Os juízes de futebol e os resultados fabricados

Foto de Ivan Valente para o Notícias do Dia
Foto de Ivan Valente para o Notícias do Dia

Já começaram os pênaltis inventados e as arbitragens claramente tendenciosas no campeonato brasileiro. Bastou o Internacional, uma equipe fora do eixo Rio – São Paulo, assumir a liderança isolada do campeonato e os sopradores de apito deram um jeitinho. Ontem, em Florianópolis, o juiz criou um pênalti que a imprensa esportiva de todo o País condenou.

O Figueirense é um time aguerrido, competitivo, que vira um leão no estádio do Estreito, em Florianópolis. Mas ganhou uma vantagem indevida, ontem, que só favoreceu Palmeiras e Corinthians. A verdade é que o Internacional havia sofrido apenas 3 golos no campeonato até o dia de ontem, quando sofreu mais três, um deles o pênalti “phantom”. 

Não se arguiu aqui o erro fortuito de um juiz. Mas uma tendencia, uma certa facilidade para arrumar a tabela para os paulistas.

Repete-se o ano de 2005, quando o Internacional corria na frente no Brasileirão. A CBF arrumou um juiz corrupto e fez repetir todos as partidas com os times envolvidos. Não deu outra: conseguiram fazer o Corinthians campeão.

Após a descoberta do escândalo de arbitragem, na época, conhecido da máfia do apito, 11 jogos do Campeonato Brasileiro de 2005 apitados por Edilson Pereira de Carvalho foram anulados.

O ex-árbitro chegou a ser preso após confessar participar de um esquema de manipulação de resultados do torneio para favorecer apostadores na internet.

A decisão de anular as partidas foi tomada pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), que na época era presidido por Luiz Zveiter – ele oficializou a saída do cargo no final de 2005.

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) determinou, então, novas datas para a repetição dos jogos.

O Corinthians, que acabaria se tornando o campeão, teve dois jogos anulados – havia perdido para São Paulo (3 a 2) e Santos (4 a 2). Na repetição, empatou com o São Paulo (1 a 1) e ganhou do Santos (3 a 2).

As equipes que brigavam pelo título com o Corinthians reclamaram bastante da decisão de Zveiter. No final, o Corinthians terminou com o título, com 81 pontos, contra 78 do Internacional.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

2 comentários em “Os juízes de futebol e os resultados fabricados”

  1. A polemica acerca do tema “se foi mao na bola ou bola na mao”, será sempre atual, vez que é a oportunidade do arbitro decidir o jogo em favor do time de sua conveniencia

  2. Ô COLORADO PETISTA, lembra quando o INTER comprou o Título da Copa do Brasil de 1992, com um pênalti arrumado contra o Fluminense, agora aguente e viva o CHORORÔ
    Nota da Redação:
    Ô GREMISTA COXINHA, você não deveria se preocupar com seu time que há uma década não consegue um título significativo?

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