Instituto de Meteorologia prevê seca de 60 dias e El Niño no Matopiba

Até o dia 18 de dezembro, ausência de chuvas em toda a Bahia, Matopiba e Centro Oeste. Só chove no Rio Grande do Sul.

A previsão pessimista é do Instituto Nacional de Meteorologia: final de dezembro, janeiro e parte de fevereiro sem chuvas para o Centro Oeste e Matopiba. É a chegada do fenômeno “El Niño”, aquecimento das águas do oceano Pacífico Equatorial, que traz chuvas regulares ao Cone Sul – Paraguai, Argentina, Uruguai e Região Sul do Brasil – e seca forte no Centro Oeste e Matopiba.

Se a previsão se confirmar em toda a sua extensão, teremos forte redução de safra nos plantios mais precoces e igualmente nos de ciclo mais longo. 

O Centro-Oeste, que recebe bons volumes neste momento, deve ver suas chuvas cortarem em 50 dias com a mudança dos padrões atmosféricos. Assim, o centro-norte de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Tocantins, centro-norte de Goiás, sul do Piauí e sul do Maranhão devem ser as áreas mais atingidas por esse veranico.

Para o mês de janeiro, o Inmet já visualiza a possibilidade de 30 dias sem chuvas, padrão que deve durar até fevereiro. Esse também é um efeito do El Niño, que deve ficar mais ativo agora no fim do ano até o mês de janeiro.

Já para o Sul do Brasil, especialmente para o Paraná, as condições de chuva devem voltar a paritr da próxima semana, persistindo e prevalecendo. O que os produtores devem ficar de olho é na resistência da soja diante desse excesso.

Entretanto, nas áreas que sofreram com o veranico, o que irá definir é a reserva hídrica, já que estas já receberam bons volumes anteriormente. Há de ser acompanhada, ainda, a questão das temperaturas.

Em um momento de transição de Governo, o Inmet deseja que os seus projetos tenham continuidade e apoio do novo Ministério da Agricultura, especialmente no que diz respeito ao projeto de um supercomputador.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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