O que já se sabe sobre o desaparecimento de jornalista e indigenista na Amazônia.

Do Pragmatismo Político

Jornalista do britânico The Guardian e indigenista brasileiro desapareceram nas proximidades do Vale do Javari – terra indígena que abriga a maior quantidade de povos isolados do mundo. Nos últimos anos, local tem sofrido escalada de ataques e cerco de invasores ligados a pesca e caça ilegal, garimpo e extração de madeira. Esposa do repórter inglês divulga carta e PF diz que prendeu dois suspeitos.

O desaparecimento do indigenista Bruno Araújo Pereira e pelo jornalista britânico Dom Phillips desde a manhã do domingo (5) no Vale do Javari (AM) revelou uma escalada de ataques e cerco de invasores que ameaçam a terra indígena com mais povos isolados do mundo.

Invasores ligados a pesca e caça ilegal, garimpo, extração de madeira ou mesmo traficantes fizeram do local uma espécie de barril de pólvora para quem lutava para defender a área, segundo Francisco Loebens, integrante no Amazonas da equipe de apoio a povos livres do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

As piores ações foram registradas em 2019, quando uma base da Funai no Vale foi atacada a tiros por caçadores clandestinos. Foi o 4º ataque em pouco mais de um ano.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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