As vivandeiras de novo chegam aos bivaques para alvoroçar os granadeiros

Castello Branco sabia quem eram as vivandeiras alvoroçadas.

As vivandeiras, as rameiras que costumam acompanhar de perto as tropas, nos acantonamentos militares, estão agitando novamente pelo fechamento do regime. A revista “Quanto É” já anuncia que os militares se preparam para destituir o desmoralizado Michel Temer e tomar o poder depois da prisão de Lula.

Por que alguns órgãos de imprensa costumam fazer a elegia do regime militar? Talvez porque sejam especialistas em sabujices e querem aproveitar-se das verbas advindas desse puxa saquismo explícito em detrimento daqueles veículos de comunicação mais comprometidos com a verdade. Quem era o conglomerado Globo de comunicação antes de 1964? A manchete do dia 1º de abril dizia: “Restaura-se a democracia no País”.

Foi o que bastou para se tornar o órgão preferido dos militares e transformar-se, com dinheiro vindo do Exterior, um dos maiores grupos de comunicação do mundo.

“Quanto é” prevendo e comemorando o fechamento do regime e a nova assunção dos militares, exatos 54 anos depois.

Na “Última Hora” de Porto Alegre aconteceu outro fato semelhante. Com a fuga de Samuel Wainer para o Exterior, um secretário de redação, Ary de Carvalho, trocou o nome do jornal para Zero Hora e saudou a vitória da “revolução”.

Como sempre se afirma por aqui, a história não muda. Repete-se. Com os mesmos personagens. E quem não conhece a sua história está condenado a repeti-la.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

3 comentários em “As vivandeiras de novo chegam aos bivaques para alvoroçar os granadeiros”

  1. O militares não pode deixar que os socialistas, comunistas usurpem o poder, e preciso manter a liberdade, a democracia…

  2. Uma vergonha desrespeitarem a lei para exigir o cumprimento da lei por outros. Bastante coerente, hein?!
    O Brasil de hoje virou a pátria de aproveitadores, todos querendo seu pequeno naco da carniça, seja o apresentador global, seja o dono da loja de departamento, seja o ex-militar terrorista, ou ainda o general aloprado de que exige disciplina da tropa, ao mesmo tempo que passa por cima da Constituição para avacalhar a mesma disciplina.
    Haja paciência para ver que nosso país está sendo tomado pelo idiota local, como dizia Humberto Eco: “O drama da Internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”.

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