necessitam ser enfrentados para sua consolidação”. Ele ainda vai procurar os meios? Esse relatório não era exatamente para isso? Apresentar soluções? Tanto dinheiro e tanto tempo para nada? Mais uma vez, o povo brasileiro paga por uma coisa e recebe outra completamente diferente.
Vida mansa
Há uma semana, os três senadores baianos não apresentam nada. João Durval (PDT), Lídice da Mata (PSB) e Walter Pinheiro (PT) não deram entrada, nem mesmo, em voto de aplauso no Senado, que dirá projetos e propostas legislativas. Ê vida mansa…
Do nosso editor em Brasília.
Em três anos e meio, foram quase 14 mil homicídios no estado. Em 2010, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, Salvador e Região Metropolitana já contabilizam 998 homicídios dolosos. A capital baiana, hoje,
supera o número de homicídios por 100 mil habitantes do Rio e de São Paulo.
Na Assembléia Legislativa da Bahia, no início deste mês, deputados da bancada governista votaram contra o aumento de R$ 400 no salário-base dos policiais militares, aprovando reajuste de apenas R$ 100. O valor foi considerado
irrisório pela classe. Entre os políticos que vetaram o aumento estão os deputados da base do Governo Jaques Wagner: Bira Corôa, Isaac Cunha, J. Carlos, Neusa Cadore, Paulo Rangel, Valmir Assunção, Waldenor Pereira e Zé Neto.
Com segurança, saúde e educação não pode procrastinar, de maneira nenhuma, Governador! Assuntos que podem ficar para mais tarde são propaganda e ordens de serviço, por exemplo, principalmente aqueles serviços que nunca serão realizados.