Criação da Rede Regional de Saúde pela UMOB sofre críticas

Reunião da UMOB: criação de hospitais em cada cidade, num total de  884 leitos
Reunião da UMOB: criação de hospitais em cada cidade, num total de 884 leitos

A assessoria de comunicação do prefeito de Luís Eduardo e presidente da UMOB – União dos Municípios do Oeste Baiano, Humberto Santa Cruz, distribuiu nesta terça-feira, 17, uma notícia para a imprensa, onde relata que os municípios da região estão criando uma Rede Regional de Saúde. Talvez por não estar clara a notícia e dada a complexidade do tema para leigos, levantou-se uma onde enorme de contestações à ação da UMOB. A deputada Kelly Magalhães fez um candente discurso na tribuna da Assembleia e os jornalistas mais atilados da região, como Fernando Machado, do ZDA, criticaram a medida. Tanto a deputada como o jornalista afirmaram que Humberto quer centralizar a saúde em Luís Eduardo, em prejuízo das polpudas verbas que Barreiras recebe para o tratamento de alta e média complexidade.

Na realidade, pelo que entendemos, Humberto quer criar, em cada um dos municípios participantes do chamado Consórcio Regional de Saúde, hospitais com capacidade para realizar o tratamento de média complexidade, que são as pequenas cirurgias de apendicite, próstata, garganta e outras que não exijam a recuperação em UTIs de alta sofisticação. Para evitar assim a tal de ambulancioterapia, o deslocamento de pacientes pelas estradas em busca de recursos.

A alta complexidade, que compreende cirurgias cardíacas, oncológicas, transplantes, implantação de próteses de monta – como as de quadris – e as intervenções neurológicas não seriam realizadas. São atribuição do HO e dos hospitais de referencia do Estado, que por sinal quer colocar uma central de regulação física em Barreiras, para que o paciente possa acompanhar ao vivo a evolução do tratamento preconizado, principalmente das cirurgias eletivas. Hoje o atendimento é feito por telefone. Um  médico destacado de Luís Eduardo Magalhães, que nos deu as principais informações para a realização deste texto, diz, de passagem, que as internações em Salvador estão cada vez mais difíceis, reflexo provável do aumento da demanda e até de um eventual contingenciamento de verbas.

O mesmo médico afirma:

“A realidade é que o Hospital do Oeste virou um hospital de trauma, um verdadeiro pronto socorro, que atende baleados, acidentados e situações de emergência. O HO deixou de ser um centro de referência em medicina de alta complexidade.”

O que está faltando, realmente, é Humberto chamar a imprensa para a UMOB e explicar com detalhes como funcionam ações como o consórcio regional, o tratamento de média complexidade e as atribuições das diversas instâncias de governo dentro da saúde pública.

Veja a matéria distribuída pela assessoria de imprensa da UMOB:

Prefeitos do oeste iniciam construção de uma Rede Regional de Saúde

Região oeste da Bahia passa por sérias dificuldades com a Saúde Pública. A intenção dos municípios é criar uma Rede que descentralize a aplicação dos Recursos Federais.

Os municípios da região oeste possuem uma queixa unânime em relação à situação da saúde nos municípios. Em busca de uma alternativa para os problemas recorrentes vividos na região, na última reunião do ano da entidade, na quarta-feira, 11, foi debatida a formalização de uma Proposta Preliminar para criação de uma Rede que descentralize as Atividades de Média Complexidade, no no âmbito Hospitalar e Ambulatorial.

A intenção da Umob é articular estratégias para que a partir de 2014, as prefeituras consigam receber recursos para investimentos em serviços de saúde. A rede funcionará através de territórios com o engajamento de todos municípios que integram a entidade.

A proposta prevê, inicialmente a oferta de 884 leitos, divididos em Unidades Físicas com a intenção de descentralizar a renda que o oeste recebe, para que os pequenos municípios tenham acesso a recursos e consigam atender a população que necessita de determinados atendimentos. A Rede Descentralizada de Média Complexidade será dividida em módulos e receberão de acordo com as atividades que realizarão e com a quantidade de habitante.

Para o prefeito de Angical, Leopoldo de Oliveira, essa maneira de organização em módulos é muito interessante, principalmente para os municípios de menor porte. “Temos que fazer o melhor para os usuários do sistema público de saúde, que são nossos munícipes”, disse.

O presidente da entidade, Humberto Santa Cruz, acredita que a rede auxiliará os municípios menores a oferecer serviços de saúde pública com mais dignidade. “Luís Eduardo Magalhães passa por sérias dificuldades com a saúde, principalmente por falta de médicos e essa Rede contará com Hospitais, Unidades Básicas de Saúde, Samu, Centro de Atendimento Psicossociais (CAPS), Policlinica Especializada e Unidades de Pronto Atendimento (UPA)” explicou.

Toda essa mobilização e tentativa de reorganizar os serviços de saúde no oeste deve, no entanto, ser levado a sérios pelos prefeitos. “Através do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional dos Municipios do Oeste da Bahia (Conder\Umob), os gestores municipais poderão se fortalecer e construírem projetos de fundamento com ações que beneficiem de forma eficaz o cidadão, construindo assim bases sólidas para o Sistema Único de Saude no oeste”, ratificou Humberto Santa Cruz.

O prefeito de São Desidério, Demir Barbosa, aproveitou para relatar outro problema enfrentando, também pela maioria dos municípios: a falta de profissionalismo e comprometimento de alguns médicos. “Já descobri situações em que médicos que atuavam em meu município solicitavam exames desnecessários para engordar sua folha” relatou descontente o alcaide.

Segurança Pública – Já o prefeito de Cotegipe, Marcelo Mariane pediu que a próxima reunião no dia 23 de janeiro do próximo ano, seja em seu município. “Estou passando por sérios problemas na área de segurança, o estado me abandonou e tenho muita dificuldade em arcar com os custos da Força Policial de Cotegipe. Por mais que custeamos a segurança, a cidade não tem retorno”, desabafou Marcelo.

Humberto Santa Cruz apoiou a ideia de Marcelo Mariane e falou: “será interessante que nesta reunião cada prefeito leve suas dificuldades e montaremos um documento para enviar ao secretário Estadual de Segurança de Pública, Maurício Barbosa”, afirmou o presidente confirmando a próxima reunião para o mês de janeiro.

Também participaram do encontro o articulador da Umob, Sérgio Pitt, o  prefeito de Barra, Artur Silva, de Mansidão, Ney Borges, de Formosa do Rio Preto, Jabes Junior, representando o prefeito de Muquém do São Francisco, Márcio Mariano, o Controlador Geral, Cleiton Magalhães e o coordenador do Setor de Tributos de Riachão das Neves, Divinei Langi.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

5 comentários em “Criação da Rede Regional de Saúde pela UMOB sofre críticas”

  1. Amigo Jornalista, por favor, retifique na terceira linha do primeiro parágrafo: criando e não cirando. Aproveite e avise seu colega do ZDA que ascensão escreve-se com s e não com cedilha como escreveu na matéria citada acima.
    Nota da Redação:
    Que bom que vc ainda lê meus textos. Pensei que tinha me abandonado.

  2. Viu Dr. em Linguística, corrigir os outros é fácil. Está na hora de você perceber que todos erram.
    Nota da Redação:
    Não ficou claro para você que o erro foi de digitação, minha cara? Quanta mágoa nesse coraçãozinho solitário!

  3. Teresa, suspeito que você tenha se enganado quanto ao erro alheio. Sugiro que faça novamente a leitura do texto e retifique seu comentário.

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