Carlos Heitor Cony, em artigo na Folha de São Paulo:
“Descobrimos, graças ao Censo Escolar de 2011, que 72,5% das escolas públicas brasileiras simplesmente não têm bibliotecas. Isto equivale a 113.269 escolas. Um descaso que não mudou com o tempo, já que, das 7.284 escolas construídas a partir de 2008, apenas 19,4% têm algo parecido com uma biblioteca.
Mesmo São Paulo, o Estado mais rico da Federação, conseguiu ter 85% de suas escolas públicas nessa situação. Ou seja, um número pior do que a média nacional.
Diante de resultados dessa magnitude, não é difícil entender a matriz dos graves problemas educacionais que atravessamos. Difícil é entender por que demoramos tanto para ter uma imagem dessa realidade.
Ninguém precisa de mais um discurso óbvio sobre a importância da leitura e do contato efetivo com livros para a boa formação educacional. Ou melhor, ninguém a não ser os administradores da educação pública, em todas as suas esferas. Pois não faz sentido algum discutir o fracasso educacional brasileiro se questões elementares são negligenciadas a tal ponto.”
E as professoras? Elas tem uma pequena biblioteca em casa? Se as professoras não forem dadas ao hábito da leitura, como farão para criar esse costume entre seus alunos? Dado ao fato de que mais de 70% dos alunos que chegam à universidade são analfabetos funcionais, isto é sabem ler, mas não interpretar o que leram, concluímos que a educação no Brasil está com sérios problemas.


¿e A QUE ESPERAN OS PAIS A PARTICIPAR ? a doação de libros e de estantes no e tan dificil de fazer .