Deputada faz de tudo para evitar divulgação do vídeo da vergonha

O jornalista Mário Bittencourt, do jornal O Globo, mesmo veículo que publicou o vídeo da deputada estadual e candidata a prefeita de Porto Seguro, Cláudia Oliveira (PSD), dizendo que desviaria verbas públicas, foi espancado quando aguardava a candidata no aeroporto de Porto Seguro para entrevista-lá.
De acordo com informações, o jornalista foi agredido por correligionários da deputada e teve a máquina fotográfica quebrada. Bittencourt está prestando depoimento na delegacia da cidade.
Essa é a segunda tentativa de Cláudia Oliveira de tentar impedir a repercussão do vídeo no qual aparece dizendo que desviaria R$ 1 bilhão de uma possível obra de construção de uma ponte, que seria orçada em R$ 2 bilhões.
Também é atribuída à equipe da deputada, danificações nas antenas de transmissão das TVs Aratu e Record Bahia para impedir que o vídeo fosse passado em Porto Seguro. Do Correio*.

O vídeo do vexame e da vergonha agora no You Tube

O vídeo que mostrou ao país a deputada estadual Cláudia Oliveira (PSD), candidata a prefeita de Porto Seguro, no extremo-sul baiano, a prometer construir uma ponte na cidade por R$ 2 bilhões e ficar com a metade do dinheiro para si, vazou por conta de um roubo ao aparelho celular do marido dela, o prefeito de Eunápolis, José Robério (PRTB), autor da filmagem.

Aos seus aliados e amigos, o gestor mostrava a gravação porque se valia que a presença no passeio do corregedor regional eleitoral, Josevando Andrade, o livraria de qualquer ameaça. No entanto, há um ano, durante uma festa na casa do advogado Hélio Lima, que também aparece na filmagem, o iPhone do gestor sumiu.

A suspeita recai sobre um jornalista, até então próximo ao prefeito. Ele teria vendido o material por R$ 100 mil ao ex-administrador da Capital do Descobrimento, Ubaldino Jr. (PMDB), adversário dos Oliveira na região.

Em entrevista ao Bahia Notícias, o peemedebista admitiu ter repassado o vídeo às Organizações Globo, mas não mencionou valores. Já o juiz Josevando não atendeu às diversas ligações feitas pela reportagem.

A assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), solicitada pelo BN a prestar esclarecimentos sobre o motivo da participação do magistrado no evento, disse que tinha contatado a assessoria do corregedor e aguardava retorno. Nenhuma satisfação posterior foi fornecida.

O sobrenome Oliveira é mera coincidência. A família é muito grande em todo o País. E segundo os historiadores deriva da grande adesão de famílias judaicas, na época da inquisição, em Portugal, aos nomes de árvores ou de fruteiras. Daí os Pereira, Parreira, Pinheiro, etc. 

A família Oliveira era classificada no estudo genealógico-judaico como de comprovada origem judaica. Antes da inquisição a família “de Oliveira” era conhecida na Espanha como “Benveniste”, que adquiriu durante o domínio muçulmano, mas antes dos islamitas conquistarem a península Ibérica ela era chamada de “ha-Levi” ou de “ha-Itshari”, por ter sido esse o nome do fundador da mesma.

Não sem motivo, porém, o nosso Deputado obteve expressiva votação em Porto Seguro e Eunápolis nas eleições de 2010. Talvez a coincidência dos sobrenomes o tenha ajudado.