Incêndio criminoso destrói pastagens e sistema de irrigação na Barreiras Norte

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Da redação Jornal Nova Fronteira

Um incêndio criminoso que teve início no fim da tarde de ontem, 08, destruiu aproximadamente dez hectares de pastagens e o sistema de irrigação da área de um lote empresarial no Distrito de Irrigação Barreiras Norte, em Barreiras, Oeste da Bahia. O prejuízo só não foi maior porque agricultores vizinhos e o Corpo de Bombeiros conseguiram debelar as chamas, evitando que o fogo consumisse os 30 hectares do lote.

O incêndio começou na área de reserva florestal desmatada por invasores que retornaram ao local, mesmo depois da Codevasf ter conseguido a reintegração no local no final do ano passado. Poucos dias após a Justiça Federal ter concedido a reintegração dos lotes 95/AM e 95/BM e a reserva florestal do local, os mesmos invasores voltaram a ocupar a área e continuaram com a derrubada da mata. Em função do retorno dos invasores, o jurídico da Codevasf solicitou a Justiça Federal apoio policial para a retomada dos lotes,o que foi negado, sob a alegação de que a Codevasf não tinha como provar que eram os mesmos invasores que retornaram a ocupar a área e que seria necessário abrir novo processo de reintegração.

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O questionamento feito pelo proprietário do lote incendiado criminosamente é sobre quem vai arcar com os prejuízos. A Codevasf que demorou em agir assim que começaram as invasões em 2004, os invasores que derrubam sem cessar as matas das reservas florestais, a Justiça Federal pela negativa de retomada da área reintegrada, o Ibama/Inema/Semma que fazem olhos de mercador para as agressões contra o meio ambiente ou o empresário rural? A resposta tá na ponta da língua como já dizia Sandoval Quaresma, personagem da Escolinha do Professor Raimundo. A conta mais uma vez vai para o proprietário do lote.

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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