
A previsão pessimista é do Instituto Nacional de Meteorologia: final de dezembro, janeiro e parte de fevereiro sem chuvas para o Centro Oeste e Matopiba. É a chegada do fenômeno “El Niño”, aquecimento das águas do oceano Pacífico Equatorial, que traz chuvas regulares ao Cone Sul – Paraguai, Argentina, Uruguai e Região Sul do Brasil – e seca forte no Centro Oeste e Matopiba.
Se a previsão se confirmar em toda a sua extensão, teremos forte redução de safra nos plantios mais precoces e igualmente nos de ciclo mais longo.
O Centro-Oeste, que recebe bons volumes neste momento, deve ver suas chuvas cortarem em 50 dias com a mudança dos padrões atmosféricos. Assim, o centro-norte de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Tocantins, centro-norte de Goiás, sul do Piauí e sul do Maranhão devem ser as áreas mais atingidas por esse veranico.
Para o mês de janeiro, o Inmet já visualiza a possibilidade de 30 dias sem chuvas, padrão que deve durar até fevereiro. Esse também é um efeito do El Niño, que deve ficar mais ativo agora no fim do ano até o mês de janeiro.
Já para o Sul do Brasil, especialmente para o Paraná, as condições de chuva devem voltar a paritr da próxima semana, persistindo e prevalecendo. O que os produtores devem ficar de olho é na resistência da soja diante desse excesso.
Entretanto, nas áreas que sofreram com o veranico, o que irá definir é a reserva hídrica, já que estas já receberam bons volumes anteriormente. Há de ser acompanhada, ainda, a questão das temperaturas.
Em um momento de transição de Governo, o Inmet deseja que os seus projetos tenham continuidade e apoio do novo Ministério da Agricultura, especialmente no que diz respeito ao projeto de um supercomputador.
