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O segundo maior lago artificial do Mundo, Sobradinho, recupera-se lentamente da estiagem na grande bacia do Rio São Francisco.

02/02/2020

O grande lago de Sobradinho, com 400 km de extensão, fornece água a quase todo o Nordeste e gera energia em sequência de hidrelétricas: Sobradinho, Delmiro Gouveia, Moxotó e Xingó.

O grande volume de chuvas registrado na região central de Minas Gerais, nas cabeceiras do rio São Francisco, ainda não chegou ao reservatório da Hidrelétrica de Sobradinho, que de quinta para sexta-feira desta semana aumentou de 32,10% para 32,18%.

O segundo maior lago artificial do mundo, com mais de 4.200 quilômetros quadrados de lâmina d’água e 400 km de extensão ao longo do Rio, reage lentamente depois de quase 9 meses de estio na sua grande bacia. Construído no final da década de 70, poucas vezes o reservatório esteve na sua cota máxima. Hoje em dia, alimenta o braço norte da transposição e dezenas de milhares de pequenos irrigantes em suas duas margens.

Ainda falta muito para Sobradinho atingir a vazão média histórica de 2.846 metros cúbicos por segundo, o que talvez não aconteça este ano, dado ao fato de que o lago da hidrelétrica é o regulador do baixo São Francisco, tendo que guardar água para a estação seca que entra em abril-maio.

O lago de Três Marias, regulador da vazão do médio São Francisco, progrediu para mais de 71% de sua capacidade no último dia do mês de janeiro, depois de receber integralmente a cheia do rio das Velhas.

Em Bom Jesus da Lapa, o rio São Francisco já mostra toda a sua força: invade lagoas e restingas laterais, encobre ilhas e começa a submergir pequenos quiosques em suas margens.

Essa torrente deve chegar em meados desta semana ao Lago de Sobradinho, contribuindo para a recuperação do reservatório.

Hidrelétrica de Xingó: dependente da vazão média de Sobradinho.

A par disso, a hidrelétrica de Sobradinho já aumentou sua vazão, aumentando o número de turbinas em serviço – eram apenas três no final de dezembro e beneficiando a hidrelétrica de Xingó e o baixo São Francisco. Pela baixa vazão, o trecho final de 300 km do rio vinha enfrentando o aparecimento de algas e má qualidade da água, que é servida em dezenas de municípios ao longo do trecho final, tanto na Bahia, como em Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

Da Redação de O Expresso, com dados do Operador Nacional do Sistema Energético (ONS).

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