
As vivandeiras, as rameiras que costumam acompanhar de perto as tropas, nos acantonamentos militares, estão agitando novamente pelo fechamento do regime. A revista “Quanto É” já anuncia que os militares se preparam para destituir o desmoralizado Michel Temer e tomar o poder depois da prisão de Lula.
Por que alguns órgãos de imprensa costumam fazer a elegia do regime militar? Talvez porque sejam especialistas em sabujices e querem aproveitar-se das verbas advindas desse puxa saquismo explícito em detrimento daqueles veículos de comunicação mais comprometidos com a verdade. Quem era o conglomerado Globo de comunicação antes de 1964? A manchete do dia 1º de abril dizia: “Restaura-se a democracia no País”.
Foi o que bastou para se tornar o órgão preferido dos militares e transformar-se, com dinheiro vindo do Exterior, um dos maiores grupos de comunicação do mundo.

Na “Última Hora” de Porto Alegre aconteceu outro fato semelhante. Com a fuga de Samuel Wainer para o Exterior, um secretário de redação, Ary de Carvalho, trocou o nome do jornal para Zero Hora e saudou a vitória da “revolução”.
Como sempre se afirma por aqui, a história não muda. Repete-se. Com os mesmos personagens. E quem não conhece a sua história está condenado a repeti-la.

Continua dizendo muito em pouca escrita. Agora.. .quem viver verá.
O militares não pode deixar que os socialistas, comunistas usurpem o poder, e preciso manter a liberdade, a democracia…
Uma vergonha desrespeitarem a lei para exigir o cumprimento da lei por outros. Bastante coerente, hein?!
O Brasil de hoje virou a pátria de aproveitadores, todos querendo seu pequeno naco da carniça, seja o apresentador global, seja o dono da loja de departamento, seja o ex-militar terrorista, ou ainda o general aloprado de que exige disciplina da tropa, ao mesmo tempo que passa por cima da Constituição para avacalhar a mesma disciplina.
Haja paciência para ver que nosso país está sendo tomado pelo idiota local, como dizia Humberto Eco: “O drama da Internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”.