Escola sem carteiras escolares. Isso acontece de fato em Luís Eduardo Magalhães.

Perdi, durante a tarde de ontem, umas duas ou três horas para checar se a foto acima era realmente de uma escola municipal de Luís Eduardo Magalhães.

Mesmo cético em relação à capacidade de gestão do prefeito Oziel Oliveira, me surpreendi de fato com os alunos da escola sentados no chão pela falta de carteiras escolares, certamente algo que por vezes ocorre em cidades isoladas dos locais mais pobres e desassistidos dos nossos sertões. Não em Luís Eduardo Magalhães, a soberba Capital do Agronegócio, eu imaginava.

A nota oficial veiculada no final da tarde confirmou minhas mais pessimistas expectativas:

“A Secretaria de Educação de Luís Eduardo Magalhães e a Escola Municipal Ivo Hering, vem por meio da presente, esclarecer que a falta de carteiras escolares em uma das salas de aula da referida unidade escolar, ocorrida hoje, dia 11 de fevereiro, foi decorrente de uma falha de comunicação, no tocante ao quantitativo de carteiras novas solicitadas, necessárias à unidade.”

É incrível que depois de mais de dois meses de férias escolares, quando os gestores de educação de qualquer município fazem as revisões necessárias nas escolas sob o seu comando, como pinturas, reformas no sistema elétrico, check-up nos aparelhos de ar condicionado e reposição de material escolar, bem como da cozinha de cada estabelecimento, nem o Secretário de Educação, nem o Prefeito ainda não soubessem de que faltariam carteiras nessa sala ou nessa unidade de ensino.

Se falhas de comunicação impedem o bom funcionamento de escolas, fico abismado de imaginar o que pode acontecer em unidades de atendimento de saúde e até na prevenção de endemias e dos agentes de saúde preventiva.

A denúncia é que. apesar de terem seus salários indenizados pelo Governo Federal, o efetivo de agentes de endemias está reduzido a 1/5 do que já foi na gestão anterior. E a dengue. chikungunya e zika já grassam em toda a Bahia.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

3 comentários em “Escola sem carteiras escolares. Isso acontece de fato em Luís Eduardo Magalhães.”

  1. Isso é falta de gestão, falta de nomeação por meritocracia, o secretario mostrou-se totalmente incapaz, sem o apadrinhamento e as razões que levaram a sua nomeação seria demitido instantaneamente se trabalhasse para o setor privado!

    1. Infelizmente, embora o serviço público esteja transbordando de incompetentes, grande parte formada de cabos eleitorais e familiares, o setor privado brasileiro também está a anos-luz de um bom atendimento e competência em diversas áreas e empresas, existindo também nepotismo em muitos setores.

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