
Bastaram 10 minutos ou menos do que isso para que a Mesa Diretora da Câmara de Luís Eduardo Magalhães votasse, no final da tarde de hoje, o orçamento anual em primeiro turno, votasse a quebra de interstício e, numa nova sessão extraordinária de 2 minutos, votasse novamente o orçamento em segundo turno, aprovando-o com 8 votos favoráveis e 4 abstenções. Não compareceram à sessão o líder do Governo, Jarbas Rocha, e os vereadores Zezé da Farmácia e Guinho da Contem, este realizando viagem de férias internacional.
O novo vereador, Márcio Rogério, que assumiu a vaga deixada por Domingos Carlos Alves, ao justificar sua abstenção no voto, afirmou:
-A tese e a antítese pertencem a quem as formula. A síntese pertence a nós todos,” deixando claro que a responsabilidade sobre os resultados da votação do orçamento seriam dos próprios vereadores e de mais ninguém.
Vôga Pelissari, nas suas considerações anteriores à votação, afirmou:
– Estamos atropelando o rito legal desta casa. Por isso, vou me abster de votar”.
O Presidente da Casa, que teima em demonstrar uma erudição que de fato não tem, ainda meteu-se no intervalo a discutir aspectos filosóficos, aprendidos na faculdade.

Encerrada a votação, o vereador Vôga Pelissari ainda questionou a mesa diretora sobre a redação final do projeto.
-A Comissão de Constituição e Justiça que vai apreciar e aprovar a redação final tem atualmente outros membros. Como apreciarão matéria de 2014?
O Presidente da Casa resolveu finalizar a sessão, enquanto se retiravam um pouco mais de duas dezenas de cidadãos e assessores que foram assistir ao encontro histórico.
