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Escreveu no zap, não deletou, o pau comeu!
Um homem dirigindo uma motocicleta tentou fugir de um bloqueio policial em Salvador, na tarde de quinta-feira (15). Isaque Souza Soares, de 22 anos, teve seu celular apreendido e a polícia descobriu no aparelho uma conversa no aplicativo WhatsApp em que ele confessava ter matado um rival do tráfico, informa a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA).
O jovem foi preso por equipes do Pelotão Especial Tático Ostensivo (Peto) da 17ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Uruguai), noticia o G1.
Soares estava sem os documentos da motocicleta e sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Na conversa entre ele e um comparsa de apelido ‘Jajai’, o rapaz afirmava ter cometido assassinato. Um dos trechos diz: “Quem matou ele foi eu, ‘mano’. Mas fica suave entre nós”. A vítima não foi identificada pela polícia e foi morta foi morta semana passada, na Baixa do Fiscal.
O criminoso é integrante de uma quadrilha de traficantes e já tem passagem por roubo, informa a polícia. Isaque foi levado ao no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Pituba.
O WhatsApp como ferramenta de crime

Renato Falchet Guaracho*
No último dia 21 de julho, a Polícia Federal deflagrou a “Operação Hashtag”. Agentes policiais cumpriram doze mandados de prisão contra pessoas suspeitas de planejar ataques terroristas durante as Olimpíadas do Rio, representando o Estado Islâmico no Brasil.
A Policia Federal alega que o grupo conversava pelos aplicativos WhatsApp e Telegram para impedir que os agentes tivessem acesso às conversas e aos planos. O caso aconteceu apenas dois dias após o aplicativo WhatsApp ter sido temporariamente bloqueado pela justiça por dificultar investigação criminal e ter voltado a funcionar por determinação do Ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).
A verdade por trás do bloqueio do WhatsApp
Já se sabe o motivo pelo qual o WhatsApp teve seu bloqueio determinado pela Justiça. Apesar de o processo seguir em sigilo, o site oficial do Tribunal de Justiça de São Paulo explica que o motivo é o descumprimento de uma ordem de julho deste ano.
O Tribunal conta que no dia 23 de julho deste ano, o WhatsApp recebeu uma determinação que não foi atendida. Em seguida, a empresa foi novamente notificada no dia 7 de agosto, desta vez com uma multa fixada em caso de descumprimento. Sem resultados.
Assim, o Ministério Público decidiu por requerer o bloqueio temporário do aplicativo com base no Marco Civil da Internet. A solicitação foi aceita pela juíza Sandra Regina Nostre Marques.
A liminar conta que solicitação partiu do Grupo de Combate às Facções Criminosas (GCF).

O que motivou o começo da história, entretanto, é um caso que envolve uma série de crimes graves.
Uma reportagem do Conjur informa que o processo gira em torno de um homem preso pela Polícia Civil de São Paulo em 2013 sob as acusações de latrocínio, tráfico de drogas e associação ao Primeiro Comando da Capital, ou PCC – facção criminosa que age nos presídios do Estado.
O homem, cujo nome permanece em sigilo, foi solto em novembro deste ano pelo Superior Tribunal Federal por excesso de prazo. Isso porque sua prisão preventiva foi decretada em outubro de 2013, mas a sentença em primeira instância saiu apenas em novembro de 2015, então, embora tenha sido condenado a 15 anos e dois meses de prisão, o homem impetrou um Habeas Corpus e teve o direito de responder em liberdade reconhecido pelo STF.
De acordo com o Conjur, o réu é acusado de ter trazido cocaína da Colômbia e maconha do Paraguai. Ele está solto, mas deve permanecer no mesmo endereço e atender aos chamamentos judiciais, além de informar eventuais transferências.
Como o WhatsApp entra nesse rolo? Acontece que durante as investigações a Justiça solicitou que o Facebook passasse dados de usuários do aplicativo. A determinação foi feita em julho e reiterada em agosto; como não houve cumprimento, o Ministério Público pediu o bloqueio temporário do serviço e deu no que deu.
Fonte: Olhar Digital



Pobres são os que mais lamentam bloqueio do whatsapp
Ainda estamos para ver os resultados da pesquisa. O que o povão está lamentando mais: a anunciada redução do volume de verbas para o Bolsa Família ou o bloqueio do aplicativo whatsapp? Sim, porque mesmo os pobres abaixo da linha da pobreza hoje tem smartphone e se comunicam com a parentada via aplicativo de mensagens.
O País já entende que o acesso à comunicação e ao conhecimento, mesmo que isso seja através das simplórias mídias sociais é mais importante até que uma refeição completa. Com o celular o pobre tem acesso a ganhos extras. O leitor pode imaginar uma diarista que não tenha um celular? Ou um jardineiro?
Aí está algo temido pelas forças políticas de Situação e Oposição. A comunicação entre o povão. Nunca esquecendo que a primavera árabe, que convulsionou vários países do Oriente Médio foi fruto da convocação pelas mídias sociais.
O Brasil hoje amanheceu dividido entre os que tem e os que não tem wi-fi

O início do apocalipse nas mídias sociais teve seus efeitos minimizados com a utilização de redes de wi-fi, particulares e públicas, para o envio de mensagens através do aplicativo whatsapp. A determinação de bloqueio do aplicativo partir da decisão da justiça em São Paulo e atingiu todo o País.
Aquelas operadoras que cobram o fluxo de internet do aplicativo também estão permitindo a sua utilização, enquanto durarem os créditos pré-pagos. Na verdade, o claudicante acesso à internet oferecido pelas operadoras aos usuários é uma das suas melhores fontes de renda, tão significativas, por vezes, como a comunicação telefônica.
Juiz do Piauí suspende utilização do aplicativo whatsapp
O juiz da Central de Inquérito da Comarca de Teresina, do Tribunal de Justiça do Piauí, Luiz Moura Correia, determinou que todas as companhias de telefonia suspendam temporariamente o funcionamento do aplicativo Whatsapp no Brasil, “até o cumprimento de ordem judicial”.
Ele não informou o motivo da decisão, explicando que a ação tramita em segredo de Justiça. Mas a Secretaria estadual de Segurança Pública do Piauí comunicou que a suspensão foi determinada porque a empresa fornecedora do aplicativo de mensagens não tirou de circulação imagens de crianças e adolescentes expostas sexualmente, objeto de investigação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Teresina, capital do estado. O órgão informa que os processos que levaram à determinação começaram em 2013.
A decisão foi tomada em 11 de fevereiro e, segundo a secretaria, as empresas de telefonia foram comunicadas a respeito em 19 de fevereiro, por meio de um ofício do delegado Éverton Ferreira de Almeida Férrer, do Núcleo de Inteligência da secretaria. O prazo para a suspensão é de 24 horas e atinge os domínios whatsapp.net e whatsapp.com. As companhias estariam recorrendo da decisão.
Procurado, o WhatsApp ainda não se manifestou sobre o caso. O Facebook, dono do aplicativo desde o ano passado, informa que as operações das duas companhias são independentes e que não vai se posicionar sobre a questão. Leia mais em O Globo.
A rede social da solidariedade
O aplicativo WhatsApp, ferramenta de mensagens, vídeos e imagens instantâneas para smartphones, além de facilitar a comunicação entre pessoas tem sido usado também para a realização de campanhas sociais. Usuários do comunicador móvel têm se reunido em torno de grupos de até 100 pessoas pelos mais diversos motivos, dentre os quais a solidariedade. Recentemente o grupo “Oeste Debate”, que conta com participantes da região baiana, conseguiu arrecadar alimentos, roupas, colchões, leite e fraldas descartáveis e distribuiu entre moradores do bairro Santa Luzia, em Barreiras, atingidos pelas fortes chuvas do mês de novembro. Agora, novamente, o grupo se debruça numa nova missão, ajudar a professora Iara Xavier dos Santos Ferreira, ex-diretora da Coopeb, que sofre de problemas renais. De acordo com informações do Oeste Debate, Iara precisa fazer exames quase que semanalmente, sendo que os procedimentos médicos custam entre R$ 300 e R$ 700 reais. A educadora teria um plano de saúde, porém este cobre apenas parte dos valores do tratamento. O grupo no WhatsApp pede a quem possa ajudar que deposite qualquer quantia na conta de Iara: CPF 605.499.985-00 / Banco Bradesco / Agência 0973-3 / Conta 14599-8. Do blog ZDA.

