Saúde pública brasileira, um caso de polícia.

Um menino de 10 anos, que teve o fêmur fraturado e esperou 22 dias por uma cirurgia na perna, conseguiu finalmente ser operado ontem (11), em Goiás, depois da intervenção da Associação dos médicos do Estado. 

Ele recebeu apoio do médico Robson Azevedo, que realizou a operação no Hospital Ortopédico de Goiânia. “O procedimento transcorreu normalmente e o resultado foi está dentro do que esperava a equipe”, disse o cirurgião.

Gabriel Silva quebrou a perna após cair de uma árvore em Aparecida de Goiânia (região metropolitana de Goiânia). No dia do acidente, o pai do menino tentou conseguir uma vaga para o filho em várias unidades de saúde, mas não conseguiu.

Ele foi levado a três hospitais. Recebeu uma tala na perna, mas foi liberado pois nenhuma das unidades tinha condições de realizar o procedimento. 

O menino disse que está ansioso para voltar a jogar bola, mas que não pretende mais subir no cajueiro de onde caiu.

Em abril, a reportagem do UOL Notícias mostrou outro caso semelhante registrado no Estado. Victor Hugo Alves, 11, esperava com o braço quebrado por uma cirurgia na rede pública de saúde em Goiás. Os médicos alegavam falta de material no Hospital Geral de Goiânia, mas no dia seguinte à publicação da reportagem ele foi operado. De Raphael Borges, para UOL.

Não são bandidos o diretor de um hospital, o médico e o gestor de saúde que deixam um menino 22 dias com o fêmur quebrado? Ainda vamos ter que invocar as leis de proteção aos animais para cuidar de nossos pacientes?  Desde 10 de Junho de 1934, o Decreto 4.645, assinado pelo presidente Getúlio Vargas, dá proteção aos animais no País. Por que então não se protegem os clientes da rede pública de saúde? Vergonha é um termo delicado demais para qualificar o banditismo dessa gente. 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

2 comentários em “Saúde pública brasileira, um caso de polícia.”

  1. Este fato acontece todos os dias nesta cidade, a prefeitura julga nao ser uma prioridade a ortopedia, e contratou um ortopedista de Salvador para atender a cada 15 Dias , Como ficam os pacientes neste intervalo?

  2. Quero lembrar o senhor jornalista, que o gestor publico desta cidade diminui a carga horaria e os honorarios medicos em 50 percento , retirando boa parte dos atendimentos medicos Ja precarios, o sr poderia me responder se isto seria Caso de policia ?

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