
Em bairros da província de Buenos Aires, vizinhos organizam feiras de troca de produtos e serviços sem uso de dinheiro, prática conhecida como “trueque”, que reaparece de forma pontual em meio a dificuldades de acesso a bens básicos.
A análise do Urbs Magna aponta que essas iniciativas, registradas em cobertura jornalística recente, refletem impactos sociais das políticas de ajuste implementadas desde a posse de Javier Milei.
A primeira jornada do Club del Trueque em Villa Astolfi, no município de Pilar, ocorreu no sábado (8/ago).
Segundo reportagens de veículos locais e da C5N, cerca de 50 postos reuniram participantes que trocaram roupa, objetos do lar e serviços por alimentos.
A iniciativa nasceu de assembleias “barriais” promovidas por Libres del Sur, conforme declarou a dirigente local Ana Barreto em entrevistas prévias:
“A ideia de começar com o Club del Trueque surgiu de vizinhos e vizinhas em uma assembleia para pensar estratégias de luta a esta situação de crise”.
As práticas recordam a experiência ampliada da crise de 2001, quando milhões de argentinos recorreram a redes de trueque.
O Infobae mostrou reportagens de 2025, quando foram iniciados registros do crescimento de intercâmbios digitais via grupos de Facebook e WhatsApp, sem autoridade central, como adaptação tecnológica à pressão sobre o poder aquisitivo.
O fenômeno se conecta ao contexto das medidas de austeridade adotadas por Javier Milei desde dezembro de 2023, que incluíram corte de gastos e desvalorização inicial do peso.
Embora dados oficiais e análises de mercado indiquem redução da inflação em relação aos picos anteriores, relatos de moradores e dirigentes locais associam a reativação do trueque à queda do consumo e à dificuldade de chegar ao fim do mês.
Organizadores em Avellaneda afirmaram que a prática se tornou ferramenta de sobrevivência, conforme mostrou o Crónica: “Não fazemos por gosto, fazemos por necessidade”.
O paralelo com experiências anteriores de economia solidária.
A Comunidade do Sol, liderada por Heloiza Primavera, utiliza a moeda social “Sol” e prioriza grupos pequenos para gerar confiança.
Em outras regiões, como Jujuy, reportagens de 2026 da El Destape descreveram trocas de alimentos por roupas em bairros periféricos.
Essas iniciativas ocorrem em municípios governados por oposição em muitos casos, como Pilar, sob gestão de Federico Achával.
Elas não representam o conjunto da economia argentina, onde o uso do dólar e de criptomoedas permanece elevado para proteção de valor, conforme análises de mercado de 2025 e 2026.
Ainda assim, o retorno pontual do trueque evidencia tensões sociais em setores vulneráveis.
O acompanhamento de redes de economia solidária e o impacto das políticas fiscais sobre o cotidiano dos trabalhadores permanece relevante para compreender os desdobramentos sociais das reformas em curso.
Coberturas deste sábado (8/ago) e domingo (9/ago) sobre a feira de Villa Astolfi continuam circulando em redes e veículos locais.




A magistrada, em Luís Eduardo Magalhães, concedeu entrevista exclusiva a este Editor.


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Foto de GILMAR MARTINS/PMPA/ARQUIVO
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Imagem virtual do pleno do STJ



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Tânia Rego/Agência Brasil





