O seguro desemprego bateu recorde em 2011. Foram 27,3 bilhões, quase 10% a mais que o desembolsado em 2010 (R$ 24,9 bilhões), e 64% a mais do que 2001 (R$ 16,6 bilhões), o primeiro ano analisado, em valores constantes (consideradas as correções monetárias).
A medida mais recente, em decreto publicado pela presidente da República, Dilma Rousseff, foi a possibilidade de o cidadão participar de curso de formação ou qualificação profissional caso solicite a assistência por três vezes em um período de até dez anos.
Esta história de pagar para o cidadão ficar em casa não podia mesmo dar certo. Por que não uma contrapartida a quem paga, o contribuinte, prestando algum tipo de serviço comunitário em meio expediente. Ou por que não a obrigatoriedade, automática, de frequentar um curso de formação, ao nível do desempregado? Isso evitaria a fraude mais comum que é estar empregado, sem assinatura da carteira, enquanto recebe o seguro.

