Se nada segurar, Trump vai em frente: agora quer a Groelândia e a Colômbia.

Groenlândia: história, economia, cultura, mapa - Brasil EscolaGroelândia: riquezas minerais e localização estratégica no Ártico

Após sequestrar Maduro, EUA ameaçam tomar território da Dinamarca.

Um dia após bombardear a Venezuela e sequestrar o presidente Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou anexar a Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca, e sugeriu uma ação militar contra o governo da Colômbia, de Gustavo Petro.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, emitiu nota afirmando que os EUA não têm qualquer direito de anexar nenhum dos países do Reino da Dinamarca.

“Tenho que dizer isso muito diretamente aos Estados Unidos: não faz absolutamente nenhum sentido falar sobre a necessidade de os EUA tomarem posse da Groenlândia”, disse Frederiksen

A chefe do Estado europeu lembrou que a Dinamarca faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e está coberta pela garantia de segurança da aliança militar, que é encabeçada pelos próprios EUA.

“Já temos um acordo de defesa entre o Reino e os Estados Unidos, que concede aos EUA amplo acesso à Groenlândia. E nós, por parte do Reino, investimos significativamente em segurança no Ártico”, completou.

A primeira-ministra da Dinamarca ainda apelou para o fim das ameaças.

“Insisto veementemente para que os EUA cessem as ameaças contra um aliado histórico e contra outro país e outro povo que já deixaram bem claro que não estão à venda”, finalizou.

Em uma rede social, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, disse que a ameaça é inaceitável.

“Quando o presidente dos Estados Unidos fala “precisamos da Groenlândia” e nos liga com a Venezuela e intervenção militar, não é só errado. Isto é tão desrespeitoso. Nosso país não é objeto de retórica de superpotência”, comentou.

Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou, nesse domingo (4), que Washington “precisa” da Groenlândia para a segurança nacional.

“[Precisamos da Groenlândia] não por causa dos minerais, temos vários lugares para minerais e petróleo, mais que qualquer país do mundo. Precisamos da Groenlândia para nossa segurança nacional. Se você olhar para Groenlândia, olhar para cima e para baixo da costa, tem navios russos e chineses por todas as partes”, afirmou o chefe da Casa Branca.

As ameaças para anexar o território no extremo-norte do continente americano vêm desde que Trump assumiu o governo, em janeiro de 2025.

A nova ameaça desse domingo foi rejeitada por outros chefes de Estado europeus, como dos vizinhos Finlândia, Noruega e Suécia. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que somente a Groenlândia e a Dinamarca devem decidir o futuro do território.

“E a Dinamarca é uma aliada próxima na Europa, é uma aliada da Otan e é muito importante que o futuro da Groenlândia seja para o Reino da Dinamarca e para a própria Groenlândia, e somente para a Groenlândia e o Reino da Dinamarca”, disse Starmer à emissora pública inglesa BBC.

Colômbia

Além da Groenlândia, Trump ameaçou também de uma ação militar na Colômbia, do presidente esquerdista Gustavo Petro, crítico das políticas da Casa Branca para a América Latina. O presidente dos EUA disse que uma ação militar contra o governo Petro “parece bom”.

“A Colômbia também está muito doente, administrada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos EUA”, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disse Trump a jornalistas.

O presidente da Colômbia rejeitou as acusações do presidente estadunidense.  

“Não sou ilegítimo, nem traficante de drogas; meu único bem é a casa da minha família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram tornados públicos”, lembrou.

“Tenho enorme fé no meu povo, e é por isso que lhes pedi que defendam o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência. A forma de me defenderem é tomar o poder em cada município do país. A ordem para as forças de segurança não é atirar contra o povo, mas sim contra os invasores”, completou.

Jaques Wagner a Ernesto Araújo, no Senado: “O senhor não está numa classe do primário”.

Afirmação do senador foi direcionada ao Ministro após sua explicação, no plenário da Comissão de Relações Exteriores, sobre real motivo da visita do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ao Brasil e a países fronteiriços com a Venezuela

O senador Jaques Wagner não se convenceu com as explicações do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ao plenário da Comissão de Relações Exteriores sobre a visita do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, à Roraima, na fronteira com a Venezuela. “Não está numa classe de primário”, disse Wagner a Araújo após sua explicação sobre real motivo da visita de Pompeo ao Brasil e a países fronteiriços com a Venezuela.

“Ao ministro, que me permita a franqueza, não está numa classe de primário com muitos ingênuos. Tentar nos convencer que a visita de Mike Pompeo, por incrível que pareça, apenas em países fronteiriços com a Venezuela não tem a ver com as eleições marcada para 6 de dezembro na Venezuela e com as eleições americanas”, disse Wagner.

O senador exigiu que o chanceler apresentasse os documentos sobre a preparação da visita e de quem partiu o convite.

“Eu quero saber é se houve troca de documentos pela secretaria técnica, encabeçada pelo embaixador Pedro Miguel, e se houve uma preparação para a visita. Quais os termos tratados? Uma visita é tratada com muito tempo, então para mim está muito claro o objetivo”, disse o senador.

Ao destacar que não tem “nenhuma simpatia nem pelo atual nem pelo ex-presidente da Venezuela, mas repulsa à tentativa de uma nação que se pretende tutorar a democracia internacional”, Wagner cobrou que o chanceler brasileiro mostre as tratativas para a visita, como é da praxe internacional.

Ao rebater as declarações de Ernesto Araújo, que manifestou preocupação com o narcotráfico na Venezuela, o senador contra-atacou:

“Melhor seria que se preocupasse com o narcotráfico no Brasil, que vitimiza tanta gente, inclusive, a Vereadora Marielle Franco, que o crime feito pelas milícias até hoje não foi esclarecido”, cobrou.

O senador insistiu ainda em saber os rumos traçados pelo atual governo para mudar a sua política externa brasileira.

“O que eu gostaria de saber é quais foram os ganhos até agora, em dois anos de governo, e pelo amor de Deus, não digam que é a COVID que atrapalhou pois antes dela, vocês já tinham 15 meses de governo. O que foi de benefício que V.Exa e o seu governo ideológico trouxe para o Brasil? Eu, pessoalmente, não conheço nada”, frisou o senador.

Wagner alertou para a degradação da imagem brasileira no exterior.

“No meu governo, o presidente era extremamente elogiado e desejado por muitos povos. Enquanto que não me parece que aconteça o mesmo com o seu presidente, e até, eventualmente, com V. Exa, de acordo com a imprensa internacional”.

O senador cobrou ainda os prejuízos à indústria alcooleira.

“Quero saber qual a explicação que V.Exa tem para sangrar a indústria alcooleira brasileira, inclusive do Nordeste, de oferecer 150 mil litros graciosos com menos 20% de taxa de importação, para os EUA como reciprocidade a restrição ao aço brasileiro, responsável por 80% da pauta brasileira no caso dos aços os semiacabados. Então V.Exa recebe um tapa no aço, e retribuiu oferecendo 150 milhões de litros a um grupo que tem muita gente empregada aqui e que, na verdade, dependem desse emprego?”, questionou o senador.

“Não consigo entender a política de V.Exa., já que V.Exa diz tanto ser defensor do Brasil. Nós temos tido é muitas reprimendas. Muito puxão de orelha dos investidores internacionais, inclusive em Davos, para dizer que desse jeito não vamos investir no Brasil, com as bravatas ditas por alguns do governo”, acentuou.

Wagner encerrou sua fala questionando o chanceler sobre a escolha urgente do novo representante do escritório de Representação do Brasil na Palestina.

Sou judeu e defendo a coexistência pacífica pacífica do Estado Palestino com o Estado de Israel. E não me parece que é o caminho que está tomando a diplomacia brasileira, ao dizer que vai instalar a embaixada brasileira em Jerusalém, numa clara afronta ao povo Palestino”, concluiu, ao insistir em saber sobre qual será a política do governo Brasileiro para o Oriente Médio.

Do portal Urbs Magna

O titular do Ministério das Alucinações Exteriores tomou outras invertidas.

Chorando sobre o leite derramado. Viva o sabugo de milho na grande Venezuela.

Os mercados brasileiros foram particularmente afetados pela queda global nos ativos. O índice de ações Ibovespa apagou 14 meses de ganhos desde o final de janeiro e caiu 28,7% desde seu pico no início do ano.

Uma economia frágil, com crescimento pífio, baixos investimentos do Governo prepararam a crise. Com a queda dos preços do petróleo e o nervosismo alimentado por coronavírus que martelaram as ações globais, o desastre se deu.

Hoje se entende porque a crise global da bolha imobiliária de 2008 acabou se transformando numa marolinha. Os fundamentos eram bem outros, tanto que, em 2010, o País cresceu 7,5%.

Agora, correr para o Congresso para aprovar medidas emergenciais, é chorar sobre o leite derramado. Paulo Jegues está prestes a ver o THE END na tela preta do cinema.

Crescimento nulo ou negativo em 2020, derretimento das reservas, inflação crescente diante da escalada do dólar numa economia profundamente dolarizada e importadora, déficit na balança comercial, mais desemprego e mais economia de banquinhas de rua. Isso é o que nos espera. Teremos saudades de Temer e de dona Dilma.

Bolsonaro conseguiu o que queria: nos mandar todos para a Venezuela, mesmo não saindo do lugar. Quando começar a faltar papel higiênico nas prateleiras, adotaremos o sabugo de milho.

Maduro desafia Brasil e Colômbia a tentar invadir o País

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que as Forças Armadas do país estão prontas para “arrebentar os dentes” de Brasil e Colômbia, caso esses países agridam a Venezuela.

Ele diz: “conheço os planos imperiais, conheço em detalhes os planos da oligarquia colombiana e de Jair Bolsonaro.”

Maduro ainda falou: “se eles se atreverem, vamos arrebentar seus dentes para que aprendam a respeitar a Força Armada Nacional Bolivariana e o povo de (Simón) Bolívar.”

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que “as tensões entre Maduro e Bolsonaro cresceram nas últimas semanas, quando um grupo de cinco militares que a Venezuela acusa de ser responsável por um ataque a um quartel do país iniciaram os trâmites para serem recebidos como refugiados em Roraima.”

Como Galtieri na mal sucedida operação das Malvinas e Trump, assediado pelos democratas em um processo de impeachment, Bolsonaro, com a eventualidade de uma popularidade decrescente, tende a patrocinar uma aventura militar com a Venezuela, com o apoio dos Estados Unidos.

Todos sabemos que isso é uma loucura sem precedentes. Mas quem dentre os meus poucos e caríssimos leitores seria capaz de assinar um atestado de sanidade mental do Soberano da República Federativa do Roscôvo?

Guaidó tenta pular a cerca depois de perder presidência do parlamento venezuelano.

Venezuela: O militante e amigo dos traficantes de drogas Guiadó, depois de perder a presidência da Assembléia Nacional da Venezuela, tenta pular as grades da Assembléia Nacional e é detido pelo povo e pela polícia.

 

Por que, oh raios, ele não chamou o Dudu Surfistinha, especialista em diplomacia internacional e na fritura de cheese-burguers?

Ou então o papai Donald Trump, para mandar logo um drone com uma bomba para a cabeça do Maduro?

A democracia norte-americana vem sempre depois das grandes descobertas de petróleo.

Planta de gás boliviano

As reservas de petróleo do Brasil alcançam 15,7 bilhões de barris, mas as reservas do pré-sal podem alcançar 43 bilhões de barris.

As reservas venezuelanas estão estimadas em 300 bilhões de barris, as maiores do mundo, mas tem aquele probleminha do apoio russo e chinês e uma defesa anti-aérea, a mais preparada da América do Sul.

Ontem o Irã anunciou a descoberta de novos campos de petróleo da ordem de 50 bilhões de barris. Mas também tem um probleminha na defesa do País, que foi atacado durante 10 anos pelo Iraque, financiado pelos EUA, e não cedeu um centímetro quadrado do seu território.

Então, vamos pensar em democracia, em primeiro lugar na Bolívia e suas imensas reservas de gás e depois no Brasil, onde já temos uma simpática governança local.

As veias abertas da América Latina.

O caldo começa a entornar na Venezuela. Guaidó conquista partes das tropas.

 

Em mensagem de vídeo acompanhado de vários militares dissidentes, o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, afirmou nesta terça-feira (30) que militares deram “finalmente e de vez o passo” para acompanhá-lo e conseguir “o fim definitivo da usurpação” do governo de Nicolás Maduro. Enquanto isso, o governo chavista disse estar “enfrentando e desativando” um plano de golpe de “militares traidores”.

“Hoje, valentes soldados, valentes patriotas, valentes homens apegados à Constituição acudiram ao nosso chamado”, disse Guaidó num vídeo de três minutos divulgado no Twitter, aparentemente gravado pouco antes do amanhecer na base militar La Carlota, no leste Caracas. “O momento é agora. A cessação definitiva da usurpação começou hoje.”

“São muitos os militares. A família militar de uma vez [por todas] deu o passo. A todos aqueles que estão nos ouvindo: é o momento, o momento é agora, não só de calma, mas de coragem e sanidade para que chegue a sanidade à Venezuela. Deus os abençoe, seguimos adiante. Vamos recuperar a democracia e a liberdade na Venezuela”, disse o líder da oposição.

“As Forças Armadas tomaram a decisão correta e podem contar com o apoio do povo da Venezuela, o apoio da nossa Constituição, a garantia de que estão do lado certo da história. Hoje, como presidente da Venezuela, como legítimo comandante em chefe das Forças Armadas, convoco todos os soldados, toda família militar, a nos acompanhar nesta façanha como sempre fizemos, no marco da Constituição, no marco da luta não violenta”, afirmou Guaidó.

Na mensagem, Guaidó convocou às ruas todos os venezuelanos que se comprometeram nas últimas semanas a se manifestar para exigir a saída de Maduro.

“Povo da Venezuela, é necessário que todos saiamos às ruas, apoiemos a democracia e recuperemos nossa liberdade. Organizados e unidos, devemos nos deslocar às principais instalações militares. Povo de Caracas, todo mundo para La Carlota”, convocou Guaidó.

Com informações Deutsche Welle (agência pública da Alemanha)*

Os russos estão chegando à Venezuela, cada vez em maior número.

Bombardeiro russo, que tem frequentado as bases venezuelanas.

Dois aviões militares russos pousaram no principal aeroporto da Venezuela neste sábado carregando tropas e equipamentos, em movimentação cujos objetivos permanecem um mistério.

Segundo o jornalista venezuelano Javier Mayorca, um avião de passageiros Ilyushin IL-62 trouxe para a Venezuela Vasily Tonkoshkurov, chefe do Estado Maior das forças terrestres da Rússia, junto com cerca de cem outros militares, enquanto um avião de carga Antonov AN-124 desembarcou cerca de 35 toneladas de material militar.

Os aviões fizeram uma escala técnica na Síria, onde os russos mantém grandes bases militares.

Sem ter para quem vender, Venezuela acumula petróleo bruto em navios

Mais de oito milhões de barris de petróleo venezuelano está sentado em petroleiros como sanções norte-americanas estão a impedir o país de vender a mercadoria vale cerca de meio bilhão de dólares, Bloomberg relata , acrescentando que isso está acontecendo em meio a diminuição do fornecimento de petróleo pesado globalmente que tem visto o prémio tradicional de luz bruta a pesada dissipar.

As cargas, distribuídas entre 16 petroleiros ao largo da costa venezuelana, contêm petróleo bruto pertencente à PDVSA, mas também à Chevron, à Valero Energy e à Rosneft: todos os parceiros da PDVSA em joint ventures de produção. 

O petróleo teve de ser transferido para navios-tanque, disseram fontes à Bloomberg, para limpar o espaço de armazenamento dos reformadores das JVs que convertem o petróleo cru pesado em líquido que pode ser utilizado nas refinarias.

Mesmo com a mudança, os upgraders estão operando com taxas de produção reduzidas, com compradores para o backlog poucos e distantes entre si. Isto coincide com o corte de produção de óleo pesado da OPEP, especificamente como parte de seu acordo para sustentar novamente os preços. 

O Canadá, por sua vez, ainda está lutando com a falta de infra-estrutura de exportação e reduzindo a produção para manter um nível de preço razoável para seu petróleo pesado. Como conseqüência, a oferta global de petróleo pesado está diminuindo mais rapidamente do que o esperado. Do portal Oilprice.com

Guaidó não descarta intervenção militar estrangeira para tirar Maduro do poder

Em entrevista à agência AFP, o mandatário da Assembleia Nacional disse que fará “tudo o que for possível” e que esse é um tema “muito polêmico”. “Mas, fazendo uso de nossa soberania, do exercício de nossas competências, faremos tudo o que temos de fazer de maneira soberana e autônoma para colocar fim à usurpação”, disse.

Ele respondia a uma pergunta sobre uma eventual autorização para uma intervenção militar estrangeira na Venezuela. Segundo a Reuters, os Estados Unidos mantêm contatos diretos com membros do regime e do Exército venezuelano para convencê-los a abandonar Maduro.

Neste fim de semana, um coronel, Ruben Paz Jiménez, desertou e reconheceu Guaidó como presidente, pedindo para as Forças Armadas permitirem a entrada de ajuda humanitária no país.    Maduro, no entanto, ainda possui amplo apoio entre os militares.(ANSA)

A Venezuela reforçou o efetivo militar nas fronteiras do Brasil e da Colômbia.

New York Times: Trump discutiu planos de golpe com militares venezuelanos.

Agência Brasil

Do Opera Mundi

O governo do presidente americano, Donald Trump, participou de reuniões secretas com militares rebeldes da Venezuela para discutir planos de derrubar o presidente Nicolás Maduro, segundo reportagem do The New York Times publicada neste sábado (8).

As reuniões teriam sido realizadas ao longo do último ano, segundo 11 funcionários e ex-funcionários do governo dos Estados Unidos e um ex-comandante militar venezuelano ouvidos pelo jornal.

Estabelecer um canal com articuladores do golpe na Venezuela foi uma manobra arriscada para Washington, considerando seu histórico de intervenções clandestinas na América Latina, diz a reportagem.

“Muitos na região ainda se ressentem profundamente dos Estados Unidos por seu apoio a rebeliões, golpes e conspirações anteriores em países como Cuba, Nicarágua, Brasil e Chile, e por fechar os olhos para abusos cometidos por regimes militares durante a Guerra Fria”, aponta o texto.

Os altos funcionários de Washington teriam decidido que, diante da crise humanitária na Venezuela, valia a pena ouvir o que os militares que planejavam derrubar Maduro tinham a dizer, apesar dos riscos.

De acordo com o The New York Times, um dos comandantes venezuelanos que participaram das conversas secretas está na lista de funcionários venezuelanos corruptos sancionados pelos EUA. Assim como outros membros do aparato de segurança da Venezuela, o militar em questão foi acusado por Washington de crimes que vão de tortura a tráfico de drogas e colaboração com as Forças Armas Revolucionárias da Colômbia (FARC), organização que os Estados Unidos classificam de terrorista.

Numa série de reuniões, realizadas a partir do segundo semestre do ano passado, militares venezuelanos teriam pedido apoio ao governo americano, solicitando que lhes fornecesse rádios criptografados para que eles pudessem se comunicar de maneira segura. O governo americano não forneceu apoio material e, por fim, acabou decidindo não ajudar os conspiradores. Segundo o ex-comandante venezuelano ouvido peloThe New York Times, os rebeldes nunca pediram aos americanos que realizassem uma intervenção militar na Venezuela.

Apesar de não ter apoiado os planos de golpe, a disposição de Washington de se reunir várias vezes com articuladores venezuelanos pode sair pela culatra, diz a reportagem. Em meio à grave crise política e econômica que assola a Venezuela, Maduro lançou mão repetidas vezes da tese de que imperialistas americanos estão tentando tirá-lo do poder. Agora, as reuniões secretas podem lhe servir de munição.

Tensão EUA x Venezuela

As relações entre Estados Unidos e Venezuela vivem um clima de tensão há anos. Depois que Trump assumiu a Casa Branca, Washington anunciou uma série de medidas restritivas contra a Venezuela, incluindo sanções econômicas diretas contra Maduro e altos funcionários do governo do país.

Em agosto do ano passado, Trump declarou não descartar uma “opção militar” como resposta à crise na Venezuela, afirmando que o país vivia uma “bagunça perigosa”. As declarações foram condenadas por aliados na região, mas teriam estimulado militares venezuelanos rebeldes a procurar Washington.

Em julho deste ano, a imprensa americana noticiou que, em reunião com membros de seu gabinete em 2017, Trump sugeriu a possibilidade de invadir a Venezuela, alegando questões de segurança nacional.

Antes disso, em fevereiro, o então secretário de Estado americano, Rex Tillerson, afirmou que um golpe militar poderia ser uma das possíveis soluções para o fim do regime de Maduro na Venezuela, destacando, no entanto, que Washington preferia uma “transição pacífica” no país assolado por uma crise humanitária.

O ocaso do caudilhismo tem sua principal expressão na Venezuela

 

Poder aéreo protegido por moderna defesa antiaérea

 

Simulador de míssil antiaéreo e mísseis capazes de derrubar o mais equipado avião em contra-medidas.

Quando vejo alguns desavisados de direita, em sua maioria iletrados, para não dizer quase analfabetos, vociferarem na internet que “lugar de comunista é na Venezuela”, gostaria de  esclarecer de uma vez por todas.

O golpe na Venezuela foi de direita, perpetrado por um coronel do Exército, com o apoio do Grande Irmão do Norte. Chavez, na ânsia de ganhar mais tempo no poder, aderiu ao populismo e, abandonado pela CIA, optou pelo apoio Russo e Cubano.

Misturando uma salada de ideologias, inspirado diversas correntes, o Chavismo, comumente considerado uma vertente populista do secular caudilhismo latino-americano, é composto por três fontes básicas: as ideias de Simón Bolívar, Ezequiel Zamora e Simón Rodríguez, e também um socialismo revisado que é definido como o “socialismo do século XXI” . Da mesma forma, o chavismo toma ideias de: Ernesto Guevara, Fidel Castro, Augusto César Sandino, Camilo Cienfuegos, entre outros. 

A adesão ao populismo e ao socialismo foi a maneira que Chavez tinha para comprar armas – 100 mil fuzis Kalashnikov – e uma grande esquadrilha de Sukhoi Su-30MK2 , um dos mais modernos da Rússia, além da mais eficaz defesa antiaérea de toda a América Latina. Os 24 Sukhoi estão ativos e havia uma promessa – não se sabe se confirmada – de compra de mais 12 unidades, muito bem equipados com mísseis ar-ar e ar-terra.

A Venezuela possui 5.000 mísseis antiaéreos, que podem ser operados por um único soldado, treinado em simulador, capaz de derrubar os aviões mais sofisticados em contramedidas de ataques terra-ar. A proteção de Maduro é que poucos exércitos, inclusive a muito bem equipada força armada colombiana, teriam coragem de arcar com as pesadas perdas de uma invasão aérea, restando a invasão terrestre, sempre com perdas previsíveis e desgastantes em homens e recursos.

Bolacha ganha por pilotos venezuelanos ao completarem 200 horas de voo nos sofisticados SU

Seu projeto de poder incluía uma inserção geopolítica positiva na região.

A Venezuela só é a merda que conhecemos hoje por causa de um golpe militar, que achou mais fácil o atalho do populismo para perpetuar-se no poder.

Assim como o balouçante regime militar argentino resolveu invadir as Malvinas, para, no que achavam ser um golpe de mão, perpetuarem-se no coração da aguerrida Nação do prata.

Ditadores populistas, a praga da América Latina, da África, do Oriente Médio, do Sudeste Asiático.

Então parem de zurrar aos progressistas: “Que vão para a Venezuela”. O golpe lá foi de direita e só se tornou populista para ampliar o horizonte histórico do regime.

Se prepare para o pior: veja o que está acontecendo na Venezuela

bolivares

Milhares de venezuelanos estão impedidos de receber o salário, que é pago quinzenalmente no país, devido à falta de notas nos bancos, onde há vários dias se registram diariamente longas filas de clientes. As filas ocorrem na sequência da decisão do governo do presidente Nicolás Maduro de determinar a retirada de circulação das notas de 100 bolívares (Bs), que equivalem a 0,15 euros, as de maior valor existentes no país.

O presidente da Venezuela determinou, domingo passado (11), que as notas de 100 bolívares (0,15 euros) fossem retiradas de circulação, para combater máfias internacionais (norte-americanas, colombianas, europeias e asiáticas) que estariam armazenando ilegalmente aquelas cédulas com o objetivo de desestabilizar a economia venezuelana.

Aqui no Brasil, já passamos 15 dias sem passaportes novos, por resolução da Casa da Moeda. Faltar dinheiro, como na Venezuela, poderá ser o próximo passo, mesmo que seja por uma decisão burra como a de Maduro.

Autoridades proíbem filas nos supermercados, de madrugada, na Venezuela

Foto do Estadão
Foto do Estadão

Governadores de três estados venezuelanos proibiram e estão usando força policial para coibir a formação de filas, na madrugada, em frente aos supermercados. A principal disputa dos consumidores é por leite e papel higiênico, mas faltam todos os gêneros de primeira necessidade.

Perguntar não ofende: se estão faltando alimentos, a falta de papel higiênico tende a ser menor? Correto?

Pelo visto, Nicolas está caindo de Maduro.

Avião brasileiro é interceptado na Venezuela e pega fogo.

Foto de referência: Learjet 45, semelhante ao envolvido no episódio.
Foto de referência: Learjet 45, semelhante ao envolvido no episódio.

Um avião Learjet procedente do Brasil foi interceptado por aeronaves da Venezuela, naquele país, nesta sexta-feira e, aparentemente foi abatido. A aeronave teria decolado de Breves, no Pará, e chegou à Venezuela pela Guiana. O avião brasileiro estava com o transponder (equipamento que identifica a aeronave) desligado e não tinha plano de voo. O avião, depois de interceptado, chegou a pousar e o piloto e co-piloto conseguiram fugir. A aeronave foi destruída por fogo.

Ainda não se sabe se o fogo foi provocado pelo piloto e co-piloto ou por uma ação dos venezuelanos. A suspeita é de que o avião estava a serviço de alguma atividade ilícita. O Ministério da Defesa confirmou ao GLOBO a interceptação do avião brasileiro na Venezuela.

A Polícia Federal e o Itamaraty estão apurando o caso.

Assim afundam-se as revoluções populistas

Mais de 40% das companhias aéreas internacionais com voos para Caracas, capital da Venezuela, reduziram a oferta de lugares em aviões para aquele destino, devido à impossibilidade de repatriar o capital correspondente à venda de tíquetes, de acordo com dados da Associação de Linhas Aéreas na Venezuela (Alav).

A informação foi divulgada hoje (17) pela Agência Lusa e jornais locais venezuelanos. Segundo a Alav, 11 das 26 empresas aéreas que operam para Caracas reduziram a oferta de assentos.  As empresas alegaram que, em alguns casos, a redução chegou a 80% da capacidade.

O propósito seria “diminuir os gastos, para continuar operando”. A Alav afirma que tem um crédito de 3,7 bilhões de dólares a receber do governo venezuelano. Com o controle de câmbio desde 2003, o repasse das passagens vendidas no país depende do governo.

A empresa portuguesa TAP informou à Agência Lusa que mantém só três voos semanais para o país. A colombiana Avianca também anunciou que, a partir de 7 de abril, voará com menos de 66% de lugares disponíveis, e que suspenderá o vôo diário entre Caracas e San José da Costa Rica.

A Aeroméxico, que  até dezembro do ano passado tinha um voo diário com capacidade para 212 passageiros, diminuiu para quatro frequências por semana, e oferece apenas 160 lugares por operação. A Lan Peru, Copa Airlines, Air Canadá, Air France e Lufthansa também diminuíram as ofertas de vagas.

Segundo a imprensa venezuelana, a empresa brasileira Gol é a única linha aérea que aumentou (em 58%) o número de frequências para a Venezuela, passando de sete para dez voos semanais entre Caracas e São Paulo.

Maduro, por seu turno, ameaçou as aéreas com retaliações. Típico de governos absolutistas.

Conflito na Venezuela tem escalada de tropas e marinha russa

russo

Nesta sexta-feira passada, 10:00 horas, chegou a La Guaira, principal porto da Venezuela, localizado a 30 quilômetros de Caracas, a capital, o navio de guerra russo Moskva (Moscou), conforme foto aso lado. Também chegou um antissubmarino, um navio rebocador e um sistema de barcos. Um total de 150 marinheiros da Federação Naval russa chegou ao país, segundo a Agência Venezuelana de Notícias (AVN ).

O navio de guerra Moskva é um cruzador lança-Míssil. O comandante é o Almirante Valeri Vladimirovich Kulikov. “O navio, de 185 metros de comprimento, é equipado com radares e armas de todos os tipos, incluindo foguetes com alcance de mais de 600 km e armas móveis capazes de repelir ameaças dentro de 60 quilômetros”, disse o capitão Sergey Ivanovich.

Em declarações à imprensa, comentou o capitão russo:

– Nosso navio pode operar em qualquer lugar do mundo de forma independente, sem problemas, e pode defender qualquer território, incluindo Venezuela e Cuba.

Versão light

A Agência de Notícias Associated France Press tem uma versão mais suave da notícia:

O navio de guerra russo “Moscou” atracou nesta segunda-feira na Venezuela procedente da Nicarágua, em uma visita que também incluiu Cuba, informou uma fonte militar.

“Temos aqui a frota da Federação Russa. Este tipo de atividade de operar em conjunto e fortalecer os laços de amizade é, de qualquer ponto de vista, conveniente para ambos os países”, disse nesta segunda-feira o comandante naval de operações da Marinha venezuelana, Jesús Ortega Hernández.

No total, 514 marinheiros foram recebidos no porto de La Guaira com 21 salvas de artilharia pelo alto comando da Força Armada e da Infantaria da Marinha venezuelana.

A delegação naval russa permanecerá no país até 29 de agosto e sua tripulação fará, entre outras atividades, uma homenagem ao falecido presidente Hugo Chávez, indicou em seu portal a Agência Venezuelana de Notícias.

O “Moscou” é o primeiro de um total de quatro navios que vão atracar na Venezuela.

O navio russo, que zarpou da Rússia no dia 6 de junho, mede 185 metros de extensão e conta com radares e armamentos como foguetes com mais de 600 km de alcance e canhões móveis capazes de repelir ameaças em um raio de 60 km. A Rússia é um grande fornecedor de equipamentos militares ao país sul-americano. Com informações do jornalista Políbio Braga e da AFP.

Venezuela: sem saída com a radicalização da crise.

Quando a polícia reprime, o "Governo Revolucionário" começa a se esboroar.
Quando a polícia reprime, o “Governo Revolucionário” começa a se esboroar.

É claro que existe um golpe em andamento na Venezuela, uma verdadeira guerra midiática. Também parece claro que os Estados Unidos incentivam esse golpe e que as forças armadas da Venezuela estão muito preparadas politicamente para reprimir esse golpe. O problema todo é definir a legitimidade do Governo chavista de Maduro, que tem parlamento e Justiça ao seu serviço, e avança sobre o setor privado com significativa gula.

A Venezuela tem reservas de petróleo avaliadas em 296,5 bilhões de barris, um patrimônio avaliado em 32 trilhões de dólares, a preços atuais. O que preocupa os EUA é a manutenção do fornecedor. Nem os Estados Unidos pode prescindir do petróleo venezuelano, pelo baixo custo de transporte, nem a Venezuela pode prescindir do cliente, pois ali está sua única fonte de divisas. A Venezuela importa tudo, de alimentos da cesta básica, inclusive carne do Brasil, a automóveis.

Chávez precisa melhorar a qualidade de suas aparições a Maduro ou a Venezuela vai cair numa crise institucional sem saída, dentro de uma guerra civil sem limites, com o apoio óbvio dos interessados de ambos os lados.

Final de semana de protestos na Venezuela depois de 12 dias de batalha campal

Opositores e partidários do governo da Venezuela saíram às ruas no sábado em Caracas e em outras cidades do país. Foi o 12º dia de protestos, que já deixaram três mortos e mais de 60 feridos desde o início de fevereiro. Advogados defensores de opositores dizem que estudantes presos são torturados com gás lacrimogênio e violados. O Governo brasileiro não se manifestou sobre os problemas de seu parceiro comercial e aliado.

Maduro aproveita encontro para comprar alimentos

Navio-curral, levando gado vivo para Venezuela e Oriente Médio.
Navio-curral, levando gado vivo para Venezuela e Oriente Médio.

Na Cúpula das Américas, realizada em Cuba, todos, socialistas e bolivarianos, se preocuparam com os altos destinos da América Latina. Nicolas Maduro, presidente da Venezuela, preocupou-se, no entanto, em assegurar alimentos para ao seu povo. A munição de boca anda escassa por lá. Um contrato de fornecimento de petróleo ao Uruguai vai proporcionar aos venezuelanos o pleno acesso à carne produzida nos trevais orientais. Uma carne de primeiríssima qualidade.

O interior dos navios
O interior dos navios

Aliás, o Uruguai tem tradição em fornecimento de carne: foi por causa do charque uruguaio, que estava chegando sem imposto aos estados do centro e nordeste do País, que os gaúchos se levantaram na revolução de 1835. Mais tarde, no final do mesmo século, o Barão de Mauá instalou por lá a primeira fábrica de carne enlatada da América Latina, fornecendo o produto para toda a Europa.

Os negócios com o Uruguai vão superar os problemas de importação de gado em pé do Brasil, através do porto de Belém. Os números apontam que a Venezuela continua sendo o maior importador, mesmo com um leve recuo. O problema com as importações brasileiras de gado vivo são mesmo as divisas. Parece que os venezuelanos não tem moeda de troca para as importações com os brasileiros.

O santo desespero de Maduro

O presidente da venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nessa quarta-feira (29), em Cuba, que o seu governo e vários integrantes da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) chegaram a acordo para abastecer o país com produtos que escasseiam no mercado nacional.

“São acordos para garantir o abastecimento dos bens de capital, dos serviços, de alimentos para o nosso povo. Estamos rompendo ‘amarras’ com fornecedores”, disse. O presidente venezuelano participou da 2ª Cúpula de Chefes de Estado da Celac. “Não vão nos chantagear. Estamos rompendo amarras com todos e estamos criando novos fornecedores em países aliados estratégicos”, acrescentou.

Maduro disse ainda que 2014 será um ano de “muito avanço” e de “alterações econômicas necessárias para beneficiar e proteger o povo” na Venezuela. Para ele, este será um ano “de muito trabalho e prosperidade”, com o propósito de “conseguir novos equilíbrios, romper com a corrupção e o lixo da burguesia parasitária”.

O ministro venezuelano de Petróleo e Minas, Rafael Ramírez, anunciou que a Venezuela assinou, em Havana, vários acordos de cooperação energética com o Uruguai e a Argentina, para complementar o abastecimento de alimentos no país. “Da fatura petrolífera que temos com o Uruguai,  a metade poderá ser destinada, por meio do Fundo (bilateral) Bolívar Artigas, para trazer ao nosso país os alimentos que façam falta”, disse ele.

O papel higiênico, a Fórmula 1 e as prateleiras vazias dos mercados venezuelanos

papel_higienico (1)O piloto Pastor Maldonado chegou à Fórmula Um com 30 milhões de euros, algo como 90 milhões de reais, dinheirinho da PDVSA, a petroleira da Venezuela. Ele quer levar todo esse dinheiro para a Lotus, que já o contratou. Ninguém estranha o fato da Fórmula 1 ser apenas um grande negócio, caro e dispendioso, pois lida com pesquisa avançada.

O que se estranha é como os bolivarianos de Chavez  concordaram com isso, em um país que falta de tudo, alimentos, energia e, pasmem, papel higiênico. Maldonado deixou a “cadeira elétrica” da Williams para Massa, que pelo jeito vai agonizar, no fim de carreira, na ponta traseira do pelotão. Entre pilotos existe uma brincadeira para os que andam atrás: “Então, companheiro, liderou o pelotão da merda?” Pois essa será a liderança que Massa vai disputar no próximo ano, principalmente se a indenização dos venezuelanos por Maldonado quebrar o contrato for rarefeita.

Em 99% das lojas faltam óleo de milho, leite, açúcar, farinha de milho, farinha de trigo e em 60% delas não havia manteiga. Ainda são difíceis de encontrar carne, frango, queijo e margarina. Além de papel higiênico, faltam sabonete, shampoo e pasta de dentes.

Quanto ao papel higiênico pouco estará fazendo falta, já que a tendência é de cada vez faltar mais alimentos. Até o dia que as cabeças dos chefes bolivarianos pendam de varas cravadas em frente ao Palácio de Miraflores.

Venezuela, terra da fartura! “Farta” tudo.

Açúcar, óleo vegetal, farinha de milho e leite estão entre os principais produtos que desapareceram das prateleiras na Venezuela já no final do ano passado. O governo acusa empresários oposicionistas de esconderem alimentos para prejudicar o governo. O assessor especial da Presidência do Brasil, Marco Aurélio Garcia, informou que o País também deverá ajudar a Venezuela na crise de energia. Há cerca de três semanas, o presidente Maduro decretou estado de emergência por causa de constantes apagões, e mais uma vez acusou a oposição de sabotar as plantas de energia elétrica.

A democracia bolivariana vai acabar fazendo com os venezuelanos, o mesmo que o bolchevismo soviético e as reformas de Mao Tse Tung fizeram com russos e chineses: matar de fome. O presidente Nicolas Maduro passou como um raio por Brasília, trouxe uma grande foto de Chávez para Dilma, pediu ajuda e foi em frente.

A Venezuela é a prova de que a história sempre se repete

Vão embalsamar Hugo Chávez Frías e expor permanentemente seu corpo. Eu não disse que estavam criando a Evita Peron da Venezuela?

Um texto de Michael Scully, publicado na revista Reader´s Digest, em 1956, dá uma idéia do processo de beatificação de Evita, o mesmo que deve acontecer na Venezuela:

Eva_Perón_-_Cadáver_momificado_con_Dr_Pedro_Ara-_1953-55“Mas nem Mussolini nem Hitler levaram a sua loucura auto-induzida ao ponto de tentarem publicamente usurpar o lugar de Deus. Perón tentou.(…)Foi nesse ponto que começou a divinização de Perón. Evita deu o tom: ‘Só há um Perón…Ele é um Deus para nós…Nosso sol, nosso ar, nossa vida.’ Um ministro de governo equiparou Perón a Cristo, Maomé e Buda, como fundador de uma grande doutrina religiosa! A máquina de propaganda começou a espalhar folhetos e alusões dessa espécie. Ao mesmo tempo, empreendia-se uma campanha para canonizar Evita. Em outubro de 1951, ela foi apresentada a uma multidão peronista como ‘Nossa Senhora da Esperança’ e o próprio Perón rematou a reunião, proclamando um novo feriado, o ‘Dia de Santa Evita’. Depois da morte de Evita, em 1952, a neurose deliberada se agravou. Um porta-voz peronista, falando da sacada do palácio do governo, dirigiu-se a ela como ‘mãe nossa que estais no céu’. Exibiu-se um filme intitulado Evita imortal e a revista Mundo Peronista divulgou na capa uma Evita santificada, a quem não faltava a auréola.”

Em pouco dias começam os milagres. E mais um populista, pai do povo, tornar-se-á eterno. A Argentina deve tudo que já foi e não é mais ao peronismo. A Venezuela é a prova de que a história sempre se repete.

A consagração do golpe de estado na Venezuela

Luisa-Estela-surpemo-venezuelaA petezada gosta muito de falar mal do Supremo Tribunal Federal e vociferaram coisas como “chacina jurídica”, tribunal de exceção, tribunal de golpistas, etc, etc, durante o julgamento do Mensalão.

Por que não falam agora da Suprema Corte Bolivariana e a sua decisão sobre a posse do irmãozinho Chavez? A posse seria hoje. Uma pantomima, uma palhaçada, na verdade apenas uma vergonha. E o indisfarçável medo da demissão por parte do ditador, expressa na fala envergonhada da ministra Luisa Estella Morales.

 

Alto dos cerrados dezembro

Recessão mundial + ditador de meia tigela = desastre.

Chavez: perigoso e armado até os dentes.

A economia venezuelana retraiu 2,9% em 2009, no primeiro retrocesso após cinco anos de crescimento fomentados pelos altos preços internacionais do petróleo.Em sua mensagem de fim de ano, o banco central venezuelano apontou ontem, 29, queda de 6,1% para o setor petrolífero e de 1,9% para o não-petrolífero.

O BC atribuiu o resultado aos “cortes de produção implementados pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) em um contexto de fraqueza da demanda de energia resultado da crise econômica global”.

A instituição também ressaltou a contração das atividades de manufatura, comércio e serviços de reparo, transporte e armazenamento. Desastre anunciado.