Barreiras: a liberalidade no isolamento de julho está cobrando um alto preço.

Desde o final de junho, quando os barreirenses não duvidaram em patrocinar festas juninas privadas e o comércio funcionou a pleno, sabia-se que a falta de um isolamento adequado cobraria seu quinhão em vidas e contaminação pela Covid-19 em vários graus de gravidade.

Hoje 294 pessoas receberam o resultado dos seus testes e 123 estavam positivos. Outras 52 pessoas apresentarem sintomas e foram registrados 3 óbitos, um deles ocorrido na quinta-feira, elevando o total de mortes para 38.

São preocupantes dois fatos: primeiro o de que existem 1.135 pessoas com confirmação dos sintomas, monitoradas à distância, mas ninguém sabe que grau de isolamento estão mantendo. Outro, o de que existam 446 pessoas esperando o resultado dos exames, o que pode multiplicar o número de casos positivos, que hoje já são 2.125.

Quando se falou, em meados de julho, que o número de contaminados poderia ser muito maior e que o sistema hospitalar poderia colapsar, alguns foram taxados de alarmistas. Só o agravamento da situação determinou o toque de recolher e, se a escalada continuar em ritmo acelerado, o lockdown absoluto por pelo menos 14 dias deverá ser implantado.

O mesmo ocorre em Luís Eduardo Magalhães, onde 73 novos casos de contaminação foram confirmados hoje, com até um bebê de 9 meses testando positivo para a doença. Até o momento, Luís Eduardo Magalhães tem 1.391 (mil, trezentos e noventa e um) casos confirmados da Covid-19 e 13 (treze) óbitos.

Em 21 de março, foi detectado o primeiro caso de Barreiras. Quatro meses e 17 dias depois não temos esperança que a curva do número de contaminados e de mortes tenha atingido um platô. Podemos esperar que os números se tornem mais graves, em recrudescimento até o fim dos efeitos da liberalidade imposta pelo empresariado e bovinamente aceita pelas autoridades. O exemplo se replica em Luís Eduardo Magalhães.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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