Confisco do dinheiro do consumidor continua nas contas de energia.

Lamparinas Antigas Em Cobre | MercadoLivre.com.br

Apesar de Sobradinho estar com 53,34% de sua capacidade de armazenamento e a energia eólica estar suprindo todo o consumo do Nordeste, nordestinos são penalizados com a bandeira vermelha 2 nas contas de energia, exportando para o Sudeste sempre acima de 5 MW. 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter a bandeira vermelha, patamar 2, para o mês de agosto. Com isso, o custo de cada 100 kilowatt-hora (kWh) consumido continua sendo de R$9,492. Segundo a agência, não houve mudança nos cenários hidrológicos do país. Ou seja, os reservatórios das usinas hidrelétricas ainda sofrem com o período de seca, forçando o uso de fontes de energia mais caras.

“Agosto inicia-se com igual perspectiva hidrológica, com os principais reservatórios do SIN [Sistema Interligado Nacional] em níveis consideravelmente baixos para essa época do ano. Essa conjuntura sinaliza horizonte com reduzida capacidade de produção hidrelétrica e necessidade de acionamento máximo dos recursos termelétricos”, explicou a Aneel.

Em períodos de seca e consequente baixa nos níveis dos reservatórios, é necessário captar energia de outros tipos de usina, como as termelétricas. Esse tipo de usina gera energia a partir de combustíveis fósseis, como diesel e gás. Além de ser mais poluente, é mais cara. Por isso, quando as termelétricas são acionadas, o custo da geração de energia aumenta e a bandeira tarifária muda.

Dentre as dicas trazidas pela Aneel para reduzir o valor da conta de luz, estão o uso racional do chuveiro elétrico (banhos mais curtos e em temperatura morna), do ar condicionado (manter os filtros limpos e reduzir ao máximo seu tempo de utilização) e do ferro de passar (juntar roupas para passar de uma só vez e começar por aquelas que exigem menor temperatura).

Avatar de Desconhecido

Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Uma consideração sobre “Confisco do dinheiro do consumidor continua nas contas de energia.”

  1. A questão das hidrelétricas não passa somente pela escassez das chuvas, mas também pelo uso exagerado das águas dos rios e lençóis freáticos pelos pivôs, ao ponto de gerarem problemas aos pequenos produtores e protestos.
    Menos água para a população que é premiada com aumentos nas contas de luz, enquanto quem fatura em dólar e têm grandes outorgas para captar água…

Deixar mensagem para Lobo Cancelar resposta