Sabe o que é um homossexual com código de barras?

Miss Coligay 2008.

Baianos e gaúchos, companheiros de conversas na República Livre do Doce Café, discutiam, ontem, política, segurança, futebol e outros assuntos menos convenientes. Quando surgiu a piada da noite. Um baiano, é óbvio, perguntou:

“Sabe o que é um veado com código de barras?”

Todos silenciaram curiosos para saber a resposta, que veio taxativa:

“É um gaúcho com a camiseta do Grêmio”.

Claro que respeitamos a opção sexual de baianos e gaúchos. Um pouco menos a opção de torcer pelo tricolor.

Apesar dos conselhos de madame Almerinda – “Você vai perder a metade dos seus leitores com essa piada infame” – não resistimos. Perdemos os amigos, mas não perdemos a piada, é lógico.

A Coligay foi uma torcida organizada gay do Grêmio, da década de 1970. Foi fundada em Porto Alegre, por um grupo de torcedores, frequentadores da antiga boate Coliseu, na Avenida João Pessoa. Hoje não existe mais a boate, mas a Coligay continua firme. A foto acima foi tirada num jogo contra o Caracas, em abril de 2009, pela Copa Libertadores da América.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

5 comentários em “Sabe o que é um homossexual com código de barras?”

  1. Tinha que ser coisa do “SAMPAIO”, é que a dor da perda é grande, eles não esquece os morenos. Não te preocupes thiê, nós se vingamos por vcs no final do ano.

  2. A “COLIGAY” em verdade é uma dissidencia da torcida colorada pois como o nome diz “COLIGAY – COLORADOS LIBERANDO-SE COMO GAY”dai o nome o incauto, rabulejante e travestido jornalista coloridinho.

    1. Durante a construção do Estádio Olímpico Monumental, nos anos 1970, vários torcedores homossexuais do Grêmio frequentavam, na noite portoalegrense, uma famosa boate GLS, chamada “Coliseu”.

      Em conversas informais na boate, vários diziam que frequentavam também os jogos do seu time de coração, mas discretamente. Então decidiram criar uma torcida onde pudessem extravasar o seu comportamento, sempre mantendo apoio incondicional ao clube. Estava criada a Coligay (homenagem ao nome da boate Coliseu), com seu presidente o próprio Volmar, gerente da boate.

      O ambiente masculino do futebol, no Brasil e principalmente no Rio Grande do Sul, estado de tradicionais costumes machistas, gerou um mal-estar com a presença da Coligay nos jogos do Grêmio, tanto no Olímpico quanto nos jogos no interior do estado. Os próprios dirigentes à época demonstravam um comportamento de homofobia, dizendo que “aquilo” (a torcida) era um “absurdo”.

      A Coligay, contudo, não foi pioneira no Brasil, já que a Fla-Gay, do Flamengo e a Raposões Independentes, do Cruzeiro surgiram antes.

      Assim como aconteceu no Rio de Janeiro, outras torcidas organizadas do próprio Grêmio reagiram, procurando intimidar e coibir as manifestações da Coligay.

      Recentemente foi vista uma faixa da Coligay em jogo do Grêmio contra o Caracas, na Venezuela, pela Copa Libertadores..[1]

  3. O ZDA parou por questões financeiras. O Expresso vai parar por falta de blogueiro. Nao chega a ser uma lastima, mas uma consequencia natural da ausencia de respeito as orienaçoes de Madame Almerinda.

  4. Nós “se vingamos”? Creio não ser necessário comentar o time de coração deste gaúcho…

  5. grÊmio envergonha nosso estado, por culpa deles todos nós levamos fama de gay! vamos deixar bem claro ; coligay é coisa de grÊmista!!!

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