Avião de agricultor eduardense cai em Brasília e 5 pessoas escapam ilesas

Monomotor cai próximo a condomínio em Brasília. Ocupantes saíram ilesos. Acidente aconteceu por volta das 9h30, na fazenda do ex-piloto de Fórmula 1 Nelson Piquet - (crédito: CBMDF/Divulgação)

Ontem, por volta das 9h30m da manhã, um acidente com um monomotor de pequeno porte causou um grande susto na família Joner, residente em Luís Eduardo Magalhães. Um forte vento lateral ou uma “tesoura de vento” (Windshear) como é conhecida é a causa provável do acidente.

Renato Joner, 64 anos, proprietário da aeronave; a filha dele, a advogada de Brasília Renata Andrea Joner; o esposo dela; a bebê do casal; e o piloto saíram da Bahia para o DF. Todos saíram da aeronave sem lesões aparentes. Apenas Renata e a filha foram internadas para exames.

Segundo reportagem do Correio Braziliense, as causas do que pode ter provocado a queda do avião de pequeno porte na Fazenda Piquet, nessa segunda-feira (31/1), na subida da Ponte JK, no Jardim Botânico, serão investigadas pela Força Aérea Brasileira (FAB), sem previsão para conclusão dos trabalhos. A apuração ficará à cargo da equipe do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VI), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Cinco pessoas estavam a bordo no momento do acidente, incluindo o piloto, o proprietário do monomotor e um bebê de 2 meses.

Ninguém se feriu. “Estamos felizes e aliviados que todos saíram ilesos do acidente. Foi realmente um milagre!“, disse Renata Andrea Joner, 36 anos, passageira e filha do dono da aeronave.

Policiais civis da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) estiveram na Fazenda para fazer as apurações preliminares. Ao Correio, o delegado-adjunto, Ulysses Luz, afirmou que não será aberto inquérito policial, uma vez que não houve feridos nem indícios de crime. “Trata-se de um acidente. Houve algum problema, que não sabemos se foi por ordem da natureza ou no pouso, que se deslocou da pista para o mato”, frisou.

Situação legal

O monomotor, de matrícula PP-INQ, estava regular e foi comprado em 31 de março de 2017. O Certificado de Aeronavegabilidade — documento obrigatório emitido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que atesta se a aeronave está em condições de operar com segurança — foi emitida em 17 de outubro de 2020, e o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) iria vencer em setembro deste ano.

A aeronave estava em situação técnica regular e tinha permissão para realizar serviços aéreos privados, segundo a Anac. O modelo tem capacidade para transportar cinco passageiros, incluindo a tribulação.

Aos militares do Corpo de Bombeiros (CBM-DF), o piloto contou que pousava a aeronave, quando recebeu uma rajada de vento lateral em baixa altitude, o que fez com que o monomotor caísse para uma área de mata.

 (crédito: CBMDF/Divulgação)

Trinta e um bombeiros e sete viaturas atuaram no resgate às vítimas. As equipes foram acionadas por volta das 9h30 para averiguar, também, possíveis riscos de vazamento de combustível. “Na hora do acidente, havia cinco pessoas na aeronave; todos foram atendidos por nossas equipes e se encontravam ilesos.  Após avaliação, foi constatado que não havia mais risco e que boa parte do produto já tinha escoado. Ainda assim, a bateria da aeronave foi desligada.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Uma consideração sobre “Avião de agricultor eduardense cai em Brasília e 5 pessoas escapam ilesas”

  1. Nobre jornalista, o gentílico de quem nasce ou reside em Luís Eduardo Magalhães é luiseduardense.

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