Bahia em busca de experiência na Nova Zelândia.

Foto do Globo Rural

A revolução que os neozelandeses estão fazendo na pecuária leiteira no município baiano de Jaborandi, na Fazenda Leitissímo, com o sistema de produção a pasto em piquetes irrigados, pode transformar a região Oeste da Bahia numa das maiores bacias leiteiras do País e mudar a realidade do Estado neste setor. Segundo informa o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, a Bahia possui o terceiro rebanho leiteiro do País, mas ocupa a 23ª posição no ranking de produção por vaca ordenhada. A produção anual é de 950 milhões de litros de leite, mas consome 1,6 bilhão, o que representa o déficit de 650 milhões de litros.

“Nosso desafio é mudar esta situação, aumentando a produtividade do leite no Estado, tornando-o autosuficiente”, declara. É com esse pensamento e com o objetivo de atrair novos investidores para a pecuária de leite que ele embarcou nesta quarta-feira, (10) para Nova Zelândia, acompanhado por lideranças da pecuária baiana. Da comitiva também participam prefeitos de municípios da região Oeste, entre eles Humberto Santa Cruz, de Luís Eduardo Magalhães e proprietários de laticínios.

Acompanhando o governador Jaques Wagner, que chegou à Nova Zelândia na sexta-feira, o secretário participa de encontros promovidos pela embaixada brasileira e pelo presidente da Fazenda Leitíssimo com empresários neozelandeses. Salles vai proferir palestra sobre as potencialidades da agropecuária baiana e as oportunidades de investimentos, focando no segmento leiteiro e na ovinocultura, áreas onde os neozelandeses são especialistas e se destacam mundialmente, no tocante a qualidade e produtividade. “Nós temos as condições ideais de solo e clima. Precisamos muito da experiência deles para desenvolver a pecuária no nosso Estado”

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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