O padrão Globo de bobagens ao vivo

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O jornalista Cassiano Sampaio, com a sua experiência de produtor do SBT e da Rede Globo, comenta de maneira bem humorada, o que foi a cobertura do apagão de ontem, que deixou a metade do País sem energia. Submetida à experiência do jornalismo ao vivo, a equipe da Rede Globo cometeu uma série de pequenos deslizes, nada daquela apresentação clean dos jornais pré-gravados. As observações de Cassiano:

-Christiane Pelajo estava visivelmente irritada por ter de entrar ao
vivo, antes do seu horário de trabalho.

-A sra. Pelajo acha que Itaipu é igual a uma lâmpada, ou está ligada, ou está
desligada. Alguém explique a ela que algumas turbinas podem funcionar,
enquanto outras não.

-O assessor de comunicação de Itaipu não deveria ter entrado ao vivo.
Ele não tinha novas informações e só dizia: “ehhhh”.

-A melhor equipe de jornalismo do Brasil coloca no ar uma tela preta
legendada como rio de janeiro para ilustrar o apagão. Muito bom, hem?

-Sandra passarinho, repórter experiente, fez a primeira passagem de
lado da tv brasileira. Ei, psiu, a senhora não está no rádio.

-William Wack tem a pior pronúncia da língua inglesa do Globo. No calor
da transmissão, rasgou um “hacker” de doer os ouvidos. Que saiu mais ou menos assim: récker.

-Waack chamou a repórter de Sandra “passarinha”. Voa passarinha, voa!

-A Secretária de Saneamento e Energia de São Paulo deu boa noite e foi
cortada pela mal humorada Pelajo.

-O ministro Lobão estava menos informado que a Globo.

-Aliás, quem é o jornalista pentelho que estava irritando o Lobão? Ele
fez duas pausas e duas caretas. Dava pra ler na testa dele: “Posso
falar sem ser interrompido”?

-Pelajo pediu a Piole, assessor de comunicação de Itaipu: “Quando tiver mais informações, por favor, nos ligue”. Só faltou Piole responder: “ah, tá bom, até amanhã”. Se fosse na CNN, isso nunca aconteceria.

-O SBT esperou a luz voltar para noticiar o apagão. A Record achou que a
luz dos “ídolos” era mais importante que aquela da Região Centro-sul do país
às escuras. Nos restou, na tv aberta, o chato do Bóris.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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