Parte dos líderes do agronegócio já se aproximam de Lula.

Blairo Maggi e Lula em Cuba para ampliar produção de alimentos

De Nonato Viegas, de O Bastidor, editado.

Rendeu a reunião que Lula teve no fim de janeiro com representantes do agronegócio. Desde o encontro, entidades ligadas ao setor passaram a discutir internamente a possibilidade de retorno do petista à Presidência da República. Trabalham por – e com esse – cenário.

Blairo Maggi, ex-ministro da Agricultura de Michel Temer e ex-senador, e o empresário Carlos Ernesto Augustin, executivo de uma das maiores empresas de sementes do mundo, são os principais articuladores da aproximação. Carlos Ernesto é irmão de Arno Augustin, secretário do Tesouro no governo Dilma.

De acordo com um deputado da base do governo ligado ao setor, as entidades não podem apoiar formalmente nenhuma das candidaturas. Mas, segundo afirmou, individualmente os empresários do agro têm se encantado com o discurso do petista. Há uma relação histórica de bons negócios nas gestões Lula e Dilma.

Lula encontrou em 20 de janeiro Carlos Ernesto Augustin e representantes de entidades ligadas à Confederação Nacional da Agricultura para relembrar a sua gestão, prometendo fazer mais e ampliar o espaço para o setor. Segundo um dos participantes, combinou-se que Blairo e outros expoentes do setor terão espaço político privilegiado num possível governo Lula. Inclui o Ministério da Agricultura – de porteira fechada – e posições em bancos públicos que facilitem linhas de crédito ao agronegócio.

O petista ouviu reclamações sobre o impacto da gestão ambiental e diplomática do governo de Jair Bolsonaro. Renovou seu compromisso de melhorar as condições para que os empresários nacionais possam vender aqui e no exterior.

O ex-presidente pretende definir na próxima semana uma data para ir até o Mato Grosso e ao Mato Grosso do Sul para ter outra rodada de encontros com os líderes do setor.

A Folha de São Paulo também faz referência à debandada pró-Lula:

Características da política e da economia destroçadas do Brasil talvez induzam certa precipitação ou conformismo” do ‘Centrão‘, “quase o Congresso inteiro” e os dos ‘donos do dinheiro‘, o “mercado”, que agora “dão sinais de que Lula da Silva (PT) pode ser também para eles a alternativa incontornável“, escreve o jornalista Vinicius Torres Freire em artigo na Folha de S. Paulo.

No texto, Freire diz que adeptos da debandada pró-LULA já são vistos “no PSD, no MDB, no Republicanos (Igreja Universal), no PSCTantos que esses partidos podem ser incapazes de “fechar questão” em favor de tal ou qual candidatura. É esse o caso mesmo do PP, dos regentes do governo Bolsonaro, Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil, e Arthur Lira, presidente da Câmara. No PP, a conversa é liberar “acordos regionais” (aderir a Lula ou ficar “neutro” até saber em qual barco pular)”.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Uma consideração sobre “Parte dos líderes do agronegócio já se aproximam de Lula.”

  1. O PT tecnicamente não deveria nem existir mais. Receberam doações de estrangeiros, motivo suficiente para cassação do registro do Partido. Militantes do PT infiltrados no supremo DESCONDERAM Lula (descaradamente). Deveria estar preso. Esses empresários agrícolas foram os que mais lucraram com os governos Petistas. Obviamente estão do lado do PT e não buscam o que é melhor para o Brasil.

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