O Cafetão da Casa de Vidro ataca a China e depois esconde a mão.

Visita ao manicómio

Como os mais covardes cafetões de cabaré, o Dito Cujo Indigitado bate sem dó e depois vem acariciar as putas e vender a sua proteção. Após fazer graves insinuações sobre a China e “guerra química”, o Ogro diz que não citou o nome do país asiático.

O presidente Jair Bolsonaro atacou a China de forma indireta, na manhã desta quarta-feira (5), como uma estratégia para depois não ser cobrado com relação à grave insinuação que fez sobre o país asiático.

O expediente utilizado pelo titular do Planalto se confirmou à noite, quando negou que tenha feito qualquer insinuação sobre a nação governada por Xi Jinping.

Em evento no Palácio do Planalto, Bolsonaro sugeriu, sem citar o nome do país, que a China criou o coronavírus em laboratório e estaria encampando uma “guerra química”, tese que é rechaçada pela OMS.

“É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou nasceu por algum ser humano ingerir um animal inadequado. Mas está aí. Os militares sabem o que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que não estamos enfrentando uma nova guerra? Qual o país que mais cresceu o seu PIB? Não vou dizer para vocês”, declarou.

O país que mais teve maior crescimento no PIB, em 2020, foi justamente a China.

Já à noite, no aeroporto do Galeão (RJ), durante a recepção de Robson Nascimento de Oliveira, ex-motorista que estava preso na Rússia sob a acusação de tráfico de drogas, o presidente foi questionado sobre a fala feita pela manhã e ele negou que tenha se referido ao país asiático.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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