Governo atende clamor pelo transporte de órgãos

Se autoridades tem direito a jatinho, por que salvar vidas não seria um direito?
Se autoridades tem direito a jatinho, por que salvar vidas não seria um direito?

Após reportagem do GLOBO revelar que em três anos, entre 2013 e 2015, a Força Aérea Brasileira (FAB) recusou transportar 153 órgãos que se destinariam ao transplante, o presidente interino Michel Temer anuncia nesta segunda-feira que a FAB disponibilizará um avião para o transporte de órgãos.

Corações, fígados, pulmões, pâncreas, rins e ossos que se perderam por conta das negativas da Aeronáutica. O índice de recusas aumentou nesse período: de 52,7% em 2013 para 77,5% dos pedidos feitos em 2015.

Nos mesmos dias em que houve as negativas, a FAB atendeu a 716 requisições de transporte de ministros do Executivo e de presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), do Senado e da Câmara. Em 84 casos, ministros e parlamentares voltavam para suas casas nas cidades de domicílio ou retornavam a Brasília. Esses voos transportaram 4,5 mil pessoas – as autoridades e seus caronas.

Um decreto de 2002 obriga a FAB a transportar autoridades. Já o transporte de órgãos não tem um arcabouço legal – apenas um acordo de cooperação técnica que envolve também o Ministério da Saúde, empresas aéreas privadas e a Infraero.

Leia mais em O Globo e Extra.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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