O assassinato foi há três dias. O esquartejamento aconteceu ontem.

Se vê muita ignorância nas mídias sociais, os maiores horrores. Mas a opinião apressada e leviana de uma desembargadora, provavelmente de boa formação acadêmica – foi indicada para o TJ-RJ pelo quinto constitucional – é um fato que pode nos deixar assustados. 

A desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ex-procuradora do Estado,  em postagem no Facebook, Marília Castro Neves, acusou a vereadora Marielle Franco de ter pertencido ao Comando Vermelho.

Segundo a desembargadora, ela teria sido executada por ter descumprido compromissos com o CV.

“Qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”.

Depois da repercussão negativa da postagem, Marília fechou o conteúdo do seu perfil, mas não a tempo de sua manifestação não ser copiada.

Ruy Barbosa, assim referiu-se à magistratura: “O judiciário é o poder que mais tem faltado à República.” A constatação torna-se cada vez mais cristalina e verdadeira ao longo da história.

Nenhum cadáver é comum quando foi assassinado de forma tão violenta e cruel. Aliás, não existem cadáveres comuns no gênero humano. A não ser que a dita cuja indigitada desembargadora pertença ao gênero Equus asinus, do Jumento. Que ainda assim, sendo um jumento, mereceria nossa piedade no caso de uma execução bárbara, a tiros.

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

3 comentários em “O assassinato foi há três dias. O esquartejamento aconteceu ontem.”

  1. A morte da vereadora tem tudo para ser uma execução promovida pelo tráfico por n motivos. De cara, em uma jogada de mestre, ainda jogam a mídia e parte da população contra a polícia.

  2. Defensora dos direitos “dos manos”.
    Vamos aguardar as investigações. A verdade virá a tona.

  3. Os constantes atos de execução de pessoas que lutam por questões sociais no brasil, a começar por Tiradentes em 21 de abril de 1.792 e o ultimo em 14/03/2018,é a prova de que a classe dominante no Brasil tem certeza de que o pais nunca deixou de ser uma colonia e como tal, surge outra certeza, que os crimes de ódio e de mando nunca são investigados e quando muito, os culpados nunca punidos.Depois disso vem uma Magistrada esquartejar o cadáver da vitima.

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