Barreiras, a república sindical

O jornalista Fernando Machado, titular do ZDA, comenta, com propriedade, o envolvimento de setores de fortes tons ideológicos, na ação sindical de Barreiras, que culminou, hoje, com a pressão para o “forfait” dos vereadores à sessão ordinária da Câmara Municipal. Veja o texto do Fernando:

“Como se não bastasse paralisar as aulas, prejudicando milhares de estudantes e chefes de famílias que precisam trabalhar para trazer o sustento aos seus lares, um grupo de agentes políticos travestidos de sindicalistas conseguiram impedir, nesta quarta-feira (07/ago), o funcionamento da Câmara Municipal de Barreiras.

Em obediência à lógica partidária, não trabalhista, os profissionais do movimento além de usurparem a luta em defesa da classe dos professores, transformaram o legislativo local em palco dos seus interesses – na maioria deles pessoais –, desrespeitando o conjunto da sociedade.

A sessão, que deveria ter ocorrido normalmente, não aconteceu por ausência do número mínimo de edis. Dez camaristas, sob pressão de seus chefes políticos, não compareceram a Casa. Na pauta de ontem seria votado, dentre outros, o projeto de lei de autoria do executivo municipal que trata do aumento salarial dos profissionais da área de educação.

Covardemente, ao invés de aprovarem ou rejeitarem a proposta governista, os vereadores fugiram do debate, achando assim que poderia agradar a gregos e troianos – leia-se sindicatos e sindicalizados.

Para a maioria dos envolvidos, parlamentares e dirigentes classistas, seus compromissos de representação são com os partidos, com seus chefes políticos e, sobretudo, com seus projetos pessoais de poder. Salários, direitos, vantagens, melhoria do ensino e das condições de trabalho isso não importa tanto.

Querem alguns transformar Barreiras numa república sindical, onde tudo e todos tendem a seguir a lógica dos professores de sindicato, a prova é que quando os seus desejos não são atendidos o tempo e o espaço devem obrigatoriamente parar em nome da “educação de qualidade”.

Este poder paralelo já tem até, inclusive, funcionários, palácio e orçamento próprio – pago pelos contribuintes do município, claro –, atendendo das 08h às 14h, na Av. Clériston Andrade nº 1.353, no prédio da antiga Câmara Municipal de Barreiras – saída para Salvador.”

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Uma consideração sobre “Barreiras, a república sindical”

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