Segundo AFP, g1 e Lupa, a jornalista tinha 15 anos na época e vivia em Caratinga-MG, não em São Paulo, onde teria ocorrido o roubo. Além disso, Miriam não participou de luta armada contra a ditadura militar e nem consta sua participação em roubos.
A jornalista foi presa aos 19 anos, em 1972, por fazer parte do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), mantido na clandestinidade pela ditadura.
Na ocasião, Miriam, que estava grávida, foi torturada. A matéria foi destacada no Twitter.
O deputado Eduardo Bolsonaro, também conhecido como Dudu Bananinha, imitando o tresloucado pai, disse no Twitter que torcia para a cobra, uma giboia, com a qual a jornalista foi torturada, nua, em uma cela da Ditadura, apesar de grávida. Aos defensores de tortura não deveria ser permitido o convívio com a sociedade.
Imunidade parlamentar não inclui defesa de crime hediondo como tortura. Eduardo Bolsonaro tem que perder o mandato, diz o deputado Ivan Valente.
Posso não concordar com algumas da posições da jornalista Miriam Leitão. Também cometi muitos erros de julgamento durante a minha longa vida de jornalista.
No entanto, jamais teria a ousadia de defender os criminosos no crime bárbaro a que foi submetida.
Ou combatemos a barbárie ou começamos a matar nossos vizinhos e congelá-los no frezeer para garantir o nosso abastecimento de carne.
