Dizia Castello Branco, um dos principais articuladores do golpe de 1964, que acabou apeando do poder João Goulart, um ano depois de sua posse, resultado da renúncia de Jânio Quadros:
“Eu os identifico a todos. E são muitos deles, os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias do Poder Militar.”
A história se repete. Na primeira vez foi uma farsa. Nesta segunda vez, liderados por um covarde, uma fatia considerável das forças armadas se colocou contra o Governo Lula da Silva, rascunhando a história de uma tragédia.
Planejaram até explodir o aeroporto de Brasília, com uma bomba colocada nos eixos de um enorme caminhão de querosene de aviação. Depois invadiram, abençoados por golpistas como Ibaneis, Girão, Bolsonaro, Braga Neto, Heleno e Torres, os palácios dos Três Poderes e os depredaram.
A história do País está em curso, viva e pulsante como sempre. Ainda falta coibir as vivandeiras que conspiram em Orlando, a terra do Pateta.
“Eu os identifico a todos. E são muitos deles, os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias do Poder Militar.”
– Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, que identificava simpatias dentro de altos setores da sociedade civil pela substituição do Presidente João Goulart servindo-se dos militares para a consecução de seus objetivos; fonte: “Discursos”, de Humberto de Alencar Castelo Branco.
As vivandeiras de hoje são os Bolsonaros, o Presidente e os filhos, e aquela camarilha do politburo, entre eles ministros do Supremo, Moro, Deltan, e os radicais dos ministérios, que veem o fechamento do regime como única via para manter o poder. Castello Branco já os conhecia. Era um homem de formação sólida e princípios éticos e morais.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) fez um discurso feroz nesta 4ª feira (4.abr.2018) contra os 20 senadores que se manifestaram favoravelmente ao STF à prisão em 2ª Instância.
“Fizeram questão de escrever uma nota como vivandeiras alvoroçadas e foram entregar ao Supremo, pedindo para que rasgue a Constituição e não garanta a presunção de inocência.”
Em 1 discurso de 15 minutos, Renan citou todos os senadores, causando grande desconforto no plenário do Senado. O movimento foi liderado pelo senador Lasier Martins (PSD-RS).
Renan ainda se dirigiu ao senador Airton Sandoval dizendo que “não foi eleito”para representar o Estado de São Paulo. Sandoval é suplente do ministro Aloysio Nunes (PSDB). “Vossa excelência não foi eleito e veio aqui puxar o saco desse governo moribundo!”, disse. Sandoval rebateu: “moribundo é vossa excelência, que já está fedendo nesta Casa”.
O ex-presidente do Senado e ex-líder do MDB afirmou ter se arrependido de referendar o nome de Simone Tebet (MDB-MS) como a nova líder de seu partido no Senado.