Se Dilma Rousseff ganhar as eleições amanhã, estará provado que a capacidade dos meios de comunicação atingir o povo é pouca. Poucos leem no País. A televisão e o rádio encontram solo infértil em eleitores com pouca capacidade de entendimento, os chamados analfabetos funcionais, que em alguns estados atingem mais de 50% da população. Apesar disso, podemos ver uma maciça campanha da grande mídia, com exceção da revista Carta Capital, que atinge poucos leitores fora do eixo Rio-São Paulo-Brasília.
Na internet, a campanha contra o atual Governo também não é menos intensa. Apesar dos milhões de smartphones, também no interior do Brasil, a forte campanha dos oposicionistas parece não atingir o eleitor comum. Se reduz a motivar a classe média e os mais ricos, que sofrem o intenso bombardeio de informações, nem todas de fontes fidedignas.
Ainda vivemos em um País em que se misturam, nem sempre de maneira pacífica, o milênio da comunicação, onde o mundo é uma aldeia, com rincões medievais. Na realidade, o Brasil é um amontoado de nações, onde encontramos megalópoles e sertões. O povo da nação nordestina, por exemplo, e os povos isolados da Amazônia, votam com Dilma. Os que se dizem mais esclarecidos e inclusive repudiam os programas sociais desenvolvidos no Norte/Nordeste votam contra Dilma.
E assim vamos vivendo, aos trancos e barrancos, nessa dicotomia de nações dentro de uma mesma Nação. As eleições de amanhã, mais do que emblemáticas de decisão entre direita e esquerda, entre ricos e pobres, entre alfabetizados e analfabetos, poderá demonstrar o teorema de que a comunicação entre classes ainda não se universalizou. Ou a antítese disso.
A verdade é que, dentro do maniqueísmo sombrio dessas eleições, quem for o vitorioso governará a favor de uma exata metade dos brasileiros e contra a outra. Não existem contemplações no campo da batalha árdua. Neste baile da democracia e na luta sem tréguas pelo poder, os inocentes não dançam. São lobos vorazes à procura de sua presa. E como diz a música da moda, lobos não se apaixonam. Só pensam no seu estado famélico.


Do momento que vc ve uma pessoa simples de bike e falando ao celular todas estas questoes são rechaçadas. O brasileiro tem conhecimento da realidade, seja ele funcional ou não.