A Santa Ignorância do cidadão de bem, que se acha classe média.

Em um estabelecimento comercial de Luís Eduardo Magalhães, chega um cidadão de bem, com cara de minion seguidor do Ogro Presidento, ao volante de um flamante Fiat Uno, com 12 a 15 anos de uso.

Para puxar conversa, pergunto: “Tudo bem o senhor”?

-“Melhor se tivesse a vacina, diz ele.”

Respondo:

-“Em poucos dias teremos as vacinas de todas os laboratórios à venda, em todas as clínicas. Vai custar entre 600 e 1.500 reais. Os pobres vão ficar de fora.

-“Melhor, disse o Minion, assim acaba com essa pobreza.”

Pois é: a vida é assim. O cara pilotando um FUMV – Fiat Uno Muito Velho e se achando rico.

Até gostaria de esclarecê-lo que 15 milhões de famílias – em torno de 60 milhões de pessoas – foram centrifugadas para abaixo da linha da pobreza nos últimos 4 anos; que 14,3 milhões estão desempregadas e 38 milhões de pessoas estão vivendo de bico. Mas gastar saliva com cidadãos de bem só transmite o vírus. Nada mais.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Uma consideração sobre “A Santa Ignorância do cidadão de bem, que se acha classe média.”

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