Ficha limpa

Um marginal com diversos indiciamentos na Polícia Judiciária, incluindo homicídios, tráfico e assaltos,  foi libertado esta semana e transita livremente pelas largas avenidas de Luís Eduardo Magalhães. O insigne cidadão estava há mais de um ano com prisão preventiva decretada e recolhido à pensão do Dr. Rivaldo. Neste período, não foi feita nem a audiência de instrução do inquérito na Justiça. Como nunca foi julgado e por isso mesmo não tem condenações, é ficha limpa. Merece a liberdade. Pode?

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Uma consideração sobre “Ficha limpa”

  1. Proponho estender a exigência de ficha limpa aos profissionais de mídia, que é um serviço público concedido. Empresas e profissionais condenados em segunda instância (órgãos colegiados) perderiam a concessão e o direito de exercer a profissão, que é de relevante interesse público, por um período de oito anos. Só assim afastaríamos os bandidos desse setor também. Acho que nenhuma empresa ou profissional honesto se oporá a isso: se a medida é constitucional e ética, tem que ser para todos. Se não é, não poderiam tê-la aprovado para alguns: ou é bom para todos ou ruim para todos. A imprensa é o quarto poder e o mais poderoso. A informação é o bem mais público.

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