E agora, Michel? O feijão sumiu da mesa. Como o pobre vai comer?

feijão

Lembra daquele tempo bom em que pobre comia feijão com farinha no Nordeste e feijão com arroz nos estados do Sul? Pois acabou esse tempo bom. Na maioria dos supermercados do País o feijão carioquinha de primeira já custa mais de R$10 o quilo. No atacado, a saca já ultrapassa os R$400.

Frustações de safra em grandes regiões produtoras como Mato Grosso e Paraná são as responsáveis pela carência do feijão.

O feijão carioca abriu o mês de maio custando R$ 247,50 a saca de 60 quilos. Já no dia 30 de maior o valor foi cotado a R$ 400 a saca, ou seja, um aumento de 70%.

Em Mato Grosso, o preço médio no começo de junho estava acima de R$ 300.

No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, estimou quebra de 17% na produção da segunda safra de feijão, em comparação com a safra anterior. Já, em Minas Gerais, as perdas devem ser em torno de 20 a 30%.

Em Mato Grosso, a área total plantada de feijão segunda safra é de 173,5 mil hectares, cerca de 12,9% menor em relação ao último levantamento, que foi de 199,2 mil hectares. Entretanto, a maior parte desse feijão é o caupi. A produção total de feijão segunda safra é de 236,1 mil toneladas, sendo que destes, 186,2 mil toneladas são de feijão caupi.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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