
Tudo aconteceu muito rápido: uma sessão extraordinária, 30 minutos de debates e a votação: nove vereadores – contra 5 da Oposição – deixaram tudo as claras. Autorizaram o prefeito Oziel Oliveira a contratar mais um empréstimo, desta vez para construir o aterro sanitário da cidade, ora servida por um depósito de lixo dentro da área urbana.
A sessão começou com um buzinaço e rojões, promovidos por eleitores que não queriam permitir que o Prefeito faça mais dívidas em nome dos cofres públicos.
O brilhante e douto legislador conhecido como Eltinho protestou:
“Não é democracia criticar a pessoa dos vereadores”.
Outro, Kelmuth McLaren, que não é o fabricante britânico de carros esportivos, ainda argumentou que o dinheiro do empréstimo não vai para a conta da Prefeitura, mas é pago diretamente a empreiteira que realizar a obra.
Ao que foi contestado por um comentário na rede de facebook, onde a sessão era transmitida: “O Kelmuth pensa que o eleitor é criança”.
Silvano Santos cita o fato de que há mais de um ano os vereadores aprovaram o empréstimo de R$40 milhões, para construir a Prefeitura e asfaltar um grande número de ruas nos bairros Mimoso 1 e 2. E que até agora as obras não foram entregues.
Por seu turno, Filipe Fernandes afirmou que já existem mais de 19 denúncias no Ministério Público e Tribunal de Contas dos Municípios pela má gestão do dinheiro público por parte de Oziel Oliveira. “Teremos mais um motivo de preocupação”, sentenciou o Vereador.
Nei Vilares foi mais enfático:
“Voto a favor da vontade popular. O povo não acredita mais em Oziel. O povo cansou. Somos a cidade de orçamento maior que um milhão por dia e para fazer qualquer obra precisa de um novo empréstimo. Meu voto é NÃO para a vergonha que se abate sobre Luís Eduardo”.
Votaram, foram para suas casinhas com a sensação do dever cumprido e ratificaram o adicional de compromisso financeiro de cada eleitor com os cofres públicos, que hoje atinge cerca de R$1.500,00 por cabeça.
Isso significa que cada eleitor da cidade, além de pagar as altas taxas de IPTU, ISQN, ITR e a parte dos tributos estaduais e federais que retornam em parte à cidade, terão agora pela frente, acréscimos dissimulados em seus impostos, para pagar o principal e os juros do endividamento.


Saudades dos comentários ora afiados, ora cômicos do saudoso Mário Machado. Saudades mesmo!
Hoje, como sou gestor publico em outro município, me vejo cada vez mais criterioso em dar opinião sobre isso tudo. Sei da necessidade mas também sei que o Oziel e “cobra criada” e não muito digno de confiança.