Segue a esbórnia no Lupanar da Georgina*

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Ministro se exonerando para abocanhar dinheiro de emendas secretas. Isso só acontece no Brasil.

O ministro Onyx Lorenzoni pediu exoneração  hoje (11) do Ministério do Trabalho e Previdência. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

De acordo com a pasta, trata-se apenas de uma licença de um ou dois dias para que ele cuide de suas emendas como deputado federal.

Onyx é deputado licenciado pelo DEM do Rio Grande do Sul. Ele já havia se afastado em fevereiro deste ano, quando era ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência. De acordo com o portal da transparência, Onyx empenhou cerca de R$ 15,7 milhões em emendas neste ano.

“Orçamento secreto” suspenso

A discussão sobre emendas parlamentares estão no foco do debate político. Na terça-feira (9), o STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para manter a decisão da ministra Rosa Weber que suspendeu o chamado “orçamento secreto”, por meio do pagamento das emendas de relator a parlamentares.

Os ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes votaram para manter a decisão de Rosa Weber.

O dinheiro disponível neste ano é de R$ 16,8 bilhões. Antes da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, por exemplo, foi liberado R$ 1 bilhão em emendas desta natureza. Essa proposta permite a expansão de gastos públicos e viabiliza a ampliação do Auxílio Brasil.

Na noite de terça, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, o texto-base da PEC. A medida é prioridade do Executivo para garantir o pagamento do Auxílio Brasil de R$ 400, de dezembro até o final de 2022, ano em que Bolsonaro deve disputar a reeleição, além de abrir espaço para outros gastos federais. Pela proposta, cerca de R$ 90 bilhões devem ser liberados para despesas no próximo ano.

*Georgina é uma antiga casa de tolerância da minha terra natal, Cruz Alta, onde existe muito respeito. Mais que no Congresso Nacional.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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