Cadê a primeira chuva de 2016 em Luís Eduardo?

Enquanto a capital paulistana está inundada em diversos pontos, em Brasília, pancadas esparsas se mantiveram durante toda a tarde, recrudescendo, agora no início da noite, com fortes precipitações.

Esperamos que essa chuva toda acabe se dirigindo para o Oeste baiano. Na redação de O Expresso começou a chover em torno de 22 h, muito mansamente.

No deslocamento para Brasília, neste dia 31, vimos muitas lavouras mal instaladas, apesar de algumas chuvas recentes. Soja rala, com crescimento mínimo, sem o desejável “fechamento da linha”.

O site Notícias Agrícolas diz que a situação no Maranhão também é muito ruim:

Assim como em outros estados brasileiros, no Maranhão a situação das lavouras de soja se agrava a cada dia frente à falta de chuvas e as altas temperaturas. Diante desse cenário, os produtores rurais, os presidentes de sindicatos rurais e o secretário de Agricultura e Pecuária do estado, Márcio José Honaiser, se reuniram na manhã desta quarta-feira (30) para debater o assunto.

Lideranças discutem situação da agricultura no Maranhão. Envio de Valério Mattei

Lideranças discutem situação da agricultura no Maranhão. Envio do produtor Valério Mattei

Durante o encontro, as lideranças decidiram protocolar um pedido de prorrogação da janela de plantio da soja junto ao Ministério da Agricultura. A medida deverá ser posta em prática na próxima semana.

O estado enfrenta uma das piores secas dos últimos anos. Em algumas localidades não chove há mais de 55 dias. No sul maranhense, dos 600 mil hectares previstos para o cultivo do grão, apenas 40% da área foi semeada até o momento, mas as plantações continuam morrendo.

O produtor rural do município de Balsas, Valério Mattei, explica que a janela ideal de semeadura da oleaginosa é de 15 de outubro até 15 de dezembro. “Porém, esse ano enfrentamos uma situação inédita, uma seca nunca vista na região. Deveremos arriscar o plantio da soja até o dia 10 de janeiro, até porque precisamos cumprir alguns contratos”, afirma.

Contudo, os agricultores já estimam uma redução na produtividade das lavouras devido às intempéries climáticas. “Sabemos que depois da virada de ano, mesmo com as chuvas, o rendimento das áreas cai. Normalmente, conseguimos uma produtividade entre 50 sacas a 55 sacas do grão por hectare”, completa.

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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