Situação é séria: estoque de fertilizantes é para apenas 3 meses.

Yara adquire participação majoritária da Galvani | Jornal O Expresso

Yara em Luís Eduardo Magalhães: boas fontes de Fósforo, mas dependente da importação de Potássio e Nitrogenados.

Depois que a Belarus anunciou a suspensão da comercialização de fertilizantes para o Brasil, devido ao bloqueio internacional imposto à Rússia, atualmente em guerra com a Ucrânia, o Ministério da Agricultura (Mapa) anunciou medidas estratégicas para manter a produção nacional de alimentos.

O Brasil possui, atualmente, um estoque de fertilizantes para os próximos três meses. A projeção é fruto de levantamento da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), após consulta a empresas do setor.

Apesar do volume de reserva acima da média, a entidade reconheceu, em nota, que os conflitos entre Rússia e Ucrânia preocupam. Cerca de 85% do consumo brasileiro de fertilizantes é suprido pelo mercado externo, tendo a Rússia e sua aliada Belarus como fornecedores importantes.

“A Anda segue atenta ao fornecimento de cloreto de potássio, pois mais de dois milhões de toneladas já estavam comprometidas com as sanções anteriores à Bielorrússia (Belarus). E a atenção justifica-se, dado que três milhões de toneladas de cloreto de potássio têm como origem a Rússia”, explicou a associação, na nota. Outro ponto de atenção é a negociação de fertilizantes nitrogenados, em especial, o nitrato de amônio, porque o agronegócio brasileiro importa um volume expressivo da Rússia.

Já o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, avalia que há fertilizantes disponíveis até outubro. A pasta também monitora os efeitos da guerra. A ministra Tereza Cristina deve viajar até o Canadá em busca de alternativas ao fertilizante europeu. Fonte: G1

Como é de se esperar, grãos, carnes, hortaliças e legumes vão continuar aumentando de preço. Se o principal insumo, o fertilizante, é mais caro, a produção será menor e a demanda reprimida vai encarecer o produto.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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